A causa animal ganhou um reforço, bem levinho, mas de muito peso e forte presença no meio ambiente. Coloridas e frequentes no nosso dia a dia, as tampinhas plásticas vêm se destacando no cenário ambiental e social a partir da reciclagem.

Inspiradas em projetos já desenvolvidos no Brasil e em outros países, quatro amigas se uniram em 2018 e começaram a coletar tampas, com intuito de com o dinheiro arrecadado amenizar o abandono e a crescente proliferação de animais nas ruas. “Assim nasceu o Rio Eco Pets, explica Roberta Carvalho, uma das diretoras do projeto.

E o que era apenas uma iniciativa, com o crescimento das doações, transformou-se em um grande movimento com mais de 400 pontos de coletas e cerca de 500 voluntários. Nesses 21 meses do projeto, revela Fernanda Pérrissé, também diretora da instituição, mais de 250 animais em situação de vulnerabilidade foram atendidos.

De acordo com o relatório da Rio Eco Pets, até o momento já foram arrecadadas cerca de 34 toneladas de tampas plásticas. Segundo as responsáveis da entidade, além da castração, acontecem também eventos de conscientização nas escolas, mutirões de limpeza, palestras e feiras.

Da ONG às Escolas do Cefet/RJ
A proposta de ajudar o meio ambiente e, sobretudo, os animais ganhou espaço e a adesão da comunidade escolar do Cefet/RJ, através da professora Aline Monteiro Trigo, que também é associada da Appai. Por intermédio de uma aluna da unidade, a docente, que também é chefe da Divisão de Estratégia para Sustentabilidade Ambiental Institucional, tomou conhecimento do projeto da Rio Eco Pets.

A partir de então, o Cefet/RJ, por meio desse setor, firmou parceria com a Rio Eco Pets e implantou o programa Mutirão Animal no estado do Rio de Janeiro, além do projeto de extensão no campus Nova Iguaçu do Cefet/RJ, coordenado pela professora Luane Fragoso.

A professora Aline levou a iniciativa aos alunos do Cefet/RJ – Maracanã, que logo abraçaram a causa, em prol da defesa dos animais de rua. “Junto com os estudantes criamos os cartazes da campanha ‘Mutirão Animal – de pet para pet: seu plástico salvando vidas’. Produzimos as peças de divulgação e as colocamos em três locais específicos dentro do Cefet/RJ, denominados pontos de coleta”, conta Aline relembrando que o movimento acabou despertando o desejo de outros professores e alunos de outras unidades.

Uma gincana de solidariedade
Solidária à mobilização, a professora e diretora Luane Fragoso, do campus Nova Iguaçu, realizou uma gincana entre os alunos do Ensino Médio, na qual juntaram, lavaram e separaram por cores as 160 mil tampinhas coletadas. E, nesse movimento humanitário, a comunidade escolar do Cefet/RJ campus Valença, através da Comissão de Sustentabilidade Ambiental Institucional, criou a campanha “Gincana Sustentável” entre seus alunos.

Para o professor André Fonseca, junto com as professoras Luane e Aline, que fazem parte da comissão de sustentabilidade do Cefet/RJ, esse tipo de ação não tem um cunho apenas ambiental, mas sobretudo social e humanitário, revelam os docentes. Reforçando que, como todo o trabalho é voluntário e colaborativo, “sempre estamos abertos à chegada de novas pessoas dispostas a ajudar, explica Aline”, relatando o passo a passo do processo, antes de o material ser recolhido pela Rio Eco Pets.


Tampinhas de quais produtos podem fazer parte?
Todas, garante Andrezza Castro, a terceira integrante da diretoria da Rio Eco Pets. “Desde as tampas de refrigerante, água mineral, xampu, produtos de limpeza, detergente, requeijão, maionese, creme de ricota, condicionador, enxaguante bucal, remédios, vitaminas, canetas, até creme dental e potes de sorvete. Aceitamos tampas de garrafas de cerveja e azeite, mas nosso foco é o plástico mesmo”, destaca Andrezza enfatizando que todas as tampinhas, depois de coletadas, precisam ser lavadas, secadas e separadas por cores. Só então podem ser acopladas em caixas, pois sacos costumam rasgar durante o manuseio.

Você sabia?
Uma curiosidade no mundo da reciclagem é que as tampinhas vermelhas são as que têm maior valor de venda devido a sua pigmentação. Já as pretas, douradas e prateadas valem menos, pois ao serem misturadas resultam em uma cor indefinida. Esse material é vendido para a indústria e se transforma em produtos, como prendedor de roupas, utensílios domésticos, baldes e bacias. As tampas recicladas nunca mais viram tampas novamente e tampouco são mais usadas para armazenar bebidas ou alimentos.

Quer fazer parte dessa grande rede solidária com tampas? Então acesse @rioecopets e junte-se a essa família voluntária.

Fonte: appai.org.br

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