O famoso Jogo Problemático se está convertendo na grande praga do apostador. Foco no distúrbio principal dessa área, e nos sinais para combater esse mal.

A euforia e o início da adição

O início da experiência no mundo das apostas ou dos jogos de azar é fascinante. Até para quem começa a perder. Ou sobretudo para esses. A perspetiva de ganhar dinheiro fácil, ao mesmo tempo que se acompanha a par e passo eventos esportivos ou se desfruta da experiência dos jogos de casino, cativa qualquer um. Mas é fundamental encontrar e manter um ponto de equilíbrio. Apostar de forma responsável, porque o risco de adição se encontra presente a todo o instante.

A perda de controlo

Quando o apostador entra num ciclo vicioso, em que a sua prioridade é jogar, conseguindo momentos de lucro que apenas servem para mascarar perdas galopantes ou que permitem somente ignorar a dependência já presente, existe a evidente necessidade de procurar ajuda. O que nem sempre sucede, seja pela incapacidade de admitir o problema – um estado de negação – ou até pelo sentimento de vergonha perante o problema.

Os “up and downs” da experiência como utilizador de plataformas de jogo poderão deixá-lo numa situação periclitante, independentemente da quantidade de dinheiro eventualmente perdida. Porque não é o montante perdido que permite identificar a adição, mas sim a perspetiva – dependência – do apostador, que vai dedicando cada vez mais tempo a essa atividade.

Identificar os “sintomas”

O jogo problemático – tradução livre de “gambling addiction” – poderá ter efeitos devastadores a vários níveis, tanto físicos como psicológicos. É por isso importante estar atento e atuar ao mínimo sinal de alarme. Se está passando por uma fase em que o jogo é a sua prioridade e o seu foco imediato, com emoções extremas ou súbitas alterações de humor, dificuldade para dormir ou comer, é então altura de procurar ajuda. Esses são os sinais mais evidentes de um estado de perturbação derivado da “gambling addiction”, embora existem outros sinais, como aqueles referidos na página de Jogo Responsável do site de apoio às apostas esportivas, Sportytrader.

Os problemas associados

Várias análises sustentam o risco de adição às apostas esportivas e/ou jogos de azar, enquanto identificam os principais riscos associados. Segundo o Royal College of Psychiatrists, uma instituição independente ligada ao estudo da saúde mental, os apostadores que caem na adição correm o sério risco de desenvolver problemas secundários como baixa auto-estima, abuso de substâncias estupefacientes ou depressão.

Ao mesmo tempo, o jogo problemático poderá ter um impacto devastador em sua vida pessoal, afetando as suas relações, a sua atividade profissional e, naturalmente, a sua parte financeira. A reclusão para apostar ou acompanhar os eventos em que apostou, descartando eventos ou ocasiões com familiares e amigos, é um dos aspetos mais perniciosos da adição ao jogo.

Depois, e dependendo da condição financeira de cada um, o apostador que tenha caído no vício poderá sentir um impacto tremendo em suas economias, colocando em risco não só o seu equilíbrio familiar como até social. Porque há vários apostadores que, confrontados com perdas que não conseguem cobrir, recorrem a soluções fáceis – como créditos imediatos – ou até atividades ilícitas no casos mais extremos.

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