Nem toda Mãe corresponde àquele ideal de proteção, carinho e amor incondicional. Nem todo pai também, mas aqui vamos abordar as mulheres que usam o filho para conseguir o que querem. E independente das coisas mais decepcionantes que uma Mãe é capaz de fazer, um filho jamais deve ser abandonado pelo seu pai.

Um bebê é vítima em qualquer história. Não pediu para nascer, mas precisa ser provido de atenção, afeto e sustento. Por isso, todo homem deve separar a relação com a Mãe da importante e sensível relação paternal com os pequeninos.

Um Pai não pode punir um filho porque ele acha que a Mãe engravidou de propósito, seja para segurar a relação ou por interesse financeiro. Primeiro que achar é uma coisa, estar certo é outra. Segundo, nenhuma mulher engravida sozinha, o homem tem responsabilidade porque pode se proteger de uma maneira saudável. Terceiro, um bebê gerado nestas circunstâncias vai precisar ainda mais da presença do Pai.

Então, ignorar a existência de um filho, ou sumir da vida dele, não o livra do golpe que acredita ter sofrido, mas o transforma em homem relapso e imaturo, que irá prejudicar a saúde mental do filho muito mais do que uma Mãe, supostamente, manipuladora.

E se, durante a separação, a Mãe usa seus filhos para controlar a situação, é preciso ter jogo de cintura, procurar seus direitos. Hoje a tendência é a guarda compartilhada, então, proibir ou dificultar a presença paterna já não tem mais o aval da lei. Da mesma forma, a justiça não compactua mais com Pais e Mães levianos, negligentes e interesseiros.

Alienação parental, que acontece quando um dos pais fala mal do outro para o filho, também pode ser denunciado. Portanto, um pai não pode mais ceder a este tipo de atitude e, sim, batalhar pela sua prole de forma correta. Tentar compreender a fraqueza daquelas mulheres que colocam os seus anseios antes dos sentimentos dos filhos e são capazes de qualquer coisa para atingir um amor que as deixou, sem se preocupar com as consequências que isso possa acarretar na formação de uma criança.

Não faz diferença se foi apenas uma noite, se não havia amor, se era apenas um caso sem importância ou até uma amante. Não importa se um homem não queria ter filhos, se foi golpe da barriga, ou se a mulher que engravidou leva uma a vida avessa, tem um caráter medonho ou vive colocando a criança contra o pai. Independente da Mãe, um filho precisa da presença e amor paterno para crescer psiquicamente saudável e é dever de todo homem corresponder a essa demanda.

Sim, uma situação com essa pode doer muito no coração do homem. Às vezes, exige uma paciência sobre-humana e uma maturidade a jato. Entretanto, o papel de um bom Pai, é sobrepor-se a todas as dificuldades que possam existir no caminho, impostas pela Mãe ou não, e fazer seu filho se sentir amado dando consistência a tudo que significa e representa a paternidade.

Porque, apesar da Mãe, é a relação com o filho que define o tipo de homem que um Pai é. Punir um filho pelos erros maternos é uma atitude egoísta e irresponsável. Perder para os obstáculos na relação com seu rebento e abandoná-lo é fraqueza.

Grandes homens são referências para seus filhos, não só na qualidade do amor que são capazes de dar, como também no exemplo de vida que representam. Por isso, um homem deve proteger o amor que tem por um filho. Por que, no fundo, todo pai deseja ver um filho ou uma filha se tornando um ser humano fantástico. É só assim que transformamos o mundo em um lugar melhor.

(Imagem: Bess Hamiti)

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Luciano Cazz
"Luciano Cazz é publicitário, ator, roteirista e autor do livro A TEMPESTADE DEPOIS DO ARCO-ÍRIS." Quer adquirir o livro? Clique no link que está aí em cima! E boa leitura!

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