As pessoas que vencem nesse mundo são aquelas que buscam as circunstâncias que necessitam e que, quando não as encontram, as criam.

O ser humano tem uma capacidade nata para a criatividade e desde criança se mostra criativo em suas brincadeiras, mas, à medida que se desenvolve, essa capacidade, naturalmente, vai diminuindo; e a conservação da mesma vai depender dos estímulos recebidos, por cada indivíduo, ao longo da vida.

A criatividade é hoje uma das ferramentas mais disputadas do mercado. É uma característica importante e difícil de mensurar, por isso, pesquisadores e cientistas tentam desvendar o mistério do pensamento criativo, mas já é sabido que as ideias criativas são resultados de um processo cognitivo complexo.

O tema ganhou status e a capacidade criativa passou a ser “garimpada” no mundo dos negócios. Além das exigências intelectuais, que podem ser comprovadas por cursos e experiências de longos anos de trabalho, hoje, o diferencial exigido é, justamente, a competência criativa e a capacidade do indivíduo em vencer os diversos tipos de desafios que surgem.

Os líderes empresariais e políticos exigem soluções inovadoras para problemas, como: o desemprego em massa ou o eminente colapso do sistema previdenciário, dentre outros, e, ”bolar” uma nova fórmula para resolver esses problemas pode significar a diferença entre o sucesso e a falência.

Preocupadas, as empresas enviam seus funcionários a cursos e workshops de criatividade, enquanto as livrarias oferecem uma enorme quantidade de livros que trazem conselhos e sugestões de treinamento para áreas ligadas à criação. Mas as expectativas em relação aos resultados e às soluções já transcenderam barreiras, e a criatividade passou a ser uma ferramenta exigida também pelos profissionais liberais e do comércio, por exemplo. O mesmo parece ocorrer nas relações interpessoais e, incrivelmente, até mesmo nos relacionamentos afetivos sexuais a exigência também se tornou maior.

As ideias ou as atitudes criativas não precisam ser complicadas, às vezes as mais simples são aquelas que dão melhores resultados. As ideias estão no ar e somente os mais criativos ou ousados conseguem captá-las. Ademais, sabe-se que o inconsciente é rico e sábio e que, em situações especiais de relaxamento, permite a emersão de conteúdos úteis como, por exemplo, caminhos e soluções criativas.

Esse insight criativo se dá, sobretudo, quando o indivíduo desliga a “função” pensante e consciente, e permite-se relaxar, ficando, deste modo, predisposto a ouvir as mensagens do inconsciente, que afloram e são percebidas de maneira súbita e surpreendente. Para tal, a psicoterapia oferece técnicas capazes de resgatar o potencial criativo, principalmente por meio da utilização da hipnose ericksoniana.

E, a capacidade de responder criativamente aos desafios do cotidiano e de mudar a vida, ao buscar mais qualidade, apesar de envolver a saúde mental, garante a saúde do corpo, da mente e dos relacionamentos.

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Sônia Eustáquia
Colunista da Revista Atrevida cerca de 6 anos, tem formação e trabalho em Psicanálise e Terapia Ericsoniana. Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior, Psicologia e Psiquiatria da Infância e Adolescência, Neuropsicologia e Teologia. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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