Imagina que chato seria se fôssemos as mesmas pessoas de sempre. Sem mudanças, a vida seria um verdadeiro tédio. A gente acha que nunca vai gostar de alguma coisa, e quando percebe, passa a gostar.

Coisas assim, acontecem com o passar dos anos. Vamos amadurecendo, conhecendo novas pessoas, frequentando novos lugares, e tudo isso, contribui para que possamos enxergar as coisas com uma outra perspectiva.

Lembro-me quando era mais nova, vez ou outra, surgiam alguns passeios para fazer. Seja shows, viagens, festas, ou eventos em parques, deixei de me divertir por falta de companhia. Quantas oportunidades perdi por não ter coragem de sair sozinha sabendo que poderia me enturmar em cada ocasião.

Conforme fui crescendo, fui fazendo novos amigos. Quando eles não podem sair comigo, saio sozinha. Não coloco mais empecilhos que me impeçam de curtir. Aprendi a desfrutar de minha própria companhia. Posso dizer que está sendo uma experiência maravilhosa que agregou muito em minha vida, pois, estou tendo a oportunidade de me conhecer melhor. Já até pensei em viajar sozinha (risos).

De lá para cá, muitas coisas mudaram em minha vida, e isso acontece o tempo todo. Seja em minha vida, ou na vida de qualquer pessoa. Sofremos mudanças conforme vamos vivendo novas aventuras. Cá entre nós, viver na mesmice seria um desperdício tão grande. Como dizia Raul Seixas, somos uma metamorfose ambulante.

A gente começa a enxergar graça em algumas coisas ali, passa a não gostar de outras acolá, e assim, vamos explorando a imensidão de possibilidades que a vida pode nos oferecer.

Mudar, dependendo da situação, pode ser um tanto assustador, entretanto, mudanças fazem parte de nossas vidas, e nos mostram que a caminhada é bela. Basta apenas olharmos com os olhos da alma, e abrirmos as portas do nosso coração.

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Larissa Dias
Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora dar boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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