Talvez a mais bela frase e um dos melhores momentos do livro O Pequeno Príncipe seja quando a raposa diz a ele, “Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante”.

Tem algo escondido aqui, que não vemos facilmente, porém antes de chegarmos neste local vamos nos perguntar e analisar algumas coisas e situações.

Vemos, lemos ou ouvimos falar sobre o amor. Invejamos em alguns momentos esse sentimento que parece estar desperto na vida da maioria das pessoas, menos nas nossas. Talvez alguns relacionamentos fracassados ou a falta deles seja o motivo de tal cobiça ou do abandono total de tal sentimento. A necessidade de se ter aqueles sorrisos e abraços repletos de amor, e que enchem nossos olhos de lágrimas, é legitima.

Queremos isso para nós também!
Queremos amor também!
Que delícia!
Que distante.
Que complicado.
Tão incerto, que na contemporaneidade, ele nos escorre pelas mãos, pelas vidas, como liquido fugaz, já dizia Bauman…

A Raposa após uma conversa séria com o garoto, entende e esclarece que o amor vem com o tempo. Com o nosso tempo investido no amor para sermos mais claros. Com o tempo investido em nossas rosas.

E ela está completamente certa. Nossa capacidade de nos doar, de doar nosso espaço e nosso coração em favor de nossas rosas, as tornam mais reais e mais amáveis a cada dia que amanhece.

Obviamente que um coração ressentido e fechado nunca vai encontrar esse caminho tão apaixonante. Porém existe algo mais abaixo nesse oceano de palavras que a Raposa trouxe, que pode nos apresentar uma nova visão sobre as coisas… ou sobre as rosas.

As rosas as quais direcionamos nossa atenção são muito importantes, para isso não há contestação, elas são necessárias para que nossas vidas sejam cheias de cor e sabor. Mas existe uma rosa essencial na qual precisamos depositar nossa atenção e cuidado em todos os momentos.

Ela existe dentro de cada um. Em todos sem exceção. Algo verdadeiro que floresce em nós a cada dia, e a decisão de fazer com que ela seja importante é exclusividade minha e sua.

De que me adianta dedicar tudo em favor de todo o jardim, se a minha própria flor está morta?

A Raposa (impossível não amar a Raposa), traz que precisamos amar e gastar (ganhar) tempo com quem amamos, no entanto ela também traz que o que existe dentro de nós é a terra boa que faz com que todo o resto floresça.

Tenha sempre em mente as palavras da Raposa, palavras que ressoadas em nossos laços e desejos, mostram quando o amor é real.

Compartilhar

RECOMENDAMOS


Lucas Sousa Ferreira
Psicólogo. Colunista do site Fãs da Psicanálise.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here