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A tricotilomania é uma necessidade irresistível de puxar os cabelos do couro cabeludo, da sobrancelha e de outras partes do corpo. Puxar os cabelos da cabeça acaba deixando o couro cabeludo com falhas, que as pessoas que sofrem de tricotilomania normalmente se esforçam para disfarçar.

[1] Cerca de 1% da população adulta se enquadra nos critérios para diagnóstico da condição, sendo que as mulheres são as mais afetadas.

[2] As pessoas normalmente começam a puxar os cabelos compulsivamente no início da adolescência, mas essa não é uma regra. Quando combinada com a depressão, a tricotilomania pode causar problemas de funcionamento em situações sociais e profissionais.

[3] Você pode se sentir desamparado quando estiver puxando os cabelos compulsivamente, mas saiba que essa condição pode ser tratada com sucesso.

Identificando os gatilhos

1. Monitore quando começa a puxar os cabelos. Considere quais situações fazem com que você recorra a isso. Você puxa os fios apenas quando está deprimido? Nervoso? Confuso? Frustrado? Entender o que desencadeia a ação pode ajudá-lo a encontrar modos positivos de lidar com ela.

No decorrer de duas semanas, anote sempre que perceber que está puxando os fios. Documente o que está sentindo e o que aconteceu no momento anterior.

2. Anote como se sente ao puxar o cabelo. Ao reconhecer os gatilhos, tente identificar o que pode estar reforçando o comportamento. Se você puxa os fios quando está ansioso e essa ação alivia a ansiedade, seu organismo a repetirá pois a associará a sensação de alívio.[4] Note como se sente durante e imediatamente após puxar o cabelo.

Saber isso pode ajudá-lo pois, da próxima vez em que sentir ansiedade, você pode procurar outra estratégia de enfrentamento que o alivie. Esforce-se para tornar essa sua resposta condicionada à ansiedade, não os puxões de cabelo.

Existem três fases distintas para quem sofre de tricotilomania. Nem todas as pessoas passam por todas as fases e você pode apresentar uma ou mais delas ao mesmo tempo:[5]

  • Você apresenta, inicialmente, uma tensão acompanhada pelo desejo de puxar alguns fios.
  • Você começa a puxar os cabelos. Há uma sensação de alívio e de animação.
  • Quando o cabelo é arrancado, você pode sentir culpa, remorso e vergonha. Você pode tentar cobrir as falhas no couro cabeludo com lenços, chapéus, perucas, etc.
  • Eventualmente, as falhas ficarão óbvias para todos e você começará a se esconder, sentindo-se intensamente humilhado.

3. Examine os cabelos que está puxando. Você os arranca pois não gosta de certos tipos de fios? Por exemplo, uma pessoa pode arrancar cabelos grisalhos compulsivamente por não gostar deles.[6]

Um modo de trabalhar com esse gatilho é modificar sua percepção desses cabelos. Nenhum fio é inerentemente ruim – todos os cabelos servem um propósito. Tentar modificar seus padrões de pensamento pode ajudá-lo a reduzir a necessidade de arrancar os fios.

4. Considere as influências da infância. A causa inicial da tricotilomania pode ser genética ou ambiental. Pesquisadores encontraram similaridades nos gatilhos do transtorno obsessivo compulsivo e consideram que experiências perturbadoras na infância ou relacionamentos conturbados com os pais podem estar por trás do desenvolvimento do transtorno.

Um estudo demonstrou que cerca de dois terços de quem sofre do transtorno experimentou pelo menos um evento traumático durante a vida, sendo que um quinto deles foi diagnosticado com transtorno de estresse pós-traumático.[7] Isso levou à especulação de que puxar os cabelos é uma forma de relaxamento para algumas pessoas.

5. Consulte seu histórico familiar. Ao procurar a fonte da tricotilomania, veja se há um histórico de transtornos obsessivos compulsivos, de ansiedade ou de tricotilomania na família. Há um risco maior de desenvolver o transtorno caso outras pessoas de sua família já o tenham desenvolvido.[8]

Desenvolvendo estratégias para parar de arrancar os cabelos

1- Desenvolva um plano para se interromper. A estratégia “perceber, interromper e escolher um método” pode ajudá-lo com isso.[9] Ela consiste em perceber quando estiver arrancando os cabelos, interromper a cadeia de sentimentos e a necessidade de puxar o cabelo através da repetição de pensamentos positivos. Escolha então outro comportamento que o ajudará a relaxar.

2- Mantenha um diário ou uma tabela dos episódios em que arrancou os cabelos. Escrever pode ajudá-lo a ter uma ideia melhor das horas, dos gatilhos e do impacto do problema. Registre a hora, o dia, o local, o número de fios que arrancou e o que utilizou para arrancá-los. Inclua seus pensamentos e sentimentos na hora também. Esse é um ótimo modo de deixar a vergonha de lado e expressar como puxar os cabelos está impactando sua vida.

3- Ao calcular a quantidade de cabelos que arrancou, você pode ter um choque de realidade e entender a gravidade da situação: o resultado o surpreendeu? E quanto ao tempo que perdeu com isso, foi mais do que imaginava?[10]

4- Escolha um modo alternativo de expressar suas emoções. Após identificar os sinais de aviso e os gatilhos, escreva uma lista de comportamentos alternativos que pode tomar em vez de puxar os fios. Escolha algo simples e de fácil acesso.

Algumas sugestões incluem:[11]

  • Tirar alguns minutos para esvaziar a mente
  • Desenhar ou rabiscar em uma folha
  • Pintar
  • Ouvir músicas que combinem com o que está sentindo
  • Ligar para um amigo
  • Realizar trabalho voluntário
  • Limpar algo
  • Jogar videogames

5- Experimente um lembrete físico. Caso esteja arrancando os fios involuntariamente, um lembrete físico pode ajudá-lo a interromper a atividade. Para uma barreira física, considere utilizar pesos no braço ou luvas de borracha.

6- Você pode até mesmo colar alguns post-its nas áreas em que tende a puxar mais os cabelos. Eles podem agir como lembretes físicos.

7- Distancie-se dos gatilhos. Apesar de não ser possível eliminar todos os gatilhos, pode ser possível reduzir um pouco a exposição a eles. Sua namorada é a causa por trás da maioria dos episódios? Talvez esteja na hora de reconsiderar o relacionamento? Seu chefe está causando todo esse estresse? Talvez esteja na hora de encontrar uma nova oportunidade para sua carreira.

É claro que nem sempre é fácil identificar e se afastar dos gatilhos. Para algumas pessoas, a mudança de escola, a sexualidade recém descoberta, um conflito familiar, a morte de um pai ou até mesmo mudanças hormonais da puberdade podem estar por trás do comportamento compulsivo. Pode ser difícil, ou até impossível, escapar desses gatilhos. Se esse for o caso, continue a trabalhar sua autoaceitação, a treinar seus hábitos e a buscar ajuda profissional para lidar com o transtorno.

Reduza a coceira ou sensações estranhas na cabeça. Utilize um óleo natural para relaxar os folículos e reduzir a coceira que pode estar desencadeando os puxões de cabelo. Escolha produtos completamente naturais, como uma mistura de óleos essenciais e óleo de mamona. Nunca utilize produtos químicos.

Tome cuidado com produtos que prometem resultados rápidos. Não confie em tratamentos que prometem resultados instantâneos, pois a tricotilomania não pode ser curada da noite para o dia.

Você também pode conversar com um médico sobre uma pomada anestésica para uso na cabeça. Isso pode ser útil caso seu gatilho seja uma sensação de coceira na cabeça. Em um estudo com uma adolescente de dezesseis anos, os especialistas descobriram que o uso de uma pomada anestésica combinada com a psicoterapia foi capaz de eliminar o comportamento da tricotilomania completamente.[12]

Melhorando sua autoaceitação e autoestima

1.Esteja presente no momento. Arrancar os cabelos normalmente é resultado de uma recusa no enfrentamento de sentimentos desconfortáveis ou emoções negativas.[13] Utilize técnicas de consciência para aceitar melhor essas emoções negativas ou desconfortáveis como parte da vida humana. Elas não necessariamente precisam ser evitadas.[14] Quando a vontade insistente de evitar os desconfortos sumir, o ato de puxar os cabelos também diminuirá.

Para realizar um exercício de consciência, sente-se em um local calmo e confortável. Respire fundo por quatro segundos, prenda a respiração por quatro segundos e expire por quatro segundos. Conforme continua a respirar, é provável que sua mente devaneie. Reconheça esses pensamentos sem julgamentos e deixe-os para lá. Retorne a atenção para a respiração.

2. Construa sua autoestima. Muitos indivíduos afetados por esse transtorno tem pouca confiança ou baixa autoestima. Para melhorar isso, utilize a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Essa abordagem terapêutica pode ajudá-lo a esclarecer seus valores e focar-se em suas metas. A construção da autoestima é uma parte importante da recuperação.

Lembre-se de que você é uma pessoa maravilhosa e única. Você é amado e sua vida é preciosa. Não importa o que os outros dizem, você deve amar a si próprio.

3.Substitua pensamentos negativos por positivos. Os pensamentos negativos podem acabar rapidamente com a autoestima e aumentar a vontade de arrancar os cabelos. Sentir-se menosprezado e ter medo do fracasso, entre outros pensamentos negativos, fará com que você se sinta incapaz. Comece a mudar esses hábitos mentais para se erguer e aumentar sua confiança. Esses são alguns exemplos de como você pode modificar o modo com o qual pensa sobre si mesmo:[15]

-Digamos que você pense algo como “Eu não tenho nada interessante para dizer, logo todos pensam que sou patético”. Pegue esses pensamentos maldosos e esforce-se para mudá-los corrigindo a si mesmo. Repita: “Algumas vezes eu não tenho muito para dizer e não há problema algum nisso. Não preciso manter os outros entretidos ou assumir toda a responsabilidade pela conversa”.

-Substitua pensamentos críticos por produtivos. Por exemplo, esse é um pensamento crítico: “Não vou encontrar todo mundo para jantar. Da última vez fiquei com muita vergonha por conta daquele comentário. Eu sou tão burro!” Substitua-o por um pensamento produtivo: “Fiquei com muita vergonha no último jantar, mas sei que cometo erros e não há problema nisso. Não sou burro, apenas cometi um erro.”

-Conforme pratica modificar esses pensamentos, você perceberá que sua autoestima aumentará junto com sua confiança.[16]

4.Coloque suas forças e conquistas no papel. Outro modo de começar a aceitar suas emoções e melhorar a autoestima é montar uma lista de suas conquistas e pontos positivos[17] e consultá-la com frequência.

Se está com dificuldades para montar a lista, converse com um amigo ou familiar próximo. Essa pessoa pode ajudá-lo com algumas ideias. Nenhuma conquista é pequena demais para a lista!

5.Esforce-se para se comunicar de modo assertivo com os outros. Pratique para superar situações em que se sente desafiado, como por exemplo:

  • Aprenda a dizer não. Se as pessoas estão fazendo exigências que não deseja atender, afirme suas próprias necessidades e desejos dizendo não.
  • Não seja submisso. Não faça as coisas apenas para garantir a aprovação dos outros. Descubra o que é realmente importante para você.
  • Utilize frases na primeira pessoa para assumir
    responsabilidade por suas emoções e reações. Por exemplo, em vez de dizer “Você nunca me ouve”, diga “Me sinto ignorado quando você fica olhando para o celular enquanto conversamos.”

Reduzindo o estresse

1.Elimine algumas fontes de estresse. Muitas das pessoas que sofrem com a tricotilomania apresentam o desejo de arrancar os fios por conta do estresse.[18] Faça o possível para reduzir o estresse em sua vida e aprenda a controlar o estresse inevitável com técnicas de enfrentamento saudáveis.

Faça uma lista das coisas que o estressam. Elas podem ser grandes, como dinheiro ou trabalho, ou pequenas, como filas compridas no mercado. Apesar de não ser possível evitar tudo, você pode minimizar a exposição que possui a certas coisas.

2.Realize o relaxamento muscular progressivo. É possível reduzir o estresse que está sentindo ao relaxar os músculos com essa técnica.[19] Esse tipo de relaxamento reduz a tensão muscular enviando um sinal para o organismo relaxar. Ao tensionar e relaxar os músculos, você pode, lentamente, retornar seu corpo a um estado de calmaria.

  • Tensione os músculos por seis segundos e libere-os por seis segundos. Preste atenção em como cada músculo relaxa.
  • Trabalhe da cabeça aos pés, até sentir que o corpo inteiro está relaxado.

3.Experimente a meditação. Essa é uma técnica que pode ajudá-lo a reduzir o estresse. Um regime de meditação regular, até mesmo dez minutos por dia, pode ajudá-lo a esvaziar a mente e focar suas energias em um espaço positivo.

Para meditar, encontre um local quieto e sente-se ou deite-se. Comece a respirar profunda e lentamente. Você pode até mesmo experimentar a visualização guiada, em que imagina um lugar calmo como uma praia, um rio ou uma floresta.

4.Durma o suficiente. Lembre-se de manter um padrão de sono regular, tentando dormir pelo menos sete ou oito horas por noite.

Se você tem dificuldade para dormir, experimente ouvir músicas relaxantes. Pare de utilizar dispositivos eletrônicos pelo menos quinze minutos antes de deitar.

5.Tente se exercitar. Estudos revelam que o estresse pode ser reduzido consideravelmente com um regime de exercícios regulares.[20] A produção de endorfinas no organismo aumentará, o que contribuirá para a sensação de positividade.

Você não precisa se matar correndo uma hora por dia! Pratique exercícios que o agradem. Isso pode incluir ioga, artes marciais e outras atividades. Até mesmo a jardinagem pode dar um ânimo em sua energia.

Buscando apoio

1.Converse com um amigo ou familiar de confiança. Encontre alguém em quem confie e converse sobre a tricotilomania. Se não for capaz de falar sobre o assunto em voz alta, escreva um e-mail. Se tem medo de conversar sobre a doença especificamente, discuta pelo menos seus sentimentos.

Você também pode informar seus amigos e familiares dos gatilhos. Desse modo, eles podem ajudá-lo em situações que podem estressá-lo. Eles também podem ajudá-lo a encontrar comportamentos alternativos.

Peça um reforço positivo quando as pessoas o verem realizando alternativas saudáveis aos puxões de cabelo.[21]

2.Converse com um profissional de saúde mental. Um psicólogo pode ajudá-lo a encontrar modos de lidar com o transtorno. Esse profissional também pode conversar sobre qualquer depressão ou transtorno que possa estar contribuindo para o problema.

Se sentir que essas visitas não o estão ajudando, procure outro profissional. Você não está preso a um médico. É importante encontrar alguém que se conecte com você e que pareça estar disposto a ajudá-lo.

Os tipos de terapia que podem ajudá-lo incluem a terapia comportamental (principalmente a de treinamento de reversão de habilidades), a psicoterapia, a psicoterapia psicodinâmica, a hipnoterapia, a psicologia comportamental-cognitiva e, possivelmente, o uso de medicamentos antidepressivos.[22]

3.Converse sobre medicamentos com o médico. Existem diversos remédios comprovadamente eficazes no tratamento da tricotilomania. Essas drogas ajudam a regular as substâncias químicas no cérebro para reduzir a ansiedade, a depressão e outras emoções que podem desencadear as puxadas de cabelo.[23]

4.Consulte um grupo de apoio na internet ou no telefone. Se você não tem acesso imediato a um profissional de saúde mental, existem outras fontes que podem ajudá-lo. O site SOS Tricotilomania possui um grupo de apoio virtual.

Agende uma consulta com um médico ou um encontro com um grupo de apoio.[24]

Diagnosticando a condição

1.Observe determinadas ações ou reações que sinalizem o transtorno. A tricotilomania é considerada oficialmente um transtorno de controle de impulsos na mesma linha da piromania, da cleptomania e da compulsão por jogos de azar. Se você sofre de tricotilomania, você pode agir ou reagir de certos modos ao arrancar os cabelos.

Esses modos podem incluir:

  • Mastigar ou comer os cabelos arrancados.
  • Esfregar os fios arrancados pelos lábios ou pelo rosto.
  • Um aumento na tensão imediatamente antes de arrancar o cabelo ou ao resistir ao comportamento.
  • Prazer, gratificação ou alívio ao arrancar os fios.
  • Pegar-se arrancando os fios sem perceber (o modo conhecido como “automático” ou “involuntário”).
  • Reconhecer que está puxando os cabelos deliberadamente (o modo conhecido como “focado”).[25]
  • Utilizar pinças ou outras ferramentas para arrancar os fios.[26]

2.Reconheça os sinais físicos do transtorno. Podem haver alguns sinais que entregam que uma pessoa pode estar sofrendo de tricotilomania, que podem incluir:

  • Perda notável de cabelos causada pelo arranchamento recorrente dos fios.
  • Áreas calvas no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo.
  • Falhas nas sobrancelhas ou nos cílios.
  • Infecção nos folículos capilares.

3.Observe se você apresenta outros problemas físicos compulsivos. Algumas das pessoas que arrancam os cabelos também roem as unhas, chupam os dedos, chacoalham a cabeça ou arranham a própria pele.

Monitore esses comportamentos por diversos dias para ver se eles são habituais. Perceba quando eles ocorrerem e por quanto tempo os está repetindo.

4.Avalie se você possui qualquer outro transtorno. Determine se a tricotilomania é o único transtorno que o afeta. As pessoas que arrancam os cabelos compulsivamente podem sofrer de depressão, transtorno obsessivo compulso, síndrome de Tourette, transtorno bipolar, fobias, transtornos de personalidade e, em alguns casos, podem apresentar tendências suicidas.[27] Visitar um médico ou profissional de saúde mental pode ser útil para determinar a existência ou não desses transtornos.

Entretanto, é complicado dizer qual transtorno está causando o outro. A perda dos cabelos está causando a depressão através do desejo de isolamento por conta da vergonha que está sentindo?[28]

Normalmente, a recuperação completa da tricotilomania requer o tratamento de qualquer transtorno coexistente.[29]

5.Converse com um médico sobre transtornos de perda capilar. Uma pessoa que acredita sofrer de tricotilomania deve ser examinada por um médico qualificado para descartar problemas com os folículos capilares. Alguns problemas incluem alopecia ou tinea capitis, que causam perda capilar. Um médico deve procurar evidências de fios quebrados irregularmente e outras anomalias como sinais da tricotilomania.[30]

6.Reconheça que a tricotilomania é um transtorno. A primeira coisa a se perceber é que ela pode ser tratada: trata-se de um transtorno, não algo movido pela força de vontade ou falta dela.[31] O transtorno surge como resultado da formação genética, do humor e do histórico de criação. Não há motivo para se culpar, você precisa buscar um tratamento.
Exames cerebrais demonstraram que as pessoas com tricotilomania possuem diferenças cerebrais quando comparados com aquelas que não sofrem do transtorno.[32]Reconheça que a tricotilomania é um transtorno. A primeira coisa a se perceber é que ela pode ser tratada: trata-se de um transtorno, não algo movido pela força de vontade ou falta dela.[31] O transtorno surge como resultado da formação genética, do humor e do histórico de criação. Não há motivo para se culpar, você precisa buscar um tratamento.

Exames cerebrais demonstraram que as pessoas com tricotilomania possuem diferenças cerebrais quando comparados com aquelas que não sofrem do transtorno.[32]

7. Entenda que esse transtorno é uma forma de automutilação. Não se convença de que não há nada errado e de que esse comportamento é “normal”. A tricotilomania pode ser considerada uma forma de automutilação, mesmo que não seja tão comentada quando as outras formas. Esse pode se tornar um comportamento viciante e, com o tempo, será cada vez mais difícil interrompê-lo. Por isso é importante controlá-lo o mais cedo possível.

O abuso de drogas e álcool pode surgir decorrente da tricotilomania, pois a pessoa busca um modo de fugir da vergonha, da infelicidade e da culpa envolvidas.[33] Se acredita estar começando a beber demais ou usar drogas, procure ajuda.

Fontes e Citações

1.↑ http://www.mayoclinic.com/health/trichotillomania/DS00895
2.↑ Snorrason, I., Berlin, G.S., & Han-Joo, L. (2015). Optimizing psychological interventions for trichotillomania (hair-pulling disorder): an update on current empirical status. Psychology Research & Behavior Management, 8, p.105-113.
3.↑ Tung, E.S., Flessner, C.A., Grant, J.E., & Keuthen, N.J. (2015). Predictors of life disability in trichotillomania. Comprehensive Psychiatry, 56, 239-244.
4.↑ Snorrason, Berlin, & Han-Joo, 2015
5.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
6.↑ Snorrason, Berlin, & Han-Joo, 2015
7.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
8.↑ Keuthen, N.J., Altenburger, E.M., & Pauls, D. (2014). A family study of trichotillomania and chronic hair pulling. American Journal of Medical Genetics. Part B, Neuropsychiatric Genetics: The Official Publication of the International Society of Psychiatric Genetics, 165B(2), 167-174. doi: 10.1002/ajmg.b.32218
9.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
10.↑ Snorrason, Berlin, & Han-Joo, 2015
11.↑ Snorrason, Berlin, & Han-Joo, 2015
12.↑ Dia, D.A. (2008). “I can’t stop pulling my hair!” Using numbing cream as an adjunct treatment for trichotillomania. Health and Social Work, 33(2), 155-158.
13.↑ Hayes, S. (n.d.). Acceptance and commitment therapy (ACT). Association for Contextual Behavioral Science. Retrieved from https://contextualscience.org/act
14.↑ Hayes, S. (n.d.). Acceptance and commitment therapy (ACT). Association for Contextual Behavioral Science. Retrieved from https://contextualscience.org/act
15.↑ Jongsma, A. J., Bruce, T. J., & Peterson, L. M. (2006). The complete adult psychotherapy treatment planner. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, Inc.
16.↑ Jongsma, A. J., Bruce, T. J., & Peterson, L. M. (2006). The complete adult psychotherapy treatment planner. Hoboken, N.J. : John Wiley & Sons, Inc.
17.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 212, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
18.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
19.↑ Bourne, E.J. (2010). The anxiety and phobia workbook (5th ed.). Oakland, CA: New Harbinger Publications, Inc.
20.↑ http://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/stress-management/in-depth/exercise-and-stress/art-20044469
21.↑ Snorrason, Berlin, & Han-Joo, 2015
22.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 209, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
23.↑ Yazici, K.U., & Percinel, I. (2014). Psychopharmacological treatment of trichotillomania in an adolescent case: Significant improvement with Aripiprazole augmentation. Klinik Psikofarmakoloji Bulteni, 24(4), 376-380. doi:10.5455/bcp.201401233912
24.↑ Jacofsky, M.D., Santos, M.T., Khemlani-Patel, S., & Neziroglu, F. (2015). Treatment recommendations for trichotillomania (Hair-pulling) disorder. Seven Counties Services, Inc. Retrieved from http://www.sevencounties.org/poc/view_doc.php?type=doc&id=52506&cn=6
25.↑ Tung, E.S., Flessner, C.A., Grant, J.E., & Keuthen, N.J. (2015). Predictors of life disability in trichotillomania. Comprehensive Psychiatry, 56, 239-244.
26.↑ Snorrason, I., Berlin, G.S., & Han-Joo, L. (2015). Optimizing psychological interventions for trichotillomania (hair-pulling disorder): an update on current empirical status. Psychology Research & Behavior Management, 8, p.105-113.
27.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
28.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
29.↑ Keuthen, N.J., Altenburger, E.M., & Pauls, D. (2014). A family study of trichotillomania and chronic hair pulling. American Journal of Medical Genetics. Part B, Neuropsychiatric Genetics: The Official Publication of the International Society of Psychiatric Genetics, 165B(2), 167-174. doi: 10.1002/ajmg.b.32218
30.↑ Rakowska, A. Slowinska, M., Olszewksa, M., & Rudnicka, L. (2014). new trichoscopy findings in trichotillomania: flame hairs, V-sign, hook hairs, hair powder, tulip hairs. Acta Dermato-Venerologica, 93(3), 303-306. doi: 10.2340/00015555-1674
31.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
32.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9
33.↑ Dr. Pamela Stephenson-Connolly, Head Case: Treat yourself to better mental health, p. 207, (2007), ISBN 978-0-7553-1721-9

(Fonte: pt.wikihow.com)

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