Vivemos uma época em nosso país de muitas turbulências políticas e sociais. Pipocam notícias de corrupção de nossos políticos em um dia.

Em outro ficamos sabendo de algum episódio de violência em nosso bairro. Na semana seguinte uma greve acontece e ficamos com um determinado serviço público afetado.

Um verdadeiro turbilhão de sentimentos nos invade em meio a tantos acontecimentos. É possível manter serenidade e consciência em meio a uma sociedade tão agitada?

Certamente tantos acontecimentos nos convocam a ter uma opinião, e até mesmo chegam a afetar nossa vida de forma mais concreta. Afinal, as greves acabam afetando o nosso dia, também esses acontecimentos afetam minhas escolhas nas eleições seguintes, etc.

Entretanto, será que o envolvimento que tenho com esses acontecimentos não pode estar retirando a serenidade de que necessito para vivenciar os outros aspectos da minha existência?

Aqui, quem vos escreve o presente texto é o Vitor escritor, pensador e psicólogo. Se eu estivesse excessivamente preocupado e revoltado com a corrupção de que minha prefeitura municipal é acusada, por exemplo, não estaria conseguindo fazer bem a tarefa de refletir e escrever.

Em tempos de turbulência social é muito fácil se envolver com essas questões em detrimento do todo da existência. Talvez alguém possa me dizer: mas, Vitor, eu tenho protestado e me revoltado contra tudo isso, mas tenho conseguido me dedicar ao meu trabalho.

E eu pergunto: Você está bem com isso tudo? Está em paz, com a certeza de que está escolhendo o melhor que pode a cada momento e usufruindo de tudo de bom que lhe ocorre, e não só as mazelas?

Ter serenidade e consciência na existência significa compreender que cada momento é cada momento. Que ambos são únicos e nos convocam a coisas diferentes. Se em um momento sou convocado a me deparar com as notícias de corrupção e agir/reagir com relação a elas, em outro sou convidado a ser carinhoso com uma pessoa querida.

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Ou sou convocado a me deparar com uma ideia divertida para o fim de semana que surge em minha mente. E também posso ser convocado a cumprir alguma determinação de meu chefe de emprego. Outros inúmeros exemplos poderiam ser citados para mostrar a amplidão da vida.

Algumas práticas visam treinar essa atenção ao momento presente, como as posturas de yoga e a meditação. Recomendo inclusive ao leitor interessado que pesquise acerca da meditação Mindfulness (termo traduzido por alguns como “atenção plena”). Essas práticas e outras fazem com que cada instante seja valorizado enquanto tal.

Toda a inquietação e ansiedade está relacionada com o fato de não estarmos presentes onde estamos e diante do que estamos vivenciando. Em tempos de turbulência social somos chamados a todo momento a pensar e sentir acerca da atitude de outras pessoas, muitas vezes negligenciando os detalhes de nossas próprias escolhas diárias.

Existem romances, amizades, projetos, cuidados, compromissos, enfim, diversos pontos que pontilham a existência de esperança e de vida, para os quais convido o leitor a observar por meio desse despretensioso texto. Dessa forma, vivendo a cada momento com a grande importância que todos eles têm, estejamos em tempos de tranquilidade ou de caos social, a consciência e a serenidade estarão sempre presentes.



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