Percebo em minhas sessões de coaching, com os amigos e pessoas que convivo no dia-a-dia que é muito comum termos dificuldades em tomar decisões na vida. Mas por que é tão difícil decidir? Porque, não importa quais decisões tomemos, por mais simples que sejam, SEMPRE HÁ ALGUMA RENÚNCIA … sempre que optamos por A, necessariamente, deixamos de escolher B … ao abrirmos uma porta, temos que fechar outras. De alguns anos para cá, aprendi que QUANDO OPTAMOS PELO CAMINHO EM QUE O NOSSO CORAÇÃO BATE MAIS FORTE, AS CHANCES DE SERMOS FELIZES COM A DECISÃO TOMADA TORNAM-SE MUITO MAIORES! Porém, é importante que nossa RAZÃO participe do processo de escolha, pois as dificuldades sempre surgem e se tomarmos uma decisão conscientes dos riscos que corremos, fica mais fácil continuarmos o caminho ao surgimento de um obstáculo.

Então é possível aliar emoção e razão? Óbvio … somos um “mecanismo integrado” … pensamos, sentimos, agimos … e quanto maior a coerência entre pensamentos, sentimentos e atitudes, mais bem sucedidos seremos em nossas escolhas de vida.

Como fazer, então?

Sempre que houver alguma decisão a ser tomada, anote em um papel quais as perdas e quais os ganhos de cada decisão.

Por exemplo, se trabalho em uma empresa e recebi uma nova proposta de emprego. A empresa parece boa, bons benefícios e salário 20% maior da que eu tenho hoje, o que ajudaria bastante em minhas finanças. Já estou um pouco estagnada profissionalmente, sem muita perspectiva de crescimento na empresa atual, apesar deste fato não exercer tanto impacto negativo em minha vida.

Faça-se as seguintes perguntas:

Se eu ficar na atual empresa, o que eu ganho?

Ex. Bom clima de trabalho / Convivência com os amigos/ Reconhecimento do meu trabalho pois já sou referência no que faço/ Certa estabilidade e segurança/ Rotina já adequada às minhas necessidades, pois trabalho perto de onde moro e posso levar e buscar os meus filhos na escola / etc.

Se eu ficar na empresa atual, o que eu perco?

Ex. Melhor salário e benefícios/ Oportunidade de aprendizado/ Nova oportunidade de carreira e crescimento profissional/ novas relações de trabalho e amigos/ Melhor currículo/ Desafios/ etc.

Diante disso, o que meu coração me diz? Qual é o meu momento de vida? Será que já é momento de buscar algo novo? O que meu coração deseja nesse momento … sossego ou desafio? Segurança ou remuneração? É momento de acelerar a carreira ou já estou reduzindo o ritmo? Quero crescer profissionalmente ou melhorar a minha qualidade de vida? Preciso melhorar

meus ganhos financeiros … mas o esforço vale a pena neste momento da minha vida? E se eu arriscar e não der certo … tenho um plano B?

Refletir sobre as decisões de vida quer dizer que estou tomando uma decisão consciente, avaliando os riscos, pensando em alternativas. Dizemos que estamos seguindo a voz da razão, quando desejamos (emoção) seguir por um caminho, mas por algum motivo externo (razão), optamos por outro. Neste exemplo, se pelas razões listadas desejo permanecer na atual empresa mas opto por aceitar a nova proposta porque preciso pagar os estudos dos meus filhos, assistência médica, todas as minhas contas, condomínio, financiamentos, etc … estou decidindo pela razão e, nesses casos, as possibilidades de satisfação, realização pessoal e, consequentemente, felicidade, tendem a diminuir.

Essa é uma técnica que pode ser usada em todas as situações de vida … relacionamentos, mudanças de cidade, maternidade … entender os nossos desejos mais íntimos e tomar uma decisão consciente é o primeiro passo para o sucesso, seja qual for o caminho que escolhamos seguir! Podemos brilhar muito mais!

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Gisele Mendonça
Psicóloga e coach para mulheres. Aprendiz e multiplicadora da lei da atração, fundadora da Brilho da Vida Coaching, atende como coach de realização pessoal e profissional em BH e via skype para todo o Brasil. Adora sonhar, mais ainda realizar ... e auxiliar na realização dos sonhos alheios! É colunista do site Fãs da Psicanálise.



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