Um estudo de cientistas dos EUA com ressonância magnética conseguiu mapear diferenças de funcionamento entre os cérebros de entre pacientes de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e pessoas sem problemas psiquiátricos.

Usando a ressonância magnética funcional, uma técnica que busca filmar o cérebro em ação, os pesquisadores, da Universidade Estadual Wayne, em Detroit, enxergaram um comportamento anômalo do cortex cingulado anterior, região do cérebro associada ao controle cognitivo, nos portadores de TOC.

A descoberta, publicada na revista científica “Frontiers in Human Neuroscience” ainda não tem aplicação clínica, mas cientistas afirmam que a informação será valiosa na pesquisa de novos tratamentos. O TOC é caracterizado por comportamentos repetitivos, como nos casos de pessoas que ficam checando e rechecando seus itens, ficam presas a rotinas rígidas e não conseguem tirar alguns pensamentos da cabeça.

O anúncio de novas descobertas da neurociência tem contribuído para a compreensão do transtorno, cujo diagnóstico hoje é feito ainda apenas com base em sintomas.

“Esse resultado fornece um arcabouço científico proposto para aquilo que clínicos já haviam notado sobre comportamentos ligados ao TOC. Esses efeitos baseados em redes de neurônios haviam sido sugeridos, mas não haviam sido demonstrados anteriormente com neuroimagem sobre o transtorno”, afirma Vaibhav Diwadkar, um dos cientistas autores do trabalho. “Se pudermos descobrir um mecanismo claro que esteja por trás da doença, teremos a promessa de melhora no caminho em direção ao tratamento.”

Terapia cognitiva
Um outro estudo com ressonância magnética funcional, realizado pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), conseguiu prever quais pacientes de TOC eram mais propensos a ter uma resposta boa de terapia cognitivo-comportamental, principal intervenção não farmacológica usada contra o transtorno.

Pelo padrão de conectividade do cérebro, cientistas conseguiram prever quais pacientes eram mais propensos a ter recaídas depois de tratados com técnicas cognitivo-comportamentais. O retorno dos sintomas acentuados de TOC ocorrem em cerca de um quinto dos pacientes que inicialmente obtém sucesso com a terapia psicológica.

“Descobrimos que a terapia cognitivo-comportamental em si resulta em locais com redes cerebrais mais densamente conectadas, o que reflete uma atividade cerebral mais eficiente”, afirmou Jamie Feusner, um dos autores do trabalho. “Mas a terapia cognitivo-comportamental é cara, longa, difícil para pacientes e indisponível em muitas áreas. Então, se algum paciente terá a recidiva de seus sintomas, é útil saber isso antes de receber tratamento.”

A conclusão dos pesquisadores de Los Angeles está descrita em estudo na revista “Frontiers in Psychiatry”.

(Fonte: g1.globo.com)

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