HTML_1023_DM-03178.NEF

Existe uma grande diferença entre pessoas dispostas e pessoas disponíveis.
Olhando rápido você pode até achar que elas são parecidas, mas não se engane.
Eu explico: a diferença entre elas é grande e a diferença que elas fazem na sua vida também é.
Uma pessoa disposta pode significar tudo.
Uma pessoa disponível sempre significa nada.

Pessoas disponíveis se baseiam na conveniência:
Só vão se for fácil chegar. Só pagam se for barato pagar.
Só aceitam se não tem nada melhor. Só se lembram quando você faz lembrar.
São pessoas que são levadas pelo mais fácil, pelo atalho, por onde não há risco.
E nem recompensa.

Elas estão sempre sondando por aí atrás de um plano A, B, C e D.
E não se comprometem com nenhum deles porque sempre tem a chance de aparecer um novo plano A.
Tudo depende do fator conveniência.
Porque são pessoas disponíveis, sim, mas quando isso favorece a elas.
E curiosamente esperam que você sempre esteja disponível, faz parte do joguinho.

Leia mais: Ninguém fica onde não existe reciprocidade

Eu sinto desprezo por esses joguinhos onde ganha quem demonstra querer menos.
É uma covardia com as pessoas. Mas mais ainda, é uma covardia consigo mesmo.
Covardia de assumir sentimentos, assumir compromissos, assumir o que quer.
Falta maturidade emocional nessa gente.

Sinceramente?
Eu gosto mesmo de quem não tem medo de sentir e não tem medo de dizer o que sente.
Eu gosto de quem liga, quem manda mensagem do nada.
Quem diz que tá com saudade, quem fala que quer ver, quem vem ver.
Quem não fica de “vamos marcar” e já chega com “tô indo te encontrar”.
Gosto de quem fica feliz só por estar junto, só pela companhia.
Gosto de quem se entrega e se joga.

Leia mais: Amor é Timing

Pessoa disposta é aquela que não te deixa na insegurança.
Te deixar na insegurança e na dúvida é o trunfo de quem não quer nada.
Não é o “sim” e nem o “não”, você é cozinhada num “talvez” constante.
E se não for pra ser um “SIM!” em caixa alta e exclamação, seja um “adeus” pra essa pessoa.
Não fique pechinchando um “sim” que deveria vir naturalmente.
Não aceite migalhas.

Se você quer algo sério, queira alguém disposto.
Perder tempo com gente apenas disponível é desperdício.
Você não vai mudar as pessoas, sério.
Não vá na esperança de “mas ele vai mudar!” porque não vai.
Alguém só muda por si mesmo, por mais ninguém.
Queira alguém que mereça receber o seu melhor.

Queira alguém tão disposto quanto você.
Sem jogos, sem desculpas, sem amarras.

Leia mais: Eu nunca quis um amor perfeito

Porque, afinal:
Quem quer dá um jeito, quem não quer dá um desculpa.

O amor vem para os dispostos, não para os disponíveis.

(Autor: Hudson Baroni)
(Fonte:deuruim.net)
*Texto publicado com a autorização  do site.

Compartilhar
Fãs da Psicanálise
A busca da homeostase através da psicanálise e suas respostas através do amor ao próximo.



9 COMENTÁRIOS

  1. Sou psicóloga e gostaria de saber quem faz parte desta equipa, identifico-me com o que leio, porque é já uma forma de mudar as pessoas ;)! Bem haja a todos!

  2. Amor vem para os dispostos não para os disponíveis, Fantástico, este texto não deixem de ler! Porque Saramago também era um revolucionário na mente! Não esqueçamos o Nobel da literatura que vivia fora de Portugal e não deixou de ser Nobel por isso , muito antes pelo contrário, portanto não deixem de ler, pois vale a pena ler o que os brasileiros descrevem como desenvolvimento da maturidade! Obrigada, pela partilha!!!
    Pena que tenho que os meus Amigos não leiam tanto quanto deveriam! Há tanto no ler, e sim ajuda a crescer!
    Palavra de Psicóloga …

    Gostei da liberdade de expressão unilateral
    Mais concretamente, da parte final do assine para ser colunista, e no fina do final- Sem comentários, deixe a resposta!!

    Queris apenas saber, o fabuloso gosta de partilha ou de idolatração , na vossa opinião?
    Digo isto porque gostei do que li, mas demasiado comportamental, a roçar o imperativo! Não a mensagem pois é perfeita, refiro-me forma de escrever? Ou será de pensar? Sou mais crente que o ser Humano tem a capacidade de evoluir sim! Sou Psicóloga há 20 anos e sim já vi muitas pessoas mudarem, mas não, por si só, mas por Amor, por angústia, por desespero e por medo! As pessoas mudam sim, mas porque evoluem, ou a evolução não é significativa para si? Afinal não evoluímos desde a Pré- história? Pena que tenho por sentir que a história da antiguidade não seja estudada no Brasil como na Europa!
    Tanta análise e psicanálise que nós perdemos nas raízes que deveriam ser do futuro! Por vezes também a faço, mas páro a tempo!
    Para mim as pessoas não se dividem em dispostas ou disponíveis, não sou psicótica ;)! Acredito que o disponível pode aprender a ser disposto, e o disposto também passa a disponível! Ou não prevíramos de ajuda dos médicos quando adoecemos! De onde vem a força que nos deita abaixo para depois voltarmos a vir a cima quantas vezes forem necessárias, isto é a vida! Se temos que cá estar porque não da melhor maneira!?? E sim porque nós evoluímos desde a saída das entranhas das nossas mães??? Claro que sim, Claro que acredito que se o Mundo Muda, as pessoas sem ele não são ninguém também têm que mudar! Mas muda quem acredita, quem vive para o futuro, muda quem percebe que o sorriso alimenta a Pshyque! Isso sim eu acredito! Parece quase que absurdo, permita-me, e em momento algum interpréte mal as minhas palavras, repito quase que absurdo que não acredite na mudança do ser humano , que quase que me atrevo a perguntar-lhe se essa é a sua abordagem!?
    Perdoe-me a falta de pontuação, mas nós Portugueses que estivemos em África temos abordagem igualmente directa, dai o choque e ao mesmo tempo o sentimento de considerar fantástica a sua escrita! Provoca um choque térmico mas evolutivo, pois ganho mais força para acreditar que o Ser Humano muda sim! Desde que acredite e confie no outro! Isso ajuda a crescer, se não viveríamos continuamente em Depressão! E sinceramente nem todos estamos deprimidos, é isso que admiro nos relacionais dialógicos são dinâmicos, são analistas, são existenciais, são breves, ainda que raramente, COMPORTAMENTAIS, mas muito raramente! Temos que dar o exemplo que queremos para o Mundo, e isso começa dentro de mim e de vós! Viva a partilha, viva a liberdade de expressão mas viva a frontalidade! Gosto sempre de terminar dizendo que ser frontal não é dizer-se tudo o que se pensa mas pensar tudo o que se quer dizer,não é castração e sim, desafio! Porque sem dúvida evoluímos, já leu António Damasio e Luria? Fantásticos, perdoe-me se me alarguei na ousadia, mas trago em mim a energia de África, porque teimo em gostar e falar destes temas ainda que tenha que ser a escrever para o outro lado do Mundo!
    Não sou louca, sou Neuropsicóloga, uma mistura de Psicoterapeuta com Neurocientista, digo isto por influencia de um escritor Francês Claude Bernard que os médicos ( os cientistas a altura , pois o livro é do séc XVII ) deviam de trabalhar em equipa! Interpretei na altura que o li em 1995 ainda na faculdade que dizia que as disciplinas tinham que se relacionar para serem ciências! Ainda que ressoe a vaidade, acredite que lhe chamo orgulho por pessoas como nós andemos a partilhar pois se assim tivesse sido à dois mil anos não andaríamos tão perdidos na má interpretação de um único livro, a que uns chamam Bíblia outros alcorão e o Mundo não andaria tão perdido!

  3. As vezes a pessoa simplismente não sente, e só! Pode não se tratar de joguinho.
    Infelizmente vivemos em extremos, os conselhos são de sair de uma ditadura e entrar em outra pq
    achamos que “nossa” ditadura é melhor.
    Não há certo ou errado quando o assunto é sentimento, cada um deve fazer aquilo que lhe faz feliz. E sim, há felicidade sem precisar estar emocionalmente envolvido com alguém e desfrutar da companhia, desde que ambos estejam conscientes disso! E quem sabe o amor não floresça?
    Muita amarra, muita regra, muita teoria e pouco amor!
    Também não gosto das pessoas que sentem algo, mas por joguinho não demonstram, esses eu nao tenho desprezo, sao pessoas doentes emocionalmente que precisam de tratamento e não julgamento, que precisam se encontrar na vida!
    Por outro lado também nao gosto de pessoas inteiramente dispostas, é preciso equilíbrio. Essa de ter alguém que “não lhe deixe inseguro” é muito conto de fada. Amar se aprende amando, crescendo junto e a insegurança, desilusão, mudanças, “não querer”, dizer não, faz parte do processo. Ninguém nasce pronto, então não acho que temos que buscar alguém que mereça receber “o seu melhor” ou que seja “tão disposto quanto você”. Temos que ter ao nosso lado aquela pessoa que o coração diga “é esse o cara” e se permitir viver, construir, quebrar a cara! Pq pode ser que o que nós achamos “ser o melhor de nós” não seja tão melhor assim, e descubramos juntos “um melhor PARA nós”.

  4. Só lamento não ter lido esse texto a 6 anos atrás. Passei os últimos 6anos da minha vida presa em um casamento aonde eu era a disposta e ele o disponível. Senti na pele o poder de destruição deste tipo de relacionamento. Mas hoje sei que é possível dar um basta. Comigo levo o aprendizado, o auto conhecimento e a esperança de um futuro feito de uma história mais sadia e muito mais feliz

  5. Uma vez disse a uma amiga que havia terminado seu relacionamento, que tudo que vivenciamos é aprendizado. Acredito que muitos que estão lendo sabem muito bem disso e tentam repassar este conhecimento às pessoas não para conforta-las, mas para que elas entendam que precisamos errar para aprender embora a experiência seja pessoal e única, tornando as de outras pessoas semelhantes.
    E para completar disse a ela algo que serviu muito bem como parâmetro para meu desenvolvimento pessoal:
    Se você esta com alguém e essa pessoa com você, vocês estariam andando juntos.
    Caso não esteja acontecendo, você precisa identificar o que esta acontecendo.
    1) Você esta tentando e a pessoa esta te puxando para baixo, atrasando a sua vida e por mais que você se esforce para levar ela com você, seu esforço não é o suficiente. Então você terá que soltar a “mão” dela para que sua vida siga.
    2) Agora, se você percebe que a pessoa é apenas fraca (talvez pelo momento, são variáveis ilimitadas da subjetividade humana) mas consegue ver o esforço dela por tentar, talvez junto ao esforço que você faz e a percepção que as coisas estão voltando, abre a possibilidade de tudo se ajeitar.
    Ou seja, independente das possíveis perspectivas mesmo eu sendo mais racional do que emocional, vejo que a evolução parte da vontade que a gente tem de fazer dar certo, fazer acontecer, andando junto e trabalhando em sintonia. Mesmo assim, na convivência pode haver essas pequenas desconexões que apenas precisam ser realinhadas para continuidade daquilo que construimos.
    E uma vez disse também a ela, para experimentar trocar a palavra “PROBLEMAS” por “DESAFIOS”, onde ela retrucou dizendo que não gostava de “DESAFIOS”, e eu lhe disse para então trocar por “OPORTUNIDADES”. Afinal, não há nada melhor do que aprender mais um “pouco”, sendo que o básico esta em apenas mudar a forma de enxergar as coisas e que seja de forma positiva.

  6. Olá Ana Barragão,
    Não sou profissional da psicologia, mas acredito que existam sim os disponíveis e os dispostos. Isso porque me relacionei com alguém disponível e é o tipo de relação destrutiva como bem coloca a Sônia.
    É horrível rotular as pessoas, mas é fato.
    Podemos sim mudar diante da dor, da ajuda de um profissional ou mesmo pela maturidade.
    Mas há mudanças que requerem escolhas, disposição. Sensibilidade para se perceber a necessidade delas.
    E mesmo acreditando muito no ser humano, sei que há muitos disponíveis que jamais vão deixar de sê-lo. Por esolha mesmo.

DEIXE UMA RESPOSTA