Não há como escapar das “loucuras” do final de ano. Pequenas ou exageradas. Pessoas instáveis emocionalmente tendem, em mudanças, vivenciar angústias de diversas maneiras. Ansiedade, estresse, depressão, compulsão… São alguns sintomas que variam de acordo com cada sujeito.

Generalizar é perigoso. Mas também é uma das loucuras listadas aqui. Ao menos de minha parte. Evito ao máximo fazer isso, mas, como estamos no final de 2016 (nem Freud explica este ano), me permito cometê-la em dosagem – sem tarja – controlada. A generalização faz parte, talvez, do grupo de sintomas da Síndrome do Ano Novo.

Certa vez, numa das edições da revista Psique Ciência & Vida, no qual sou colaborador, li uma entrevista interessante com a psicanalista Lea Waidergorn. O texto dizia que no consultório psicanalítico, neste período, predominam frases como: “Odeio festas”, “não gosto do final de ano”, “muita gente na rua comprando”, “isso me irrita”. E desde a leitura, há alguns anos vivencio na prática este mal-estar dos pacientes que manifestam repulsa pelas festas.

Alguns até fazem da reunião familiar um suplício. Entre os psicanalistas, o que mais ocorre é uma piada antiga: “Festas de fim de ano equivalem ao Seminário 10 de Lacan (Angústia)”.

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Roney Moraes
Psicanalista; Especialista em Saúde Mental e Dependência Química; Mestre em Filosofia da Religião; Doutor em Psicologia (Dr.h.c); Doutorando em Psicanálise (Phd); Analista Didata da Escola Freudiana de Vitória (Acap); Ex-presidente e membro da Associação Psicanalítica do Estado do Espírito Santo (Apees); Coordenador do Centro Reviver de Estudos e Pesquisas sobre Álcool e outras Drogas (Crepad); Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL). É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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