A instabilidade emocional, a irritabilidade fácil, o medo da rejeição, a impulsividade e as explosões de raiva, fazem parte do dia a dia de um borderline.

Para quem convive com pessoas com esse tipo de personalidade parece ser bem complicado, pois são rotulados como pessoas instáveis, desajustadas e que provocam constantes brigas e conflitos. Entretanto, quando se ama uma pessoa, mais do que carimba-la como anormal, como uma pessoa problemática, é preciso compreendê-la. Ao compreender a dor do outro, interpretar o seu modo peculiar de ser e trata-lo como ser humano, com certeza você já estará fazendo um bem enorme.

É claro que quando você opta por namorar ou casar com alguém borderline, é necessário estar muito consciente do que você terá que enfrentar e do tanto de paciência e empatia que serão necessários. Já se você é mãe, pai ou parental bem próximo de alguém com essa personalidade, aproveite o que foi lhe colocado ao lado como aprendizado para a sua evolução.

Você pode perceber claramente os dois lados de um borderline. Dois lados? Sim, mas não são só eles que possuem um lado bom e um lado mau. Toda pessoa é assim. Mas não é tão simples pois o lado positivo, junto do lado negativo apesar de estarem presentes em todas as pessoas, no border eles são mais intensos e geralmente ele não consegue unir e conviver com esses dois lados.

O que o border precisa é aceitar cada um desses lados que coexistem nele, nos outros e canalizar as suas sombras com resignação. O erro está em confrontar, em lutar contra essa sombra. É preciso amá-la, apenas isso. Esse é um aprendizado doloroso, e você que ama uma pessoa com esses predicados pode auxiliá-la. Tolerância e paciência são as palavras chaves, lembre-se.

Para facilitar o relacionamento, o primeiro passo é encaminhar a pessoa para o tratamento adequado, tanto psiquiátrico, quanto psicológico. Você também precisará de um acompanhamento terapêutico, é essencial que busque forças para conseguir ajudar e conviver com o border. Também é preciso estudar e entender as características específicas da personalidade border para compreender como as pessoas border tendem a reagir e a se comportar diariamente.

É importante ter em mente que deverá tentar manter o ambiente dentro de casa calmo e tranquilo pois a pessoa border é prejudicada em sua capacidade de tolerar o estresse no relacionamento (ou seja: rejeição, críticas, discordâncias) e pode, portanto, se beneficiar de um ambiente calmo dentro de sua casa. A estrutura familiar harmoniosa e amável melhora o estilo de vida de qualquer pessoa.

Leia Mais: Com transtorno borderline, Monique Evans diz: “sempre me achei horrível”

Os borders lutam emocionalmente a cada dia, é bem difícil de explicar o que sentem, mas pode-se resumir como: afeto descontrolado, intolerância à solidão e pensamento em preto e branco (os tais dois lados).

Perceba, pessoa com personalidade borderline tem medo de solidão e de rupturas em seus relacionamentos, por causa disso, situações simples como a viagem de férias de um irmão, por exemplo, pode ser um grande problema para o border que possui medo de ser rejeitado e esquecido. Assim, a ausência do outro é vista como um abandono o que pode levar o doente à dissociação, um sentimento estranho de inquietação.

Por isso, é inteligente que você mantenha uma rotina domiciliar, sempre atentando para um contato rotineiro entre familiares e amigos próximos, isso reduz o sentimento de abandono e rejeição.

Fique atento às ameaças de suicídio e às automutilações, características do border. Nesses casos lhe dê atenção, converse e passe um bom tempo com ele, compreenda suas angústias e aflições.

Ao invés de procurar fórmulas mágicas para não sofrer ao lado de um border, que tal deixar o tempo fluir na vida como tem que ser? Nada cai do céu, muito menos a felicidade plena, seja você um border ou não. O que falta para todos é acreditarmos mais em nós, na nossa capacidade de amar. No dia em que isso acontecer, amar um border não será mais um desafio, será simplesmente amar.

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Natthalia Paccola
Desde que começou os estudos em Psicanálise e Psicoterapia, a jornalista, bacharel em Direito e mestre em Ciências Naturais pela Unicamp,  Natthalia Paccola levanta uma premissa sobre a sua vida profissional: nunca aceitaria rótulos ou doutrinas acadêmicas. Mas é claro que sofre influências de vários pensadores.Sua grande fonte de inspiração como autoridade em levar Luz para o Bem através de mídias sociais, no entanto,  tem sido os seus próprios seguidores, cerca de 10 milhões que passam semanalmente pela sua Fanpage, Grupos, YouTube, Site, Instragram ou Twitter.

42 COMENTÁRIOS

  1. Convivi com um borderline que não aceitava terapia nem medicação psiquiátrica. Aí é difícil, porque você fica refém da instabilidade emocional da pessoa e não há amor, empatia ou compreensão que resista. Se a própria pessoa não reconhece que tem um problema e precisa de ajuda, o relacionamento é inviável…

      • De fato acredito que é muito difícil conviver com alguém assim, eu imagino que meu marido tenha o mesmo transtorno, estou distante dele por este motivo, o amo muito, temos uma bebê juntos e sinto por não conseguir ajudar, pois ele não aceita ir ao médico, me dispus a ir junto para acompanhar, já que eu tenho um nível de ansiedade alta fica mais difícil conviver, acho muito triste, pois me sinto impotente

    • – com certeza,só quem convive com um sabe o que é isso,sou avó e cuido de meu neto com tanto Amós,mas tem dias que fica complicado e me sufoca.

    • Maria enfrento o mesmo problema. Tenho uma amiga há 40 anos. Toda vez que nos encontramos, é um suplício. Procuro dar amor e sempre recebo “patadas”, não há o que fazer. O pior, é que sou madrinha de uma das filhas. Agora ela está com muita raiva, pq eu não posso ir morar com ela. Não pode ser contrariada, é um horror. Os filhos estão fora do Brasil. Ela não tem amizades, e os irmão tb poco falam com ela. Cada vez que ela me telefona, ou entra em contato, fico transtornada. Ainda assim gosto muito dela. Quem será que pode ajudar?

    • Nossa Maria nem fala, namorei por oito meses uma pessoa que tem características Borderline, não foi diagnosticada mas falando com várias pessoas e pesquisando sobre é nítido pelos sintomas que ele sofre desse transtorno.
      Eu disse a ele que ele precisa de ajuda terapêutica, ele se recusa já marcou psicólogo e depois desmarca. Tentei ser amiga dele ele veio atrás pedindo minha amizade, por uns dias deu certo mas hoje ele surtou de novo só porque questionei uma atitude dele e eu não tenho estabilidade emocional pra conviver com as alterações dele, por oito meses ele surtou tanto que até eu tive que ser encaminhada pra psicólogo pela minha coordenadora de trabalh porque eu tava tendo crise de choro e pânico durante o expediente a cada vez que ele se alterava comigo, é tudo muito inesperado vc sempre tem medo do que vai falar com essas pessoas porque se pode esperar todo tipo de reação

  2. É uma das experiências amorosas mais desafiantes, encantadoras ( e assustadoras) que alguém pode ter. Namorei durante mais de 5 anos e meio uma border, apesar de ainda não haver diagnóstico, pois ela só começou a se cuidar com terapia no fim do nosso relacionamento, mas tenho certeza por já ter lido bastante sobre o assunto e convivido intensamente com ela, avaliando as características as quais batem direitinho. É excitante namorar uma pessoa assim ou amam, ou odeiam 100% , seguem a lógica do tudo ou nada, pouco há no que diz respeito à ponderação. Porém, se a pessoa que conviver com alguém assim não tiver estrutura emocional e psicológica bem sólida, a casa cai, porque não é fácil em um relacionamento sério principalmente. De todo modo, namorar uma pessoa com borderline é uma experiência inesquecível e tem repercussões durante o restante de nossas vidas, além de lembranças extremamente boas e ruins. Namorar borderline é viver nas extremidades.

  3. É característica do borderline mentir sobre coisas importantes para que o namorado ou namorada não o abandone?
    Sinto que namoro uma pessoa que tem uma vida dupla, pois parece esconder certos assuntos de mim. Tem um lado sombrio que, por mais que tenha me contado (e sei que foi difícil contar), parece que ainda existe mais. Acho que de algum jeito continua se relacionando com a ex-namorada, não amorosamente, mas com certa intimidade (que não se confunde com uma bonita amizade que pode surgir com o término do namoro/casamento). Parece existir uma dependência, patológica talvez. Ele prometeu que não falaria mais com ela, mas continuou… Descobri, aí diz agora que parou de vez. Mas agora continuo duvidando. Me sinto perdida, tem me feito mal. Quanto disso é borderline, ou outro problema mental ou (desculpe a palavra) canalhice?

    • Sim, existe essa relação, já que a pessoa pode se utilizar de todas as estratégias disponíveis para evitar o abandono e o sofrimento decorrente. Além disso, essa necessidade do outro leva o indivíduo com personalidade borderline a uma maior dificuldade de se desvencilhar de relacionamentos, ainda que destrutivos ou abusivos.

    • Rogério, já passei por isso. Convivi 5 anos com a pessoa e pode acreditar… quando se perde a confiança o relacionamento não da certo. Se você não confia, termine e siga a vida por mais difícil q isso seja.. Pq este perfil de pessoa ( seja canalha ou doente) quando achar q vc não se enquadra mais nos padrões de larga sem olhar para trás e vc é quem sofre mais pelo que abriu mão por está pessoa por gostar. Encerre o ciclo e siga em frente.

  4. Como conversar com a parceira sobre isso? Acredito que ela tenha esse transtorno, porém não sei como dizer isso para ela… pesquisei muito sobre. Eu a amo muito, mas é muito difícil aguentar as crises repentinas.

    • O ideal é fazer com que ela conclua sozinha que precisa de tratamento, de ajuda de um especialista (psiquiatra). Essa indução não é fácil mas com ajuda de meios de comunicação como artigos online é possível ajudá-la a concluir que tem o transtorno limítrofe / borderline. Mas vc precisa de tato e paciência. Nunca confrontar. Boa sorte.

    • Eu também tentei conversar com um ex namorado que sofre dos mesmos sintomas, ele não aceita ajuda marca psicólogo e não vai, tentei ser amiga mas hoje ele deu outro piti e agora não quer mais falar comigo, que Deus tenha misericórdia

  5. Eu sou borderline …é muito triste….tive um relacionando que fui abandonada e no meu atual…namoro .. Eu terminei…há pouco tempo…porque ele não me larga ,mas também não casa comigo.. Tenho caráter. Sou boa. Sou vítima também desse transtorno. …Então resolvi me tratar.. Com remédios.. E terapias… Creio que um dia serei amada como sonhei. Deus tem planos pra mim….

    • Força minha amiga, o fato de você reconhecer que precisa de ajuda e ter procurado tratamento profissional já é um grande passo.
      Com certeza Deus tem planos pra você, inclusive através da sua perseverança no tratamento Jesus pode lhe dar a cura assim como me curou de uma depressão de mais de uma década

  6. Minha sogra é border e mora conosco há um ano e meio e digo que tem sido uma das piores experiências da minha vida. Faz pouco tempo que ela aceitou tratamento médico porém ainda não percebo resultados satisfatórios. Quem convive com um border tem que se cuidar muito, ter momentos de escape senão surta junto.

  7. Namoro há 3 anos , e meu namorado foi diagnosticado com o transtorno boderlaine , é muito difícil nossa convivência pois vivo sufocada e não consigo sair fora do relacionamento , sempre que terminamos ele vem atrás de mim , já me ameaçou várias vezes e fala em suicídio tbm . É muito complicado porque tenho dó e medo ao mesmo tempo , e pra piorar a situação ele bebe muito e fica mais agressivo ainda com o efeito do álcool .No dia 10/11/2018 saímos da cidade e fomos pra fazenda da família dele , chegando na casa ainda na estrada do nada ele começou a gritar comigo e me deu um tapa no rosto , eu com muito medo pedia a Deus pra ele parar com àquilo , e ele ficava ainda mais nervoso ao escutar eu pedindo pra ele acalmar … De repetir ele fala que vai me matar e começou a me enforcar ,desceu da camionete dizendo que ia pegar uma faca na carroceria para cortar meu pescoço, eu desci da camionete correndo tentando fugir para o mato ,no escuro mais ele consegui me pegar novamente e me enforcou de novo , de tanto chorar e pedir a Deus que ele não me matasse e pedindo explicação de tudo aquilo ele deu uma acalmada e voltamos para fazenda , chegando lá ele falava que ia me matar e matar os dois pião da fazenda tbm .. Até que ele jantou e começou a passar mal com a bebida e caiu no sono , dormiu a noite toda no outro dia diz não se lembrar de nada , eu contei o que havia acontecido ele chorou muito e pediu desculpas , jogou culpa das suas atitudes na pinga e me implorou que não largasse dele e pediu para que eu não contasse a minha família o que havia acontecido pq ele ia mudar e que me amava muito . Estou com muito medo pois não é a primeira vez ele ele fica agressivo comigo , mais desta vez foi o limite pq se não fosse Deus na minha vida eu não estaria aqui pra contar essa história. Peço ajuda pq não sei o que fazer , tenho medo de denunciar e vergonha de contar a minha família , não só vergonha mais não quero preocupar ninguém ,até pq toda minha família já havia dito que ele era uma pessoa estranha e perigosa , ele está na fazenda e volta final de semana e eu preciso achar uma solução para me afastar dele , sem que ele fique com mais raiva e tente me matar ou fazer maldade a minha família . Por favor me ajudem

    • Isso é relacionamento abusivo, não tem nada mediado com transtorno ou qualquer problema psicológico. Procure a delegacia da mulher e peça medida protetiva.
      Ser borderline não é desculpa pra ser e agir de forma agressiva. Cuide de vc antes de se preocupar com ele.

  8. Meu ex namorado é um borderline . Faz tratamento psiquiátrico e psicoterapia porém estabiliza um tempo e depois torna tudo novamente . Temos sete meses de namoro e é a quinta vez que ele termina comigo sem motivos lógicos . Ele me culpa por todas as coisas que acontece na relação . Ele e extremamente ciumento e possessivo . Invade todas as minhas coisas . Controla minhas roupas minhas saidas me afastou de amigos faz chantagem psicológica ameaça terminar comigo todas as vezes que algo o desagrada . Parece me amar loucamente em um dia e me odiar na mesma intensidade no dia seguinte sem motivo algum . Já falou coisas bizarras alegando ser brincadeiras como colocar a faca no meu rosto e dizer pra eu ter cuidado ou que quem sabe ele não seria um louco que me mataria e jogaria meu corpo pra ninguém achar ou que ele nunca tinha me dado socos e me enforcado e que já estava na hora …já jogou objeto em cima de mim por ataque de raiva com outras coisas …porém sempre descontando em mim de forma agressiva. Sempre projetando as falhas dele em mim invertendo o jogo ..mentindo que não fez…me manipulando …estamos separados faz duas semanas e dessa vez não fui atrás dele e quando ele veio atrás de mim três dias depois ainda com raiva ..querendo atenção ..querendo que eu implorasse pra voltar com ele …eu não fiz nada disso e ele começou uma onda de ataque de raiva contra mim . Eu não aguento mais . São sete meses que parece ter me levado do céu ao inferno em um piscar de olhos . Ele tem paranóias acreditando estar sendo traído por mim. Não me deixa sair sozinha pra lugar nenhum sempre ameaçando terminar caso eu faça . Ele pode tudo e eu nunca posso nada . Fala em suicídio as vezes. Eu realmente não sei se ele virá atrás de mim pra reatar como nas outras vezes. Ele parece decidido mas não consigo mais acreditar em nada do que ele decide pois hj ele quer uma coisa e amanhã já não quer mais. Não sei lidar. Estou adoecida em todos os sentidos. Eu o amo mas receio voltar. Espero que ele nunca mais venha atrás …e me deixe me recuperar do caco que ele me deixou.

  9. Eu namorei uma mulher muito intensa. Era impressionante. Excessivamente ciumenta, arrumava briga por qualquer coisa ( mesmo), muito negativa, autoestima baixíssima, humor variável, pensamentos suicidas, etc. Muitas vezes, era insuportável. Era evidente que tinha problemas psicológicos e emocionais. Eu, na época, achava-a bipolar. Uma pessoa de lua. Como sou leigo no assunto, porém curioso e amante dos livros, fui dar uma pesquisada para ter uma noção. Coisa bem superficial. Descobri que existia uma variedade imensa de transtornos psicológicos e emocionais, nos quais os sintomas da F… se enquadram. Claro que minha intenção não era dar uma ¨diagnóstico¨da minha então namorada, e sim ter uma espécie de norte. Bom, depois de anos namorando-a com planos de ficarmos noivos, o relacionamento que não estava lá essas coisas já durante um tempo, acabou. Foram vários motivos. Um deles era o gênio dificílimo dela, com tudo que o que o engloba. Continuamos em contato. Depois, acabamos nos afastamos. Senti muito à falta dela. Porém, fiquei na minha. Depois de quase três meses, ela me procurou. Em apenas quatro dias, sua dependência em relação a mim ficou quase como no tempo em que estávamos juntos. Não tínhamos mais nada. Eu estava comprometido e ela com um rapaz. Amizade com ex é um terreno perigoso. Mesmo depois de um afastamento. As recaídas faziam parte. Ela acabou se apaixonando por um rapaz. Mesmo assim, ainda conversávamos diariamente com a dependência dela sempre presente. Me contava tudo que havia acontecido quando ficamos afastados. Me pedia conselhos frequentes sobre seu objeto de paixão. Até me surpreendi com a velocidade que me ¨esqueceu¨apesar de indícios veementes que ainda tinha afeto por mim como homem. O que ela me contou me deixou estarrecido. Envolvimento com drogas, uma vida sexual muito ativa com vários parceiros, suas crises de ansiedade mais fortes e recorrentes, pensamentos suicidas com mais regularidade, alcoolismo, etc. Tento ajudá-la porque gosto muito dela como pessoa e a mulher ainda me dá tesão. Não sou hipócrita. Só que com o que ouvi, descartei mesmo que uma leve reincidência. Me sinto um pouco responsável por isso. Já que ela me considerava de certa forma, seu porto seguro. Só que eu não aguentava-a mais. Nos últimos meses de namoro, só brigávamos. Quando isso não acontecia, era porque eu relevava seu 8 ou 80, sua raiva descabida e tal. Ainda converso com ela. Ao que parece, ainda exerço influência sobre ela. Ela briga comigo direto. Do nada. Ainda está com o rapaz, mas desabafa comigo e diz que nunca ninguém a amou como eu. Estou convencendo-a a procurar ajuda profissional. Me prontifiquei a levá-la, inclusive. Aposto tudo que tenho que ela é border. Esse meu texto grande foi apensas um desabafo. Um abraço a todos que convivem direta ou indiretamente com pessoas amadas com esse transtorno. Força e fé.

    • Concordo plenamente…também precisamos nos amar…pq conviver com alguém assim e que não faz por onde progredir, eh aceitar viver deprimido, angustiado esperando a próxima crise de ofensa, agressividade e rejeição….

  10. Bem, sou casada com um Border ha 6 anos. São 06 anos de agressoes verbais, psicologicas e muitas das vezes fisicas.

    Eu era uma moça alegre, divertida, de riso facil. Hoje tudo que tenho dentro de mim, é medo, insegurança e tristeza, tristeza de ter me deixado levar todos esses anos de juventude de mim. Ele nao tem amigos, a familia dele parece ser tao doentes quanto ele. Usam drogas. E num dia sou a mulher da vida dele, no outro me transformo num monstro sem motivo qualquer. TUDO absolutamente tudo que acontece na vida dele de ruim, é culpa minha, se for bom é mérito dele. Sem contar as mentiras e traições ja não sei mais quantificar. A relação baseia se assim: Calada eu já estou errada, ele pode absolutamente tudo, e eu nada! Não para em emprego nenhum, violento no transito e com os que o cerca. Eu trabalho duro, mantenho a casa, e na cabeça dele, estou sempre traindo… mentindo. Sigo exausta, uma exaustão que dói o peito. Eu era uma mulher linda, atraente, alegre, hoje não tenho mais vontade de nada, chego do trabalho, tomo um banho e vou direto p cama. Sem um carinho, sem um boa noite, sem se quer “oi, você esta bem?” Rezo p/ que Deus me leve embora cedo, p/ que eu possa me livrar dele e descansar no céu.

    • Compreendo o que você passa, mas acho que a sua última frase está errada. Deveria ser “rezo para que Deus leve ele cedo para que eu possa recuperar minha paz”.

  11. Estou saindo de um relacionamento assim. Tem todos os sintomas de um boderline, só não sei se deseja suicídio, mas tem uma direção insegura. A religião ajuda nesse caso, pois é uma pessoa que busca a Deus. Senti-me amada como nunca antes. No inicio foi maravilhoso, mas de repente vi minha vida invadida pois so ficava atras de mim dia e noite. Não se dava bem com minha família e queria se casar as presas, acredito que para nos isolar do resto. Me manda mensagens e não aceita o fim. Gosto da companhia dele, levando em conta os momentos em que estava tudo bem, mas minha família esta com repulsa dele. É uma pessoa carinhosa, mas de repente solta uma hostilidade. Realmente é 8 ou 80. Em um dia entende o termino no outro se desespera de amor. É difícil se desvincular devido a intensidade que elas vivem no relacionamento, só que o cansaço vence o sentimento. É exaustivo. Altos e baixos. Não aguentei mais de 6 meses entre conhecimento e namoro e olha que sou a mãe da paciência. Criticas, vitimização, falta de reconhecimento é frustante. Estou buscando ajuda pra ele e pra mim. Pois mexeu com meu psicológico também o fato de ter que deixar alguém que você não sabe nem definir se é bom ou ruim. Do jeito que eles são a relação também é, indefinida. Não dei chance, pois sei que o circulo será vicioso. Penso no lado bom, mas quando penso no ruim, desanimo. É pesado!

    • Amiga eu também saí de um relacionamento assim, no começo uma coisa de cinema, ele chegou a me mandar tele mensagem com carro de som que era o meu maior sonho, só que o preço a pagar por isso foi altíssimo, crises constantes de irritabilidade, é o extremo ao mesmo tempo que é a melhor pessoa do mundo fica grosso baixa o nível xinga a gente de cada palavrão de doer na alma, não aguentei saí fora.

  12. Tenho um irmão borderline. Já apresenta a doença há 10 anos, e torna a vida de toda a família um verdadeiro inferno. Já tentamos de tudo para ajudar, mas ele não aceita tratamento psiquiátrico e nem psicológico, tornando impossível conviver com ele. Culpa a minha mãe por todos os fracassos da própria vida, ofende a mãe com todas as palavras possíveis, chamando-a de demônio, ameaçando-a. Ela também entrou em depressão profunda por causa do comportamento dele. Todos da família “desistiram” de ajudar, pq não concordam com o fato dele tratar a mãe, que o ajuda, como se fosse um inseto. Eu também comecei a ficar louca convivendo com os dois, os conflitos eram diários, múltiplos e supérfluos, como um copo sujo na pia que ele se negava a lavar. Sei que na teoria deveríamos ajudar pessoas assim, com esse transtorno, mas na prática, conviver por longos períodos com alguém assim arranca de nós a vontade de viver, sinceramente.

    • Minha irmã é borderline. Mora com minha mãe viúva e tem 2 filhas. O marido, que não tem caráter a abandonou com as crianças e minha mãe recebe toda carga emocional e a sustenta. Tento ajudar na medida do possível, mas tenho minha família, marido e também fico dividida e angustiada para dar o apoio a minha mãe, porém não acho justo arrastar meus filhos e marido também pra esse inferno. Claro que muitas vezes desabafo com eles. Não é fácil. Tenho muita pena de minha mãe por ter que passar por isso e sei que minha irmã não tem culpa de ser assim.

  13. Diante de tantos relatos sofridos, existe alguém que conseguiu não ter a alma destruída convivendo com um border? Sei que é um transtorno, sei que eles não tem culpa…mas só vejo artigos que nos ensinam como lidar…..e nós que damos a vida pra tentar viver bem com eles? Alguém se importa? Alguém tem bom prognóstico? É muito difícil amar/conviver com alguém assim…..a alegria de viver vai sendo destruída dia após dia…

  14. Apesar de ser um ser humano como qualquer outro, tenho que conviver diariamente com o transtorno de personalidade borderline. Imagino que seja difícil pra qualquer ser humano lidar com suas emoções, não sei o quanto é. Mas pra mim diariamente é luta, mesmo estando estável, os sentimentos são sempre profundos e os pensamentos complexos e rápidos. Em dias ruins e em crise eu sinto uma vontade enorme de morrer no sentido que preferia morrer a ter esse transtorno. Por exemplo, quando tenho crises de raiva ou fico chorando por hipersensibilidade com medo de algum abandono racional ou irracional. Mas é possível ter muitos dias sem crise, em equilíbrio, aprender estratégias e lidar com os impulsos. Eu não tenho mais ideações suicidas, não me machuco, não sou agressiva mais e tantas outras coisas que fazia como atos de impulso. Além de conseguir me amar, ter uma boa visão de mim e conseguir controlar pensamentos negativos e não ligar para o que os outros pensam de mim.

    • Diga-me como consegues fazer isto ? Estou comprometido com uma garota que porta o mesmo, e está a passar por algumas crises ruins, se pudesse me contactar não para dar soluções mas para falar-me de que forma a sua solução quando convertida para o caso dela poderia ser eficiente.
      Caso queira me contactar via e-mail poderei disponibilizar meu contato : [email protected]

  15. Uma border é incompatível com qualquer cara a melhor solução é sumir da vida dela antes que ela te destrua, ela se alimenta disso, conhece um cara bacana e faz o cara virar um lixo e perder seus valores fazendo aceitar coisas dela, e depois te descarta, então cai fora mesmo que vc a ame muito , to escrevendo aqui é acabei de terminar o meu relacionamento a 30 min falei tudo isso pra ela e ela chorou muito, mas só falei a verdade, até mesmo ela já falou pra psicóloga dela que ela só destroe a vida dos homens que passa na vida dela

  16. Alison,,,
    Vc falou tudo,sai fora em quanto é tempo, e humanamente impossível ter um relacionamento com uma boder, sou super apaixonado, amo demais, mais do nada ela te vc vai do pedestal, ela própria quer sofrer quando está está amando, e sem querer a gente cai nessa, já tentei de tudo, e uma maravilha, mas impossível.

  17. VDS – convivi com uma por sete meses como minha amante. Terminou comigo 3 vezes sem motivo. Era encatadora, alucinante, mas não dá. Na quarta vez cai fora, sem recaída física a pedido dela mesma. No entanto, mantive alguma atenção por preocupação ao desempenho profissional dela. Também tinha muitas coisas obscuras e como eu ficava um tempo fora, tenho certeza que recorria a outros parceiros e sexo… muito importante se afastar e manter foco em si mesmo.

  18. Minha irmã é borderline. Mora com minha mãe viúva e tem 2 filhas. O marido, que não tem caráter a abandonou com as crianças e minha mãe recebe toda carga emocional e a sustenta. Tento ajudar na medida do possível, mas tenho minha família, marido e também fico dividida e angustiada para dar o apoio a minha mãe, porém não acho justo arrastar meus filhos e marido também pra esse inferno. Claro que muitas vezes desabafo com eles. Não é fácil. Tenho muita pena de minha mãe por ter que passar por isso e sei que minha irmã não tem culpa de ser assim.

  19. Eu convivi com um border , e o relacionamento e abusivo ! Não tem essa que tem que entender e ter paciência . O TPB , é violento , imprevisível , e perigoso . Impossível um relacionamento estável com eles ! Esse artigo é do mundo cor de rosa !

  20. Uma pessoa com Transtorno Borderline é uma pessoa como qualquer outra. Que vai requerer mais afeto e paciência, sim, mas que, com terapia, pode melhorar bastante. Há tantas pessoas com mau-caratismo (isso sim, incurável, parece-me), que traem patologicamente, que são mentirosos patológicos… Acho que a única coisa que falta é ACEITAÇÃO E PACIÊNCIA, pois, com amor, até um borderline pode evoluir e ter sua doença mais controlada: basta estar interessado (a) em melhorar. Gostei do texto! Já existem rótulos demais nessa sociedade!!!

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