Não espere as coisas irem por água abaixo – veja como superar sua ansiedade.
O alívio do estresse é um negócio que movimenta grandes somas. A yoga é um negócio de US$ 6 bilhões, massagens movimentam US$ 13 bilhões. Os americanos gastam US$ 521 milhões por ano em bebidas que supostamente relaxam. Existem retiros de meditação, aplicativos e acessórios. Como um empresário disse: “O estresse é a nova gordura”.
Existem, de fato, maneiras aparentemente intermináveis de lidar com o estresse, e é isso que a indústria tem plantado em nossas cabeças: quando as coisas ficam estressantes, você pode, e deve, fazer algo a respeito (e aqui está o que você pode comprar para ajudar!).
Soa empoderador, e, ainda assim, o problema com essa estratégia é que ela não faz nada para prevenir o estresse antes que aconteça. É por isso que uma das formas mais eficazes, ainda que menos comercializadas, de administrar o estresse pode ser o “enfrentamento proativo”, uma simples mudança de raciocínio que provou ter resultados bem-sucedidos – e não exige esperar até que “aquela coisa marrom” seja jogada no ventilador. A ideia é a seguinte: em vez de tentar se autorregular em resposta a algo estressante, ou mesmo evitar um futuro estresse, você busca um positivo.
Um estudo de 2017 do Journal of Health Management descobriu que jovens adultos que praticavam o enfrentamento proativo relataram maiores níveis de felicidade. Outro estudo de 2013 publicado no Journal of Nursing Management descobriu que o enfrentamento proativo ajudou os enfermeiros a evitar colapsos nervosos. Um estudo de 2009 publicado na revista European Psychologist descobriu que os estudantes que lidavam com depressão e usavam o enfrentamento proativo tinham melhor funcionamento psicológico. Em outras palavras, a ciência diz que isso funciona.
Pense nisso como otimismo na prática. O enfrentamento proativo funciona para reduzir o estresse, reconhecendo as coisas positivas à sua frente e as coisas positivas que ainda estão por vir. Isso é: você não refaz os aspectos negativos do seu dia, ou usa uma aula de ioga ou sessão de meditação para esquecê-los, mas sim dá mais poder às coisas boas que existem e direciona suas energias para sustentá-las no futuro.
Muito da nossa capacidade de lidar com as coisas tem a ver com atitude. Ver um evento como algo horrível com o qual não conseguimos lidar nos faz sentir sobrecarregados e estressados. Ver o mesmo evento como uma oportunidade de aprendizado e crescimento, no entanto, lhe dá menos peso e diminui seu poder de sobrecarga. Reconheça que a vida pode ser desafiadora e você já está no caminho certo para enfrentar desafios.
Colocar isso em prática também pode incluir visualização proativa. “Acrescentar o ponto de vista oposto” – imaginar o melhor cenário possível em vez do pior – pode ajudá-lo a mudar do medo para a antecipação. Mas também requer o estabelecimento de prioridades com antecedência para que, quando as coisas derem errado, você possa tomar decisões positivas, mesmo em meio a turbulências.
É por isso que o enfrentamento proativo não é apenas um desejo ou mesmo um pensamento positivo. Há ação envolvida também. O enfrentamento proativo envolve a definição de metas e a busca de recursos para o autodesenvolvimento. Parte do poder do estresse está em sua capacidade de nos forçar a imaginar um futuro incerto. Definindo um plano baseado em metas realistas e construindo os recursos de que necessitamos para atingir esses objetivos, não apenas nos equipamos com as ferramentas de que precisamos para ter sucesso, mas também com a confiança de que precisamos. Tornamo-nos competentes no relacionamento pessoal e, mais importante ainda, confiantes em nossa capacidade de fazê-lo, sem desmoronar.
Outra razão pela qual o enfrentamento proativo funciona é que definitivamente não se evita o estresse. O estresse é essencial. Quando aceitamos a responsabilidade pelo nosso estresse e o reconhecemos, damos um grande passo para lidar com ele. É importante entender que o estresse por si só não é o inimigo. De fato, poucas coisas que valem a pena podem ser realizadas e poucas mudanças são feitas sem ele.
Um dos melhores conselhos que eu já recebi foi o de um amigo professor de negócios. Ele gostava de dizer a seus alunos que a chave para administrar uma crise é a seguinte: quando as coisas dão errado, ele dizia, “aja como se fosse sua culpa.” Pode ser contraintuitivo, mas o que isso faz é tirar o poder do estresse e devolvê-lo a você.
(Link original: thriveglobal)
*Traduzido e adaptado por Marcela Jahjah, da equipe Fãs da Psicanálise
*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Fãs da Psicanálise. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.
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