No Brasil multiplicam-se fotografias que registam a corrida ao papel higiênico durante o surto global do novo coronavírus. Prateleiras de supermercado vazias dias a fio, estoques esgotados, autênticos armazéns construídos em casa e vários desafios nas redes sociais dão conta deste fenômeno, que tem dado uma nova vida à palavra “açambarcar”.

Felizmente, ainda há países com prioridades diferentes. Nos Países Baixos, a entrada em vigor de medidas mais rígidas para travar a propagação do vírus no passado domingo, que se irão manter até dia 6 de abril, gerou uma verdadeira corrida às coffee shops antes que fossem encerradas definitivamente.

Nas redes sociais foram partilhadas nos últimos dias várias imagens captadas em Amesterdão onde é possível ver as filas intermináveis de pessoas à espera da sua vez para se abastecerem dos produtos vendidos nestes espaços, conhecidos principalmente pela venda legal de drogas leves. Esta situação caricata foi ilustrada pelos utilizadores do Twitter com descrições como: “Em alguns países as pessoas compram papel higiênico antes da quarentena. Nos Países Baixos compra-se erva. Prioridades.”

Noutra imagem pode ler-se: “Quando o teu governo anuncia num domingo que vai tudo fechar até 6 de abril, o que vais comprar rapidamente? Papel higiênico? Massa? Em Amesterdão, é erva, aparentemente.”

Até a sexta-feira, 20 de março, já tinham sido confirmados 2994 casos de infeção com o novo coronavírus nos Países Baixos e um total de 106 mortos.

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