Esse material é sobre um estudo recente da MindMiners, realizado a pedido da Leo Burnett, para medir quais as mudanças já sentidas nos hábitos da população nos primeiros dias que o Brasil começou a se preparar para administrar Coronavírus.

A pesquisa traz:

Nível de conhecimento e grau de preocupação a respeito do vírus;
Frequência de busca por informação e principais meios/canais utilizados;
Mudanças de hábitos já implementadas na rotina;
Algumas categorias que passaram a consumir mais; e outras menos
Expectativas futuras, além de ações e atividades que pretendem implementar ao longo dos próximos dias

O Estudo

A Leo Burnett, uma das principais agências de publicidade do Brasil, encomendou um estudo à MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital, que ouviu a opinião de 500 pessoas sobre as mudanças de hábitos e de consumo já implementadas na rotina da população após os primeiros impactos da COVID-19.

O objetivo foi investigar como anda, até o momento, o nível de entendimento e a preocupação dos consumidores sobre a epidemia, os canais onde eles mais buscam informações e notícias, as mudanças nos hábitos e na rotina dos brasileiros, bem como o impacto sobre a forma de consumo. A pesquisa foi realizada de forma digital, entre os dias 13 e 16 de março, e abrangeu as cinco regiões do país. Foram ouvidos homens (48%) e mulheres (52%) das classes A, B1, B2, C1, C2 e DE.

“A Leo Burnett acredita que sua entrega vai além de propaganda, vendas e marcas, sobretudo para levar uma comunicação sem perder de vista o fundamental: o que é importante para as pessoas. Por isso, neste momento, queremos entender o nível de conhecimento, de preocupação e as ações individuais que estão sendo tomadas pelas pessoas sobre a COVID-19 para que possamos atuar de forma mais eficiente na difusão de conhecimento e mensagens”, comenta Tiago Lara, VP de Data & Estratégia da agência.

A COVID-19 já é uma realidade, e os esforços observados ao redor de todo o mundo e aqui em nosso país visam “achatar” a curva da transmissão. Dentro da base de entrevistados, a preocupação sobre o impacto na economia no Brasil e no mundo aparece, com 52%, como a principal preocupação. Na sequência, vem o temor de que amigos e familiares contraiam a doença (48%), seguido pela possibilidade de falta de produtos nos supermercados (45%).

Mas, mesmo diante desses temores, na prática, observamos que, até o momento, parte considerável dos entrevistados ainda não adotou as medidas indicadas para conter o surto do vírus por aqui. Analisando a abrangência nacional da pesquisa e suas diferenças regionais, o fato é que 48% dos entrevistados revelaram que ainda não estão evitando: sair para restaurantes/bares/baladas; utilizar transportes públicos; ir a eventos de trabalho ou estudo, reuniões com amigos e familiares e eventos musicais/artísticos.

Esse resultado (a tomada de nenhuma medida preventiva) apresenta uma variação considerável quando comparamos os 43,3% da classe AB com os 55% dos respondentes pertencentes à classe CDE.

Informação X Desinformação

A compreensão sobre a epidemia é peça fundamental no combate a sua disseminação. Diante desse cenário, 82% dos entrevistados buscam notícias pelo menos uma vez ao dia, e 53% revelam ter aumentado consideravelmente a frequência do seu consumo por informação.

Além da TV aberta (76%), que possui grande penetração nos lares brasileiros, os sites de notícias (77%) e as redes sociais (64%) estão desempenhando um papel central na disseminação de informações sobre a COVID-19.

Contudo, as redes sociais ainda são vistas como canais pouco confiáveis para informações tão importantes quanto essas.

Consumo em tempos de coronavírus
Depois de saber sobre o aumento do número de casos de contaminação, os entrevistados afirmaram que passaram a tomar atitudes, como lavar as mãos, com mais frequência (68%), usar álcool em gel (63%), ficar mais tempo em casa (44%) e limpar assento/privada (15%), atitudes que estão começando a ter impacto na decisão de compra. Produtos de higiene pessoal (30%), produtos de limpeza para a casa (21%) e medicamentos (14%) lideram o ranking de categorias que, segundo os consumidores, induziram a mudanças em seus hábitos de consumo.

Como resultado, os produtos de higiene básica foram os primeiros a acabar nas prateleiras dos supermercados. Segundo os entrevistados, houve uma corrida por álcool em gel (83%), sabonetes líquidos (56%) e desinfetantes (45%). O papel higiênico, que mobilizou toda a Ásia e Europa, também começa a ficar escasso por aqui (38%).

A pesquisa já aponta também um aumento do consumo de produtos não perecíveis entre as pessoas com mais de 36 anos de idade (45,8%) contra 24% entre aqueles com faixa etária menor.

Se uns ganham por um lado, outros perdem por outro. De acordo com as respostas dos entrevistados, vão sobrar nas prateleiras (em função de uma visível intenção de diminuição de compras) bebidas importadas (57%), alimentos importados (49%) e bebidas alcoólicas (45%). Um reflexo claro da alta do dólar desde que a epidemia começou a se alastrar e que tem interferido drasticamente no mercado financeiro.

O que ainda está por vir
O Brasil ainda está diante do início daquilo que será uma longa maratona. Não surpreende que, para 75,1% dos entrevistados, as perspectivas para a próxima semana são de aumento da contaminação pelo coronavírus. Isso significa dizer que muita coisa ainda vai mudar, principalmente no que se refere à compra de alimentos e bebidas para enfrentar possíveis dias de quarentena. Entre a base total de entrevistados, 41% já adiantaram que pretendem comprar mais alimentos e bebidas, e 27%, cancelar viagens.

Outra mudança é que as compras pela internet entre os entrevistados já cresceram 14%. Quando questionados sobre a próxima semana, esse número sobe para 24%, assim como usar mais serviços de delivery aumenta 19%. Sem dúvida, e-commerces e serviços de delivery têm diante de si uma grande oportunidade se souberem, antes de tudo, adotar as medidas necessárias para cuidar de seus colaboradores e de seus clientes.

O estudo traz ainda informações sobre o nível de conhecimento das pessoas a respeito do vírus; a clareza sobre o índice de letalidade; um comparativo de percepção de contágio entre COVID-19 e H1N1, vírus da Zika e ebola; e a preocupação das pessoas sobre o contágio com o grau de parentesco. Acesse o conteúdo completo da pesquisa.

(Fonte: updateordie)

(Imagem: Andrea Piacquadio)

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