A atriz Mariana Santos participou recentemente do programa da Rede Globo, Conversa com Bial, fazendo revelações sobre sua vida e como tem tratado da Síndrome ou transtorno do Pânico (a síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente. Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado).

Na televisão Mariana é muito conhecida pelo seu lado bem humorado, disse que convive, desde pequena com a síndrome, tendo que aprender a lidar com ela.

“Eu lembro que eu tinha seis anos, eu vim para São Paulo e eu lembro que o voo foi horrível, foi muito turbulento, horroroso, eu não tinha noção do que era, mas eu me senti muito mal nesse voo. Não chegava nunca! ”, disse sobre a primeira crise de pânico.

Confessou que quando adulta, em meio a uma crise de pânico, teve uma perda repentina do movimento dos dedos e assim, acabou quebrando um deles.

“Eu quebrei o dedo em uma das crises, eu fazia tanto isso aqui (um movimento na mão) que ele não voltou, mas até gosto dele hoje. O anel de casamento está aqui”, revelou dando risadas do ocorrido, após a perda repentina do movimento dos dedos em meio à crise.

Disse ainda, que depois do desespero que passou quando criança no avião, só conseguiu andar de avião após os 30 anos de idade. Aliás, o medo quase me fez recusar um belo convite de Jô Soares para participar de uma peça de teatro.

“Eu falei para mim mesma que nunca mais ia subir num avião. […] Liguei para o meu pai, estava sozinha, morava com minha mãe em casa e falei: ‘Pelo amor de Deus, vou ter que ir para São Paulo, viajar para são Paulo todo final de semana, é isso? Eu gravo no Rio, não vou conseguir’, mas aí me deu um estalo: ‘Eu preciso fazer isso, para minha vida, senão eu vou ficar estagnada aqui! ”revelou acerca do convite de Jô Soares feito através de seu produtor.

Mariana Lembrou-se de como foi o seu primeiro tratamento quando ainda criança, afirmando o quanto o distúrbio afetava quase toda a sua vida.

“Depois fui fazer terapia cognitiva comportamental que já é mais uma terapia voltada para isso, já com 30 e poucos anos porque eu estava me boicotando muito. Eu arrumava desculpas para tudo. Tudo que você pode fazer para você ficar em casa, você faz”.

Mesmo com a agitação das crises, a paixão que ela tinha pelo trabalho foi um fator muito positivo que a ajudou a seguir em frente e hoje convive bem com o transtorno.

“O que não me deixava ficar em casa, era a minha vocação de atriz. Eu ia passando mal no metrô. Eu ia tendo crises de respiração de ansiedade. Não andava sozinha, só com a minha mãe ou com alguém. Sozinha nem pensar! ”.

“Eu preciso do trabalho para me manter sã. […]Hoje em dia eu ando bem controlada, convivo bem com meu corpo porque acho que a gente tem que ser amiga dele, porque acho que não tem cura. Acho que tem um controle maravilhoso”.

Revelou sobre as várias técnicas que utiliza para apaziguar as crises:

“Tenho mantras que eu vou falando, músicas que vou cantando, respiração. Isso para evitar a crise, quando está vindo a gente vai respirando”, disse Mariana.

A atriz frisou o quanto é importante o tratamento ser feito de maneira correta:

“Não podemos ter preconceito com a medicação, se for dada por um médico. Você não pode é se automedicar”.

Fonte: sensivel-mente.com
Foto: Reprodução/TV Globo

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