Ser mozão de alguém não quer dizer somente ganhar esse apelido carinhoso e frequente nos tempos atuais. Para o mozão ter um significado que sustente a sua importância, duas coisas não podem faltar; ouvir e saber cuidar de quem você dedicou amor.

Mozão é quem chega junto na saudade, quem não se desfaz dos momentos compartilhados e, gentilmente, quem não usa do silêncio do outro para construir uma arma de desconfianças e desrespeitos. Mozão que é mozão, escuta a parceira (o). Mas escuta com o ouvido de dentro. O do coração, especificamente. É quem não sabota conversas, mas quem percebe a sorte de saboreá-las. Nenhum relacionamento funciona no tempo imperativo. Se não existir contemplação e dedicação para entender a fala do outro, o mozão fica só na vontade. Ele encolhe e vai perdendo o tesão de continuar.

Para bons entendedores, o amor que não é parceria, acaba. Cuidar de quem você dedicou amor é o exemplo máximo do mozão. É ser suporte para quem te acompanha, torce e não perde o riso para deixá-la (o) infeliz. Os afetos não são roteados e pegam em poucos lugares. Eles estão em constante movimento e reciprocidade. Mozão é quem revida amor com disposição.

Quando você esbarrar na vida de alguém consciente desses detalhes, tenha certeza, você encontrou um mozão de verdade. Sem sobras, sem mais ou menos e sem o vamos ver no que vai dar. Porque quem já viveu amores no diminutivo, não perde mais tempo se o amor não vier – na teoria e na prática, composto de somas e inteiros.

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Guilherme Moreira Jr
Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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