Não sou mais a mesma, aliás, não somos mais os mesmos de alguns anos e até dias atrás. Mudamos o tempo todo. E eu, particularmente, acho isso fantástico.

Acontece que, de uns tempos para cá, percebi certo estranhamento de mim para mim. Entende? Percebi que muita coisa havia mudado: gostos, rotina, prioridades, amigos. E, sim, eu percebi que estava me tornando seletiva. Não era a todo lugar que estava disposta a ir e… Nossa, será que estou ficando velha? Eu me perguntava.

Depois percebia que não me sentia bem, no sentido de me sentir à vontade com todas as pessoas. O que antes acontecia, agora não acontece mais. Fui ficando “chata”. Não era qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer tempo…

Eu era exigente, e me tornei seletiva.
No começo, eu me culpei bastante, achei que estava sendo chata, mas depois comecei a perceber que, na verdade, eu estava me priorizando. Sim. Primeiro, porque não é com todas as pessoas que nos sentimos bem. E está tudo bem. Segundo, porque não precisamos sempre estar dispostos a sair, às vezes, só queremos a calmaria do nosso lar, uma boa série (e já deixo a deixa para minha série favorita, The Handmaid’s Tale) e uma boa noite de sono. Terceiro, porque precisamos parar de nos cobrar tanto socialmente.

Depois de um tempo, você percebe que o tempo é realmente algo valioso.

Com tantas coisas para fazer, dar conta, tantos compromissos, rotina (acordar cedo, voltar tarde, trabalhar muito, estudar…), você começa a priorizar o tempo que sobra com o que realmente lhe importa, com quem realmente lhe faz bem. E aí, meu querido leitor, não é qualquer lugar que nos cabe, não é qualquer pessoa que serve e, sim, nós nos tornamos seletivos. Que bom. Uma pena que demoramos tanto tempo para priorizar o que nos importa.

Precisamos dedicar tempo, precisamos saber quem nos faz bem, quem não faz, quem nos acrescenta e quem nos diminui. Isso é priorizar a si mesmo também.

Aprendi isso. Dói muito, mas aprendi que só se ama os outros amando a si mesmo.

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, 22, é aquela que escuta mil vezes a mesma música e tem a risada escandalosa. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito catupiry, mesmo sendo intolerante a lactose. Encontra paz na oração e vê amor nos pequenos detalhes.

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