As terapias baseadas no funcionamento cerebral são novos tratamentos terapêuticos que nos ajudam a fazer o que um dia nosso cérebro sozinho não deu conta de fazer. Ou seja, processar as experiências da nossa história que continuam disparando sentimentos, comportamentos ou pensamentos negativos e que podem ser pano de fundo para vários transtornos psiquiátricos.

O que são terapias baseadas no cérebro?

São abordagens psicoterapêuticas que acompanham as últimas descobertas da neurociência. As terapias baseadas no cérebro fazem parte da área que se desenvolve mais rapidamente no campo da saúde psicológica, pois elas têm provado que podem imediatamente tratar de questões que a terapia verbal tradicional pode demorar anos para cicatrizar.

O que é Brainspotting?

Brainspotting é um método de tratamento forte e poderoso que funciona ao identificar, processar e liberar as fontes neuropsicológicas de dor física/emocional, trauma, dissociação e uma variedade de outros sintomas psicológicos.

Foi desenvolvido por David Grand, Ph.D, e pode ser uma forma de diagnóstico e tratamento simultaneamente.

Leia mais: Supere a dor e viva … apegue-se a ela e morra!

O Brainspotting é útil em diferentes intervenções psicoterapêuticas (traumas, ansiedade, fobias, etc), bloqueios de desempenho, bloqueios criativos e otimização de resultados.

Como funciona?

O Brainspotting é um método de tratamento focalizado que funciona identificando, processando e libertando fontes neuropsicológicas de dor física e emocional (traumas, dissociações e outros sintomas). Funciona como um recurso neurobiológico, alcançando experiências e sintomas que normalmente estão fora do alcance da mente consciente.

O Brainspotting trabalha com o cérebro profundo e com o corpo através do acesso direto ao Sistema Nervoso Autônomo e Límbico, do Sistema Nervoso Central. Como tal, o Brainspotting é um método de tratamento que tem resultados psicológicos, emocionais e físicos.

O Brainspotting “desarma” o trauma, o sintoma, a perturbação somática e as crenças disfuncionais ao nível do centro reflexo. O Brainspotting é um recurso valioso que oferece a possibilidade de trazer à tona, diagnosticar e tratar uma variedade de perturbações somáticas ou de base psico-emocional.

O que acontece durante o Brainspotting?

O terapeuta solicita ao paciente que entre em contato com temas específicos a serem abordados durante a sessão. Uma vez feita a escolha do que será tratado, o paciente avalia o nível de ativação da dificuldade, ou seja, o quanto a recordação desse assunto perturbador desperta sensações emocionais e físicas de desconforto.

Qualquer acontecimento da vida que cause perturbação física ou emocional onde a pessoa tem uma forte sensação de estar sobrecarregado além das suas forças, sentindo-se impotente ou “presa”, pode-se transformar numa experiência traumática.

Leia mais: Os Efeitos de um Trauma

Esse trauma é contido no corpo. Em muitos casos, o indivíduo traumatizado não tem a oportunidade nem o apoio necessário para processar adequadamente e integrar esses acontecimentos traumáticos de vida. A experiência traumática então passa a formar parte desse “reservatório de trauma” do indivíduo.

Quanto mais fragilizado, mais tempo é dedicado ao ponto de recurso e ao processamento do conteúdo perturbador de uma maneira mais contida, com um enquadramento mais restrito, com mais apoio.

Indicações para utilização do Brainspotting:

– Ansiedade, fobias, pânico

– Angústia, tristeza, depressão

– Trauma físico e emocional

Leia mais: Stress, Ansiedade e Depressão: é possível se livrar disso?

– Doenças físicas relacionadas com stress e trauma

– Desmotivação e baixa auto-estima

– Problemas de desempenho sexual

– Problemas de relacionamento

– Fibromialgia e outras condições de dor crônica

Leia mais: Fibromialgia: a doença da alma

– Preparação e recuperação de intervenções cirúrgicas

– Traumas de guerra e catástrofe natural

– Emoções desadaptativas: raiva, fúria, etc

– Otimização do desempenho profissional, acadêmico, esportivo, etc

Vantagens:

O Brainspotting atua tanto ao nível da perturbação como na instalação de recursos positivos e não é necessário o paciente falar sobre o seu problema, se assim o quiser.

(Autora: Celina Sobreira )
(Fonte: celinasobreira.com.br )

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2 COMENTÁRIOS

  1. “Redescobrindo a roda” aff… Isso se chama hipnoterapia!
    Só mudaram alguns nomes/termos!
    Nunca assumem as origens, sempre querendo “inventar” ou “descobrir” o “novo”…

    • Pois é, João!

      “Hipnose” mudando de nome em 3… 2… 1… Tchanam!!! E surge o “Brainspotting”!

      Onde está a novidade??? Esse processo é conhecido pela humanidade desde a antiguidade! Oras bolas… O tempo da ignorância já passou! Dave Elman ensinou exatamente isso para mais de 10.000 médicos! Fora seu sucessor, Gerald Kein, e seus inúmeros alunos formados e hoje hipnoterapeutas reconhecidos no mundo todo (já são mais de 70 países!) exatamente pela eficiência do processo!!!

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