Nossa trajetória é repleta dos mais variados trajetos, alguns muito saborosos e outros, me arrisco a dizer que a maioria, bastante exaustivos.

Como diz aquela bela música do Roberto Carlos: “Toda pedra do caminho, você pode retirar. Numa flor que tem espinhos, você pode se arranhar”.

A música, chamada “É preciso saber viver”, é realmente uma bela canção, porém as pedras retiradas do caminho e os arranhões dos espinhos não são facilmente esquecidos ao longo da vida.

Retirar pedras do caminho pode, literalmente, fazer com que nossos esforços sejam tão grandes que mudem permanentemente nosso jeito de ser.

Alguns ficam mais fortes e amadurecem, enquanto outros ficam desgastados para sempre. Já os arranhões dos espinhos podem cicatrizar com o tempo e trazer aprendizados, mas também pode deixar uma ferida aberta por meses, anos, décadas e, algumas vezes, até mesmo para sempre.

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Metaforicamente falando, os esforços realizados para mover a pedra ou até mesmo trilhar um novo caminho contra a nossa vontade e os arranhões dos espinhos podem deixar traumas em nossa existência.

É muito mais prudente evitar esses acontecimentos traumatizantes. Mesmo que tragam ensinamentos para nossas vidas, vale muito mais ter os bônus sem nenhum tipo de ônus. Mas o trauma ocorreu, fazer o quê?

A primeira é aceitar o acontecimento. Passando pela fase da negação, nós temos condições de lidar com isso para resolver ou, ao menos, conseguir lidar com o trauma sem que seja de uma maneira autodestrutiva.

Busque alguém da família ou um amigo próximo e, principalmente, de confiança para compartilhar esse momento difícil. Fale o que está preso em você, mas também ouça outros pontos de vista que possam te ajudar a ter uma nova perspectiva sobre o trauma.

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Em seguida, se possível, busque uma ajuda profissional. Por mais que as pessoas gostem de você e ofereçam palavras que te façam bem, o auxílio de alguém estudado e embasado por conhecimento científico, caso de psicólogos e psiquiatras, pode ter grande importância para sua recuperação. Em alguns casos, até mesmo o auxílio de remédios pode ser necessário num tratamento.

Por fim, já que falamos de remédios, o melhor deles é o tempo.

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Sabendo lidar com os traumas, eles tendem a reduzir de proporção com o passar do tempo. Quando dizem que o passar dos anos cura tudo, não é bem verdade. Afinal, há coisas impossíveis de serem esquecidas. Porém, a gente consegue se adaptar a uma nova realidade.

Nossa capacidade de se recuperar é muito maior do que imaginamos, inclusive para os traumas.

(Autor: Diego Rennan)
(Fonte: eusemfronteiras.com.br)
* Texto publicado com a autorização da administração do site

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