Hoje em dia você precisa ser alguma coisa. Acho o termo “coisa” um tanto quanto pejorativo. Mas você realmente precisa de uma apresentação tanto estética – que tem que ser “bonita” moldada aos pré-requisitos da sociedade atual, quanto ser alguém, ter uma profissão, estudar, ser ativo… Enfim, ser potente. Mas será que isso realmente importa? Será que realmente ter uma resposta pra isso é necessário?

Sobre beleza estética é interessante que no mundo de “curtidas” as pessoas pouco conseguem enxergar a verdadeira beleza do ser humano, que é sua essência, seus gestos, suas esquisitices e na verdade ser você mesmo sem que alguém te critique e você se sinta mal com isso, porque a realidade mesmo é que precisamos ser nós mesmos.

A palavra “julgamento” faz parte do contexto desse conceito e isso é perturbador e até patológico. Precisamos articular coisas e até ser quem não somos nos perdendo no próprio ego. Ou nos encabulando com coisas que não são nossas porque o vestido da moda você não está usando, porque o batom da moda você não colocou.

O estereótipo se cria quando você deseja, porque o cartão de visitas quem faz é você, porque ser julgado pelo que você é, e será o tempo inteiro, pois somos influencia. Muita gente se influencia em você, porque você é um objeto de estudo. Digo esse termo, porque existem pessoas te observando e ditando suas modas e criando as delas ou te copiando. Isso é relativo, mas existe e não podemos fugir disso.

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O mundo carece de ídolos e os maiores estão morrendo. Temos poucas influencias. Devemos ser influencias. Os estereótipos podem ser criados para você, mas no final, o “grande barato” é você se sentir feliz com a real verdade que é estar bem consigo mesmo.

Invente, cria, pense… Faça da sua vida, uma coisa diferenciada, porque o grande barato da vida são as diferenças. Se fossemos iguais tudo seria muito sem graça.

Mantenha firme a vontade e se mostre como você é. Sem filtros do Instagram, sem discursos falsos que você não estará enganando a ninguém e principalmente enganando a você mesmo e tornando-se uma pessoa talvez autodestrutiva que provavelmente vai cansar de ser algo que você não é.

Compreenda-se, medite, busque ajuda terapêutica para se encontrar, leia livros e divirta-se em grupo ou sozinho! Estamos aqui não para sermos estereotipados. E se tivermos que ser, que tal sermos estereotipados como pessoas que vivem felizes de verdade nessa sociedade opressora?

*Texto autoral, reflete opiniões do próprio autor.

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Daniel Velloso
É escritor, estudante de Psicologia e é colunista exclusivo do site Fãs da Psicanálise.


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