Já conheceu alguém que é maltratado verbalmente – ou até fisicamente – e mesmo assim continua a se relacionar com essa determinada pessoa? Que faz de tudo, é humilhado, jogado na sarjeta e quando questionado diz: “fiz por amor”?

Como um ser que não tem amor próprio pode dar amor a outra pessoa?

A dependência afetiva é um estado de imaturidade, quando profere frases, por exemplo, que afirmam que a alegria é dada APENAS do lado da sua “alma gêmea”. Que sabe que é traído e mesmo assim permanece do lado, segundo ele, “POR AMOR”.

Por amor? Por favor, ‘open your eyes’ (abra seus olhos). Você não é vítima, você é doente.

Talvez a palavra doença doa, talvez ela faça você dizer firmemente: – Não! Eu não sou assim. Mas é, você tem prazer em se vitimizar e não se importar de passar por situações que fazem você se passar por ridículo. Acredita em qualquer mentira, nega para si mesmo que tem razão e faz vista grossa para atitudes de alguém que não se importa com você há muito tempo.

Quem diz amar, não trai e quem ama não fica por necessidade, fica pelo simples fato de somatização. Se alguém pegou seu lugar na cama, sai fora, por favor.

Mostrar-se como um coitadinho o fará ser ainda mais menosprezado por esse alguém que está com você porque é cômodo.

Leia Mais: Amor próprio não tem que ser desamor pelo outro

Deixar alguém fazer o que quer com você não é amor, é submissão, é ficar de quatro e obedecer ordens, e cá entre nós, isso é broxante. Não estou a criticar o amor, pois eu, como um romântico assumido, vivo por ele, mas a grande diferenciações.

Essa coisa de permanecer amando enquanto respirar, não é uma forma de alívio para a carência, mas uma forma de viver bem, um estilo de vida.

O masoquista emocional difere-se do sexual exatamente pelo prazer. Você realmente se sente bem se colocando em situações de profunda submissão emocional ou está apenas tentando preencher um vazio mal interpretado?

Deixar ser tratado assim acaba fazendo você ter um relacionamento abusivo marcado por altas doses de complexo de inferioridade.

Entregar-se quem busca a dor, é desistir de algo a mais, é desistir de ser feliz verdadeiramente.

Se for para gostar de apanhar que seja na cama, e que isso lhe traga algum prazer.

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Gabriel Capeletti
Professor por vocação, estudante de psicologia por paixão, morador da Serra gaúcha, amante de rimas intrigantes e do poder que cada palavra possui de tocar o coração de uma forma tão singular. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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