Pequenas permissões abrem espaço para grandes invasões. O problema é que fomos e somos criados, acreditando que para ser uma pessoa boa, temos que saber relevar.

É aí que uma linha fina é traçada, entre relevar algumas coisas corriqueiras, que não mereçam assim tanto a nossa atenção, e permitir que as pessoas nos desrespeitem, fazendo com que as nossas próprias vontades sejam ignoradas.

A vida pede compreensão, empatia e compaixão, sim, em doses altas. Mas, se quiser ser feliz e não adoecer de emoções e sentimentos entalados na sua garganta, a vida também exige amor próprio e autorrespeito.

É necessário que a gente aprenda a estabelecer limites, a não ter medo de exteriorizar nossas opiniões, nossas dúvidas, medos e seja lá o que for.

Ninguém tem o direito de decidir nada por você, ninguém tem o direito de julgar suas escolhas por mais erradas que elas sejam.

A jornada é sua, você planta e você colhe, então, faça da maneira que achar melhor, porque na hora do acerto com a vida, quem vai pagar a conta é você.

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Portanto, chega de permitir a intromissão alheia. Chega de se anular para fazer os outros felizes. Chega de ter medo de magoar e acabar sempre se magoando.

É necessário sempre encontrar o equilíbrio em tudo o que fazemos, e quando tiver que impor suas vontades, faça de maneira educada e lembre-se de que o seu espaço começa onde termina o do outro, mas deixe bem claro que o seu espaço é só seu, e quem decide como as coisas funcionam por aqui, é você.

Aprenda a dar voz às suas frustrações, aprenda a dizer adeus, para todos aqueles que não o aplaudem da mesma maneira que você os aplaude.

Às vezes rostos familiares, que você acreditou, serem definitivos na sua vida, sairão de cena, mas a vida segue, o show tem que continuar e você só precisa de quem precisa de você também.

Só permita o que lhe faz feliz e o que lhe faz bem, todo o resto, use como lição, e que todas as dores, cedo ou tarde, transformem-se em flores.

Não aceite invasões de privacidade, de vontades, de amor. Não aceite nada que não caiba no seu mundo, porque, se estiver difícil de encaixar é porque não é para entrar, então, solte, desapegue, deixe ir.

Permita sorrisos, verdades, saudades que falam e gritam nomes aos quatro cantos, permita a luz, permita Deus, e acima de tudo, permita-se e nunca se poupe de tudo que o fizer melhor e mais feliz!

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Wandy Luz
Wandy Luz tem 30 anos, mora em Londres há 11 e trabalha para a Fundação Bill Gates, é colunista e apresentadora do Boa Noite UK. É colunista do site Fãs da Psicanálise. "Enquanto vivo, sinto e aprendo, compartilho através de um bale não sincronizado de palavras, todos os segredos do meu coração".


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