O ser humano é dotado de cinco sentidos palpáveis e visíveis: o tato, a visão, a audição, o olfato e o paladar. Quando falamos sobre o “sexto sentido”, estamos lidando com uma sensação duvidosa, que está sempre presente, e ao mesmo tempo oculta. Que não pode ser comprovada e por vezes nos deixa confusos.

O sexto sentido é a intuição. O ato de intuir diz respeito à capacidade humana de pressentir ou discernir situações que não necessitam de análise ou raciocínio lógico. O que os espiritualistas chamam de “sopro dos espíritos”, uma espécie de conselho divino, os cientistas classificam como instinto inconsciente do ser humano.

Mesmo que você não tenha certeza do porquê, simplesmente você sabe o que fazer naquele instante e segue o seu palpite, confiando no que o seu corpo e a sua mente lhe dizem num rompante. Todos os seres humanos são dotados dessa capacidade. A diferença é que alguns analisam suas atitudes posteriormente e procuram uma explicação lógica para os acontecimentos. Enquanto outros, estão tão distraídos pela situação que nem percebem que algo de “impressionante” e inexplicável acabou de acontecer.

Subconsciente

Não se trata apenas de uma invenção ou desculpa para os impulsivos. A ciência tem despertado o interesse nesse campo. Alguns resultados surpreendentes mostraram aspectos físicos que atestam a existência, e a sensação real do sexto sentido.

Segundo matéria publicada pela revista Isto É, um grupo de dez empresários bem sucedidos foi submetido a testes psicológicos e fisiológicos. A bateria foi aplicada por uma equipe do professor Murray Gillin, da Universidade de Swinburne, na Austrália. Um dos testes consistia no fato de que os empresários tinham que escolher em quais empresas investir, apenas seguindo o palpite, já que foram oferecidas poucas informações sobre as empresas.

Questão do coração

Depois de tomarem uma decisão, as empresas foram reveladas. Algumas eram lucrativas e outras tinham fracassado. O importante é o resultado: “aqueles que fizeram boas escolhas demonstraram uma desaceleração no ritmo cardíaco seis segundos antes de assinarem suas opções” explica o veículo.

Leia Mais: A intuição e a conexão com o universo

“Descobrimos que o corpo passa por um pré-estímulo antes de o cérebro fazer a decisão. Ele vem do sistema nervoso autônomo, que controla o coração, entre outros órgãos”, argumenta o professor Gillin.

Para o neurologista Martin Portner, de Porto Alegre (RS), isso também prova de que o coração é um órgão sensorial e está envolvido no processo do sexto sentido. Talvez seja por esse motivo que nos dizem para “seguir o coração”.

O próprio gênio da física, Albert Einstein, também acreditava nesse potencial humano. “Não existe caminho lógico para a descoberta das leis do universo. O único caminho é a intuição”, ele disse.

Se Einstein acreditava em seu sexto sentido, talvez seja um bom caminho acreditarmos mais no nosso. Ele está sempre lá, nos “soprando” direções, pensamentos, atitudes e inspirações. Basta querermos ouvi-lo.

Você sabe qual é o seu sexto sentido? Senão, descubra já e utilize da melhor maneira possível toda a sua intuição.

(Fonte: istoe)

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