Quando a gente gosta de alguém, queremos ouvir, sempre que possível, que somos amados, adorados, gostados. Que, em alguma coisa, somos únicos e especiais.

Não há coisa mais gostosa do que ouvir, em tom de sussurro ou em gritos pela rua, que há alguém neste mundo que gosta de quem realmente somos, mesmo que sejamos esse eterno para-raios de confusões, esse vendaval de emoções; mesmo que procuremos aquele beijo afoito buscando achar um amor para a vida inteira.

Ouvir que somos amados é sempre como escutar o refrão da nossa melhor música.

Quando ficamos sabendo que alguém, por algum motivo louco da vida, deixou de gostar da gente ou de estar conosco, queremos saber, queremos ouvir o motivo desse desgostar, olho no olho.

O que aconteceu? Onde foi que desandou?

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É triste, mas necessário. É a vida, como sempre, com gostinho de tapa na cara.

Nosso coração precisa entender, precisa reorganizar o que devemos sentir daqui para a frente. Estar ciente de que alguém já não nos ama mais é sempre como ouvir a melodia mais cruel da nossa, um dia, melhor música.

Então, seja o que for, mas que seja a dois. Que as desavenças, os amores e as saudades, sejam sentidas e marcadas como ferro quente, mas nunca deixem de ser vividas por ambas as partes.

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Que na eternidade da distância, a gente sofra juntos. Que no calor da proximidade, nosso beijo tenha uma ternura mútua. Só não me deixe sentir sozinho o que tanto me dói. Só não me deixe sentir sozinho o que tanto me faz bem.

Que seja triste, louco ou paradisíaco, mas correspondido. Que eu saiba sentir todos os sentimentos do cardápio, mas que, por favor, seja recíproco; seja no pedido de adeus ou no de casamento.

(Autor: Frederico Elboni)
(Fonte: eoh.com.br)
*artigo publicado com autorização do site

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