Quando estamos no “piloto automático” nós reagimos automaticamente a tudo o que nos acontece, ou seja, quando nosso pensamento anda mais preocupado com projeções futuras ou remoendo acontecimentos passados nos esquecemos de estar presentes no agora e passamos a reagir na mesma velocidade e intensidade como os fatos atuais se mostram. Passamos a ser pessoas reativas e não proativas.

Uma opinião emitida que não esteja de acordo com a nossa forma de pensar é vista como uma ameaça ou uma crítica, mesmo quando a outra pessoa apenas expressou seu ponto de vista sem a intenção de ferir ou “cutucar” nossos sentimentos. Mas por que reagimos de maneira agressiva e instantânea?

Provavelmente porque estamos presos ao passado, a uma situação em que esta pessoa nos magoou e permanecemos na situação de vítimas, colocamos nosso sofrimento passado no estado presente, portanto, qualquer palavra emitida por ela será vista negativamente.

Mas o que fazer para sair deste estado de reação? Primeiro, deixar a síndrome de Gabriela para trás, o que significa que aquele comportamento “eu nasci assim, eu cresci assim e vou morrer assim” deve ser modificado.

Como? Assumindo que nem sempre somos vítimas do outro, mas vítimas de nós mesmos. Nossas escolhas, nossos pensamentos e nossas ações são responsabilidades nossa, temos a liberdade de fazê-las de acordo com nossa vontade e anseio, porém, também temos a responsabilidade de responder por elas.

Segundo, deixe o passado em seu devido lugar. O que passou não pode voltar. E se nos equivocamos podemos evitar o equívoco no presente. Ouvir, observar e compreender são ferramentas importantes para serem usadas agora.

Assim passamos da reação para a ação, sem esperar que o outro faça primeiro para então reagir, no entanto, nós damos o primeiro passo, sem esperar nada em troca.

Leia mais: Não viva o amanhã, você ainda não o tem

Terceiro, não desenhe seu futuro sem viver o presente. Projetando situações que ainda nem aconteceram acabamos por esquecer que nosso futuro só é possível se o presente acontece. Esse atropelamento dos fatos acaba por gerar frustrações e nunca estaremos satisfeitos.

Estar presente no hoje, faz com que nosso amanhã seja mais próspero e nosso passado menos doloroso.

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Natalia Garrido
Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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