Como identificar se uma relação é saudável? Sugestão: observe, seu corpo, sua mente e seus sentimentos durante e após a interação com a pessoa.

Falamos muito em relações saudáveis, mas, em geral, como tendemos a ser mais mentais, fica difícil identificarmos, na prática, quando uma relação é saudável e quando não é.

Existem dicas práticas para desenvolvermos essa percepção. Primeiro temos que meditar muito para nos autoconhecermos. Precisamos ter a habilidade de ficarmos sozinhos para sabermos como somos sem a presença de outra pessoa. No momento da interação com alguém devemos estar conscientes para não sermos projetivos.

Sugestões:
– Ao conversar com a pessoa e após a conversa, como fica seu corpo? Cansado ou revitalizado?
– Ao conversar com a pessoa você tem vontade de ficar horas ali ou tem o impulso interno de sair correndo, tamanha a desafinidade?
– Que pensamentos você tem ao conversar com a pessoa e após a conversa? Que sentimentos ela te inspira?
– Você sente autoestima baixa, por exemplo? Sente medo, raiva, desânimo com a vida?
Se sim, pode ser um sinal de que a relação não é saudável para você.

No caso de um relacionamento afetivo: como ficou sua vida após o parceiro(a) entrar nela? Você passou a ter dificuldades financeiras? Baixa autoestima? Sentimentos de desmotivação constantes? Dores no corpo? Passou a se autocriticar muito?

Podem ser sinais de que essa pessoa é uma “vampira energética”. Claro que isso não significa que ela é culpada de algo, afinal, você a atraiu para sua vida por algum motivo, não é mesmo?

Em algum nível, ela está espelhando alguns aspectos seus de sombra. Mas nem por isso você precisa manter a relação: você pode agradecer o aprendizado, as trocas e distanciar-se saudavelmente, de modo a não se sentir mais sugado. Pode enviar boas energias à distância, mas não precisa se autoimpingir um convívio compulsório.

Quando a distância física não é possível, por alguma razão, pratique-a internamente. Como ensina o Arly, ao interagir com a pessoa, respire diferente dela e não conte coisas muito pessoais a ela.

Pronto: não é porque você atraiu uma relação indigna que você tem que se manter nela quando já tomou consciência da indignidade, não é mesmo?

(Autora: Gisela Vallin)

(Fonte: giselavallin)

*Texto publicado com autorização da autora.

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