“Amar é dar às pessoas a liberdade de escolher quem desejam ser e onde querem estar. Amar é deixar que elas façam parte da nossa vida por vontade própria.”

Li essa frase no Facebook e fiquei mexida. Revirei a internet para saber a autoria, porém não descobri. Mas o certo é que eu gostaria muito de tê-la escrito. Mas afinal, o que é o amor? Em que momento de nossas vidas passamos a confundir esse sentimento tão nobre que é o amor com o sentimento de posse sobre o outro? Fiquei pensando sobre o assunto por muitos dias… E as conclusões a que cheguei? Bem… Vou contar tudo para vocês nesse post!

Vou começar falando sobre a pintora mexicana ícone da liberdade feminina, Frida Kahlo. Como é sabido, Frida teve muitos casos amorosos ao longo da vida, com homens e mulheres. No entanto, seu grande amor era o pintor também mexicano Diego Rivera, ou como ela gostava de se referir: o MEU Diego. Notem aqui um claro sentimento de posse sobre Diego, em contrassenso ao comportamento ultra liberal da artista. Mesmo ela, sendo quem era, sentia-se um pouco dona do SEU Diego.

Mas por que isso acontece? Por que nós, humanos, teimamos em exercer o sentimento de posse sobre aqueles que amamos? Simples: porque somos egoístas e não percebemos que a caminhada de cada um é única. Ora, minha gente, somos seres individuais e devemos nos unir a outra pessoa por opção, mantendo sempre a nossa individualidade e, também, respeitando o espaço do outro. A ideia de que o amor nos faz um ser único é romântica. Não nos tornamos um só! O amor verdadeiro liberta. Não aprisiona, não é simbiose. Continuamos sendo dois, caminhando lado a lado. Mas por que, então, surge o sentimento de MEU e SEU nas relações de amor? Seria o amor uma mistura de posse e liberdade?

Amigas, eis um paradoxo para nós humanos! E percebam: nem Frida conseguiu escapar dele… Com muita sensibilidade, ao vivenciar a contradição do amor com seu Diego, Frida escreveu um poema lindo intitulado Mereces un Amor. Esse poema maravilhoso e atemporal encoraja as mulheres a assumirem sua verdadeira identidade no amor, acima de qualquer padrão que a sociedade ou alguém possa impor. Esse poema empodera as mulheres, incitando-as a se aceitarem, a se amarem e a serem quem elas desejam realmente ser.

Todas nós merecemos ser amadas por aquilo que somos e do jeito que somos, sem qualquer modificação para agradar. Quem entrar em nossas vidas, deve ficar por opção, aceitando-nos do nosso jeito. Todas nós merecemos um amor que nos respeite, que respeite a nossa liberdade, que nos apoie em nossas loucuras. Junto de cada uma de nós há de estar alguém que orgulhe-se de quem somos sem julgamentos dos nossos defeitos, sem freios aos nossos sonhos… Enfim, alguém que nos receba e nos acolha, sem impor pré-requisitos ao amor.

Leia Mais: Aprenda a se amar – Como ter amor próprio

Vamos ler o poema, em tradução livre?

“Você merece um amor que a ame quando você estiver despenteada, aceitando as razões que a fazem acordar rapidamente, e os medos que não permitem que você durma.

Você merece um amor que faça com que você se sinta segura. Que a ajude a conquistar o mundo ao pegar em sua mão, que sinta que seus abraços se encaixam perfeitamente com sua pele.

Você merece um amor que deseje estar ao seu lado, visitar o paraíso apenas olhando seus olhos, e que nunca fique entediado lendo suas expressões.

Você merece um amor que a ouça cantar, que apoie todas as suas loucuras, que respeita sua liberdade e que a acompanhe em seu voo, que não a deixe cair.

Você merece um amor que afaste as mentiras. E que traga sonhos, café, poesia.”

Estão boquiabertas? Gente, essa é a mais linda e perfeita definição de amor que eu já ouvi. De tudo isso, lhes digo: valorizem-se. Amem antes de mais nada a si. Sejam essencialmente vocês. Não mudem para agradar quem quer que seja. Preocupem-se em amar seus corpos, suas mentes, seus valores, suas essências. Não tenham medo de ser aquilo que vieram ao mundo para ser.

Nunca se subjuguem para merecer o amor de alguém. Ofereçam aquilo que são e jamais precisarão fingir. E quando o amor bater em suas portas, não temam, se entreguem. Mas lembrem-se: mantenham sempre a individualidade. Todas nós merecemos um amor maduro, um amor verdadeiro, um amor que nos respeite. É o que eu sinceramente desejo a todas as mulheres de todos os tempos. Como lindamente cantou Frejat: “desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansada, ainda exista amor (verdadeiro) prá recomeçar.”

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