Tratar uma doença crônica por 40 anos com remédio que não faz efeito. Este foi o calvário do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, até ele ser submetido a um teste genético chamado genomind, nos Estados Unidos. O teste é uma novidade e traz um alento às pessoas que sofrem de depressão.

Em matéria exibida no programa “Bem Estar”, também da Globo, Jorge Pontual declarou ser depressivo crônico e que, só após fazer este teste com o psiquiatra norte-americano Samuel Sharmat, teve sua vida completamente mudada para melhor. Agora ele sabe quais remédios fazem efeito para sua doença e os que não fazem. “Estou tomando o remédio certo e o resultado é incrível. Meu humor melhorou muito. A depressão ficou sob controle”, relatou o jornalista.

O psiquiatra Samuel Sharmat diz que Pontual tem uma variante de um gene que o predispõe à depressão porque altera a forma como o cérebro fabrica o neurotransmissor serotonina, que promove a sensação de felicidade e calma. “Quando falta serotonina, nós ficamos ansiosos e deprimidos”, explicou o médico.

No caso de Pontual, o genomind analisou 18 genes ligados à saúde mental. “Descobriu-se que eu tenho um gene que faz com que eu não produza, na quantidade certa, uma enzima que processa o ácido fólico, de onde vai acabar surgindo a serotonina; neurotransmissor essencial para a pessoa ter estabilidade emocional”, explicou Pontual. “Também descobri que tenho um gene que faz com que eu absorva rápido demais os medicamentos. Por causa disto, eles não fazem efeito. O psiquiatra me deu uma lista destes remédios e foram justamente os que eu tomei até então e que não resolviam nada pra mim”, contou, informando que o teste é caro, mas já é coberto por alguns seguros de saúde nos Estados Unidos. No Brasil, ainda não está disponível.

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Estigma

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. Conforme as estimativas da organização, entre 2005 e 2015 houve um aumento de mais de 18% nos casos.

“Depressão é um problema de falta de neurotransmissores, como serotonina e dopamina no cérebro, e as pessoas têm uma impressão errada que quem tem depressão se entrega, não reage. Tem muita gente que me escreveu, depois da reportagem no ‘Bem Estar’, dizendo que não entendia como um jornalista, que é correspondente da Globo em Nova York, morando em Manhattan, tem depressão. Uma coisa não tem nada a ver com outra. Depressão é uma doença crônica e tem que tomar remédio para corrigir”, disse o correspondente em programa da Globo News.

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