Pesquisa feita pelo IBOPE e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) aponta que atualmente, 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos, são 30 milhões de pessoas. Esse número dobrou desde a última pesquisa, realizada em 2012.

Em grandes capitais como São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro, este percentual sobe para 16%. A preocupação com o meio ambiente, com os direitos dos animais e com a saúde tem atraído um número cada vez maior de brasileiros para o vegetarianismo.

A nutricionista Alessandra Luglio é embaixadora da Fundação BCFN (Barilla Center for Food and Nutrition) que estuda o impacto ambiental dos sistemas de produção de alimentos segundo ela, “A valorização dos produtos de origem animal faz com que tenhamos uma destruição ecológica muito grande. Ou seja, utilizamos muitos recursos ambientais como água, e metros quadrados de terra e ainda emitimos uma grande quantidade de gás carbônico. Até quando vamos continuar produzindo alimentos dessa forma?”.

Um estudo feito pela Fundação revelou que a substituição de 100 gramas de um alimento de origem animal, como a carne vermelha, por 100 gramas de outro, de origem vegetal, como o feijão, poderia alcançar cerca de 46 a 74% das reduções de gases do efeito estufa necessárias para atingir a meta de 2020, dos Estados Unidos. Esta mudança também liberaria 42% das terras cultivadas do país. “No nosso prato temos a maior ferramenta para conseguirmos evitar a elevação da temperatura global”, completa Alessandra

Tendência no ramo da alimentação

Diante desse cenário grandes empresas nacionais e internacionais do ramo de alimentação estão investindo em alternativas para o uso das proteínas de origem animal. É nesse contexto que surge a alimentação , que incentiva o consumo de alimentos de origem vegetal na sua forma mais íntegra, isenta de alimentos de origem animal, como carnes, produtos lácteos e ovos, e desencoraja o consumo de alimentos refinados e processados.

Nos últimos anos, o número de veganos e de vegetarianos tem crescido em todo mundo e mais recentemente apareceu um grupo que se consideram ‘flexitarianos’; pessoas que ainda não conseguiram retirar completamente as proteínas animais do cardápio, mas estão dispostas a diminuir esse consumo.

Para Luglio, “essas pessoas devem ser vistas como a grande fatia do mercado (ou seja, devem ser vistos com um público-alvo importante para o mercado). Você não precisa mudar sua vida radicalmente para ser um cidadão mais consciente, você pode ir aos poucos e fazer gradativamente a sua parte”.

Fonte: glutenfreebrasil.com

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