Muito tempo atrás, lá pelos meus inseguros vinte anos, encontrei uma senhora, independente, criativa, inteligente e poderosa que devia estar nos seus setenta e tantos anos e que me deu um conselho maravilhoso sobre a sabedoria da vida.

Ela disse – A gente passa nossos vinte e trinta anos tentando duramente ser perfeitos, porque nos preocupamos muito com o que os outros irão pensar de nós.

Então chegamos aos quarenta e cinquenta e começamos a nos libertar dessa preocupação, porque decidimos que não estamos nem aí para o que os outros possam pensar.

Mas você não estará completamente livre até chegar aos sessenta e setenta, quando você realmente se dá conta de uma verdade libertadora: Ninguém nunca esteve preocupado ou pensando sobre você.

As pessoas passam a maior parte do tempo pensando nelas mesmas. Elas não tem tempo para se preocupar com o que você está fazendo, ou como você está indo, porque estão todas envoltas nos seus próprios dramas e preocupações.

A atenção das pessoas pode se concentrar em você por uns momentos (se você tiver um sucesso ou um fracasso espetacular em público por exemplo), mas essa atenção logo vai voltar para onde sempre esteve – nelas mesmas!

Mesmo que isso pareça horrível e nos sintamos solitários, não ser a primeira preocupação na vida das pessoas (um choque para o nosso narcisismo), existe um grande conforto nessa ideia.

Você está livre, porque todos estão ocupados com eles mesmos para se preocupar muito com você.

Por isso, vá ser quem você quiser ser. Faça o que quiser fazer. Siga o que te fascinar e que te traga vida na sua plenitude. Tente, se arrisque, mude de ideia! Erre e tente de novo, ou desista! Crie o que quiser criar, e deixe tudo ser estupendamente imperfeito, porque é muitíssimo certo que quase ninguém vai notar. E isso é maravilhoso e libertador!

*Texto escrito por Elizabeth Gilbert e  adaptado  por Genaldo Vargas

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Genaldo Vargas
Psicanalista, Palestrante, Professor Universitário, Viajante do mundo, curioso e eterno aprendiz..... É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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