Há uma antítese entre confiança e controle, quanto menor a confiança maior a busca de controle e quanto maior a tentativa de controle, menor o sentimento de confiança.

O problema é que a atitude controladora leva a uma insegurança cada vez maior, visto que as coisas, tanto dentro quanto fora de nós, são variáveis/mutáveis, ou seja, na maioria das vezes não são controláveis.

Você não controla sua respiração, você não sabe se vai ter um avc em alguns anos ou se um meteoro vai cair na sua cabeça no próximo minuto. Nem por isso você deixa de viver – pelo menos não deveria. Deixe para sofrer se acontecer, enquanto não acontece, confie. A confiança é a base de qualquer relacionamento interpessoal saudável e os simplifica.

Não há relacionamento que suporte falta de confiança. De um lado alguém sempre na defensiva, com medo, sofrendo por antecipação e do outro alguém sufocado, constantemente vigiado, que não pode nem pensar em respirar diferente. Se pergunte: existe uma ameaça real? Essa ameaça é atual ou é uma repetição de um trauma?

Caso não exista ameaça atual, tente não se basear em relações/situações anteriores, pois as pessoas não são as mesmas e nem vão fazer as mesmas coisas. Se possível converse com o parceiro e deixe claro o como tem se sentido. Contudo, o melhor a fazer é olhar para si e buscar de onde se origina essa emoção “desproporcional”.

Como você tem estado? Está sempre na defensiva? Você tem vivido no presente ou no futuro? Você está confortável com você? Uma autoestima baixa, uma infância traumática ou ter sentido a dor de uma traição dificultam sim nossa capacidade de confiar no outro, porém nós somos responsáveis pelo que sentimos e temos a possibilidade de mudar e o primeiro passo para a mudança é aceitar nossa vulnerabilidade.

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Gabriela Richena Ferreira
Piracicabana, tem 26 anos, é formada em psicologia e é uma grande apreciadora das sutilezas da vida.

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