Você já ficou surpreso ao se voltar para pensamentos negativos e dolorosos e descobrir que eles simplesmente não vão embora? Ou você já esteve na companhia de pessoas que reclamam de tudo? Que, apesar de seus esforços, eles simplesmente continuam sua história de autodestruição dia após dia?

Acho que nenhum de nós escolhe deliberadamente se diminuir. Afinal, estamos programados para querer ser a melhor versão de nós mesmos.

Mas, surpreendentemente, nosso cérebro também está conectado para ativar seu sistema de recompensa quando sentimos emoções negativas, como vergonha, culpa e preocupação.

Em outro momento da história, essa resposta pode certamente ter nos ajudado a sair de nossas cavernas e caçar comida, ou mudar nossos costumes, para que não fôssemos expulsos de nossa tribo condenada à morte certa. Hoje, porém, quando os motivos do medo estão principalmente em nossa mente, esse atributo evolutivo pode estar causando mais mal do que bem.

A boa notícia é que não precisamos continuar sendo vítimas de nossa programação evolutiva. Temos a capacidade de cancelá-la quando necessário, e aqui oferecemos ferramentas para que se alcance essa finalidade.

Nomeie a emoção

As emoções surgem em uma parte do cérebro que não é verbal e transmite suas mensagens através de sensações corporais.

Essa forma de comunicação pode não ser muito eficaz em nós, pois estamos acostumados a processar tudo com os centros de linguagem do nosso cérebro. Simplesmente dar um nome à emoção (pensando: “medo” ou “vergonha”) a move dos sistemas cerebrais com carga emocional para as áreas mais racionais, onde podemos entender o que está acontecendo.

Pergunte a si mesmo se o que sente é ansiedade, preocupação, tristeza ou frustração. Verbalizar uma emoção ajuda o cérebro a controlá-la, em vez de ficar à mercê de seu desejo de agir.

Identifique o pensamento

A cada emoção vem um comentário mental do que está acontecendo. Esse comentário nos ajuda a entender o mundo ao nosso redor, à medida que reconstruímos o motivo de nossa reação com base no que sabemos sobre o mundo.

É interessante notar que, embora o significado que damos a uma situação seja doloroso, se corrobora nossos quadros mentais, sentimos uma sensação agridoce. “Ela se recusou a vir porque eu não gosto dela” não é um pensamento feliz, mas para uma mente que pensa que é incapaz de ser amada e tem medo de rejeição, causa a liberação do hormônio do prazer dopamina.

Jogue os opostos

É aqui que temos que ser protetores sábios do nosso espaço mental. Quando a nossa voz interior diz: “Ela não me ama”, dizemos: “Ela me ama muito”. Quando ela diz: “Eu odeio meu trabalho”, dizemos: “Meu trabalho tem potencial de crescimento”.

Coloque no detetive

Agora começa a diversão! Armado com esse pensamento oposto, orientado acima, procure exemplos em que isso seja verdade. É muito provável que você encontre pelo menos um exemplo, por menor que seja. E quando o fizer, construa algo sobre ele.

Deixe aquecer você, excite você, cresça em sua mente. Com quem você estava, o que eles disseram, como você se sentiu, o que você fez? Quanto mais você pensa sobre isso, mais ele se afunda na sua memória de longo prazo e muda sutilmente os quadros mentais que tiram a alegria do mundo.

Decida sua próxima jogada

Agora que você tem uma visão mais realista da situação, o que você fará sobre isso? Você ainda vai ficar de mau humor? Ou você decide se levantar e tomar as medidas necessárias para seguir em frente? Você liga para um amigo? Ou você pensa em como pode aproveitar as oportunidades no trabalho?

Lembre-se de que a tomada de decisão faz você se sentir sob controle, e é exatamente isso que o cérebro precisa quando está despertando dos mesmos velhos pensamentos.

(Fonte Original gutenberg.rocks)
*Texto traduzido e adaptado por Naná cml da equipe Fãs da Psicanálise.

*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Fãs da Psicanálise. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

(Imagem: pexels.com)

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