O príncipe Harry, de 33 anos, falou abertamente sobre a ‘guerra’ que as pessoas com problemas mentais têm consigo mesmas, incluindo o seu próprio sofrimento após a perda da mãe, a princesa Diana. No primeiro episódio do podcast Mad World, do The Telegraph, Harry contou à jornalista Bryony Gordon como foram os anos que se seguiram à morte da Princesa de Gales.

“Passava a maior parte da minha vida a dizer ‘eu estou bem’ e o que é certo é que a maioria de nós não está preparada para bater tão fundo. Por isso, hoje estou bem, um pouco nervoso e com o peito apertado, mas estou bem”, contou Harry, durante a meia hora de entrevista, onde também se falou da fundação de apoio às pessoas com problemas de saúde mental criada pelo príncipe e pelos Duques de Cambridge, William e Kate Middleton, a Heads Together.

O príncipe referiu que o facto de ter perdido a mãe em 1997 e da morte ter sido tão mediática afetou a sua vida pessoal e pública e, consequentemente, a sua saúde mental. “Posso dizer seguramente que ter perdido a minha mãe com 12 anos e, a partir daí, me ter fechado e não ter expressado as minhas emoções durante os últimos 20 anos teve um impacto muito sério na minha vida pessoal, mas também no meu trabalho”, contou.

“A minha maneira de lidar com isso foi enfiar a cabeça na areia e recusar-me a pensar na minha mãe, porque de que forma é que pensar ia ajudar?”. Depois de anos a evitar esses pensamentos e de ter acumulado esse sofrimento ao longo dos seus 20 anos, o príncipe diz ter vivido o “caos total” durante dois anos.

Com 28, e com o “enorme apoio” do irmão William, Harry começou a procurar profissionais e a fazer terapia. O príncipe começou também a praticar boxe como mecanismo de compensação. “Estava prestes a bater em alguém”, confessou.

Príncipe Harry, disse ainda que decidiu revelar o que passou como forma de incentivar as pessoas a quebrarem o estigma que envolve questões de saúde mental e da necessidade de procurar um psicólogo quando precisa de ajuda.

“Por causa do processo pelo qual venho passando nos últimos 2, 3 anos, eu agora consigo levar o meu trabalho a sério, levar a minha vida pessoal a sério e colocar todo o meu esforço naquilo que realmente faz a diferença”, disse. “Não importa quem você é, a conversa precisa ser o começo dessa mudança”.

 

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