Quantas vezes você já ouviu a frase “Você é o que você come”? A ideia por trás deste mantra de dieta agora infame é que, para estar em forma e saudável, você tem que comer alimentos nutritivos. A mensagem por trás disso? Suas ações têm ramificações diretas em seu corpo e sua mente.

Agora, considere este ditado: “Você é o que você diz.” Justo ou não, o que você comunica aos outros pode levá-los a fazer suposições sobre seu caráter – um conceito chamado inferência de característica espontânea.

Esse fenômeno psicológico sustenta que as pessoas são percebidas como possuidoras de traços que descrevem nos outros. Vários experimentos mostraram que as pessoas podem associar características a outros sem pensar racionalmente.

Pense dessa maneira: quanto mais você fala sobre uma determinada característica – mesmo se estiver descrevendo outra pessoa e não a si mesmo – mais notável e memorável essa característica se torna na mente da outra pessoa. Através de um processo associativo no cérebro, eles começam a pensar em você juntamente com a característica descrita (semelhante a como quando você ouve “zebra” e começa a pensar em “listras”).

É crucial que você tenha em mente a inferência de característica espontânea no escritório, para o bem do seu trabalho atual e suas perspectivas de carreira. Veja como usar esse conceito para melhorar sua reputação, influenciar pessoas e tornar-se excepcionalmente mais agradável no processo:

Não faça fofoca – sem exceções

Se você precisa de um bom motivo para manter sua língua sob controle, a inferência de característica espontânea diz que, toda vez que você compartilhar algo negativo sobre alguém, a pessoa para quem você está tagarelando pode começar a pensar em você como aquela caracterizada por esse traço.

Tradução: quando você chama um colega de fofoqueiro para outro colega de trabalho, você é aquele que será visto como um fofoqueiro. As pessoas começarão a questionar seus motivos e concluirão que você não é indigno de confiança.

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Em um ambiente profissional, não há realmente nenhuma desculpa para falar mal de outras pessoas – seja seu cliente, colega ou CEO. Isso cria tensão desnecessária, rotula você como mesquinho e é simplesmente péssimo.

Encontre maneiras mais saudáveis de lidar com o estresse de ter um gerente mal-humorado ou um cliente impossível. Melhor ainda, dedique algum tempo ao desenvolvimento de estratégias proativas para lidar com pessoas difíceis, seja com a ajuda de um profissional ou educando a si mesmo para reagir melhor.

Escolha suas palavras com sabedoria

Armado com o conhecimento de que suas palavras podem se voltar contra você, você deve prestar mais atenção a como se comunica em um ambiente profissional. Por exemplo, desculpar-se demais ou usar linguagem que subestime as pessoas pode não apenas afetar seus níveis de confiança, mas também o modo como os outros o percebem.

Por outro lado, ser generoso com elogios e cumprimentos (quando necessário, não para puxar o saco) é uma ótima maneira de mostrar liderança compassiva. Durante o próximo encontro com seu chefe, considere compartilhar feedback positivo sobre outros membros de sua equipe.

Aja como gostaria que agissem com você

Faça aos outros aquilo… você sabe o resto. Como você se sentiria em um evento de networking, sozinho? E no primeiro dia de trabalho, ou em um happy hour pela primeira vez com novos colegas? Como você gostaria de ser tratado pela nova empresa que o contratou? E pelo seu chefe depois de uma grande vitória?

Como você já sabe que a inferência de característica espontânea pode inconscientemente transferir para você as características que você menciona sobre os outros, dê o seu melhor, comportando-se exatamente como gostaria de ser tratado por aqueles ao seu redor. Ressentido pela promoção de um colega? Pense em como você gostaria de ser tratado no lugar dele e aja de acordo, oferecendo-lhe cumprimentos calorosos.

O fenômeno da inferência de característica espontânea pode afetar suas interações na carreira. Tenha isso em mente quando estiver se comunicando com alguém em seu trabalho, o que inclui ouvir com clareza os outros para que você não seja o culpado de inferência de característica também.

(Link original: psychcentral)
*Traduzido e adaptado por Marcela Jahjah, da equipe Fãs da Psicanálise

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