A inteligência emocional é a capacidade de identificar e gerenciar suas próprias emoções e as emoções dos outros .

Poderíamos incluir três habilidades básicas :

1. Consciência emocional:

A capacidade de identificar suas próprias emoções e as dos outros. Estar ciente de que o mundo nem as pessoas estão aí para serví-lo e que os objetivos tem que ser conquistados, devidamente valorizados e celebrados.

2. A capacidade de aproveitar as emoções e aplicá-los a tarefas como pensar e resolver problemas:

Saber reconhecer seus limites e capacidades como também suas potencialidades. Fazer bem feito o que souber fazer e buscar ajuda no que não tem suficiente habilidade.

3. A capacidade de administrar as emoções, incluindo a possibilidade de regular além das suas próprias emoções, a de animar, motivar ou acalmar outras pessoas:

Ao saber da impossibilidade de querer tudo (nas crianças se estabelece os limites para evitar o vazio que o querer tudo e não saber o que fazer com isso, desencadeia) estabelecer o que é possível, o que é necessário e do que pode e deve abrir mão.

Do ponto de vista Psicanalítico, a Inteligência Emocional está diretamente ligada à maturidade emocional, o que significa ter um olhar e atitude madura sobre as desavenças do dia a dia.

Leia mais: Mitos sobre inteligência emocional

É óbvio, que dentro da genética, da criação, do ambiente, das influências e dos desejos que nos constituem e movem, inconscientemente muitas vezes não identificamos o que nos coloca em ações de “emburrecimento” emocional, fazendo com que tenhamos arrependimentos pelas nossas atitudes. A quantidade desses arrependimentos é um fator para ser levado a sério.

Mecanismos de defesa, sensação de estar sendo atacado, ou pior ainda, desprezado ou não ter o valor devidamente reconhecido, são ingredientes muito comuns nos “destemperos” emocionais.

É sair do “Princípio de Prazer” Freudiano para o “Princípio de Realidade” que diferencia o Hedonista, o Narcisista, o regredido infantilmente, que se permaneceu na fase oral do desenvolvimento, daquele que sabe lidar com as frustrações inevitáveis do cotidiano.

Reconhecer o tempo possível. Saber esperar portanto, quando necessário, é um sinal de Inteligência Emocional.

Saber lidar com as perdas e frustrações, que acontecem sempre. Fazer o luto necessário, mas ter capacidade de se recuperar e recomeçar em outro patamar, na espiral da vida, que tudo muda e se transforma o tempo todo.

Devemos incluir aceitar a passagem dos anos, sabendo tirar proveito de cada fase com a motivação, disposição e energia possíveis. Aceitando a perda do que não está mais ao alcance.

Com a passagem dos anos, saber abrir mão dos desejos, dos sonhos e ações, abrindo caminho para uma vida mais equilibrada, com os prazeres possíveis, com a calma e sabedoria necessária para desfrutar do momento. E ter novos sonhos…

Viver sempre no aqui e agora, deixando o passado que gera depressão e o futuro que gera ansiedade para cada tempo. Um já passou e o outro não se sabe se virá nem como virá.

Cerca de 80% das nossas preocupações são decorrentes de pensamentos que nunca se realizarão. O medo é um grande desencadeador de explosões emocionais, mesmo que silenciosas.

Leia mais: Inteligência emocional é superestimada

É inteligente portanto, viver no presente, o único momento onde você pode ser feliz e mudar o que quiser, se quiser e for necessário.

E cuidado com os pensamentos. Eles são poderosos. Podem te salvar ou prejudicar.

A Física Quântica já consegue detectar a energia do pensamento que é capaz de criar as realidades que queremos…ou pelo menos pensamos.

Hoje, com a Epigenética e as Neurociências, já sabemos que outros fatores além dos mapeados pela Psico-Soma, influem diretamente no desenvolvimento do que se chama Inteligência Emocional.

Além da genética e do ambiente, temos os hábitos que podem influenciar na maneira como vemos e enfrentamos os problemas.

Para um melhor cuidado do emocional propriamente dito, temos outros cuidados que não podem ser negligenciados e influenciam diretamente nosso comportamento no dia a dia.

– Físico – O exercício físico regular libera endorfinas que regulam o sistema nervoso e imunitário, melhoram a disposição e o humor.

– Espiritual – Existem provas científicas de que a meditação, yoga ou mesmo algum tipo de ligação transcendente, auxilia no controle das emoções e consequentemente dos sistemas físicos do organismo.

Leia mais: 14 sinais de que você tem inteligência emocional

– Sensorial – A qualidade das nossas relações afetivas e amorosas comprovadamente ajudam a melhorar nosso organismo, disposição e humor.

– Profissional – A necessidade de se fazer aquilo que tem prazer em fazer é um dos mais fortes componentes do equilíbrio e satisfação emocional.

Falando em humor, se não for ironia ou mecanismo de defesa, o bom humor é um dos mais fortes sinais de inteligência emocional.

Muitas coisas estão sendo descobertas, mas já se sabe muito sobre o que é necessário para se ter uma vida emocionalmente equilibrada.

Preste atenção em você mesmo, esteja atento e verifique como reagiria ou agiria se estivesse observando à distância.

Tente se dar conta no momento em que as coisas ocorrem, respire fundo, conte até cinco e pergunte-se: Como eu agiria se estivesse à distância?

Se isso ocorresse amanhã ou se eu fosse mais maduro emocionalmente ou não estivesse com medo?

Leia mais: Como definir maturidade emocional?

Certamente terá que haver uma “desconstrução” dos nossos condicionamentos, mas o esforço vale a pena.

A vida começa a ser mais leve e os problemas vão ficando menores.

Compartilhar
Genaldo Vargas
Psicanalista, Palestrante, Professor Universitário, Viajante do mundo, curioso e eterno aprendiz..... É colunista do site Fãs da Psicanálise.



1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA