Você já percebeu que temos a tendência de sempre estar esperando algo novo para darmos início a uma atividade pendente, para tomarmos alguma atitude?

Esperamos a segunda-feira para começar uma dieta, esperamos um novo ano para nossa vida mudar, esperamos um novo emprego para ficarmos felizes, esperamos novas roupas para sentir-nos mais atraentes, esperamos um novo governo para que o país melhore…

Assim passa a vida. E algumas pessoas não se dão conta que continuam esperando algo que não vai chegar, pois o ponto de partida está em olhar para dentro e não para fora. Esse é um processo de vitimização, ou seja, atribuo ao outro uma limitação minha e procrastino tudo em minha vida.

Ao invés de reclamar do governo precisamos pensar o que está ao nosso alcance para fazer. Talvez seja recolher o lixo que vemos na praia e colocar na lixeira, mesmo que tenha sido outro que sujou, talvez seja economizando água, talvez seja…

Talvez sejam pequenos gestos, que somados a outros milhões de pequenos gestos gerem um gesto maior e aos poucos, talvez bem aos poucos, comecemos a perceber um mundo melhor, partindo das nossas próprias ações.

Esperar algo ideal é nosso maior equívoco. Quem sabe podemos nos espelhar no pequeno beija-flor que fugia de um incêndio na floresta junto com os outros animais, mas fazia algo diferente, tomava gotas d’água de um lago e as jogava no fogo. Então um tatu, intrigado, perguntou-lhe:

– “Você acha que vai apagar o fogo com essas gotas?”

E o beija-flor respondeu:

– “Com certeza não. Mas, faço a minha parte”.

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Estamos sempre aguardando fórmulas mágicas, pessoas que resolvam grandes problemas, sempre esperando o momento ideal…

Vamos fazer diferente? Vamos ficar felizes com nosso pequeno ato de limpar algo que não sujamos, sem reclamar, com boa vontade e na certeza que são pequenos exemplos que geram comportamento semelhante e logo uma cadeia de comportamentos diferentes estará pelo mundo todo.

Já existem muitas correntes de pessoas que fazem a sua parte, quem sabe cabe a nós começar a nos comportar como elos e ir unindo todos esses pedaços de correntes. Eu faço, o vizinho me toma como exemplo e faz também, logo temos muitos mais elos. Como dizem: trabalho de formiguinha, mas se as formiguinhas não existissem…

Ao invés de criticar algo, vamos substituir essa crítica por uma ação concreta de solução para o problema em foco. Ao fazer essa ação começamos a iluminar nossa mente, a iluminar nosso caminho, a gerar química positiva para nosso cérebro e, quanto mais “mentes iluminadas”, mais elos.

Ao mudarmos nossas mentes e atitudes com certeza mudaremos o mundo.

E você? Concorda?

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Isabel Rios Piñeiro
Apaixonada por ajudar cada pessoa na sua metamorfose em um ser mais saudável, próspero e feliz! É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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