Ele precisa se mostrar macho entre os amigos do WhatsApp, logo pela manhã manda alguma pornografia no grupo. Ela lê sobre bons homens, dicas, coisas que um futuro marido deve ter, junto de uma foto de uma caixa torácica de dar inveja.

Essa minha geração é broxante, se abrimos a porta do carro, somos retrógrados ou queremos impressionar para um sexo casual, se beijamos sua testa estamos sendo apressados em demonstrar afeto. Como se julgar os outros fosse um acessório de fábrica dessa geração. E fizesse nós percebermos quem é canalha, vazio, aproveitador.

Ninguém se propõe a uma conversa de rosto limpo, não digo sem maquiagem, mas sem máscaras. Querem mostrar pessoas que não são. Tem medo de não saberem lidar com sua verdadeira aparência.

Ela enumera em menos de um minuto as qualidades de um futuro cônjuge, como se fosse perfeita, como se ela não tivesse falhas. Ela faz o que dá na telha, porque se sente no direito de “aproveitar a vida” igual a esses ”pias” que acreditam serem homens.

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Quando um bom homem aparece, o que acontece? Fica na defensiva, até que ele canse de investir, canse de tentar, canse de mostrar que pode valer a pena e depois reclama que os homens desistem e que eles estão em extinção.

Essa minha geração tem medo do envolvimento emocional. Talvez porque não seja emocionalmente maduro.

É uma geração inflexível, tola, infeliz. Não existe mais a expressão “perdidamente apaixonado”. Acho muito curioso, uma geração que não quer se envolver saber tudo sobre relacionamento, no mínimo contraditório. Não é uma questão de buscar a perfeição, mas de ir atrás daquilo que nos faz bem, começando por dentro e se permitindo sentir o que já está perdido faz muitos anos.

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Se você quer, talvez descubra mais de 50 qualidades nele, mas para isso é preciso descer do salto, olhar no olho e sentir a pele tocando sua mão. É preciso abrir mão dessa casca criada por sua falta de coragem em acreditar em algo que existe sim, só é preciso cavar mais profundo dentro dessa pedra que pulsa sangue dentro do seu peito.

E vocês homens? Podem deixar a barba crescer, podem se vestir como adultos, mas sabemos que dentro desse semblante feliz, existe um menininho morrendo de medo de amar.

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Gabriel Capeletti
Professor por vocação, estudante de psicologia por paixão, morador da Serra gaúcha, amante de rimas intrigantes e do poder que cada palavra possui de tocar o coração de uma forma tão singular.



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