Escrevo sem distinção de gênero, por isso onde se lê ela, pode ser lido ele e vice-versa…

O amor é como uma história sem fim, tem idas e vindas, altos e baixos e reviravoltas imprevisíveis espalhadas por toda parte. Isso pode parecer dramático, somos cobrados, cobramos, somos culpados e culpamos na mesma intensidade, mas uma das vantagens dos seres bípedes, sem penas, pensadores e adaptativos que somos, é aprender com os relacionamentos passados.

Por não sermos perfeitos, certamente somos uma parte culpada em algumas das situações que inspiraram as lições abaixo. Espero que sirva para poupar tempo dos outros em aprender pela experiência, que quase sempre dói e cobra um preço. Aliás, a experiência é uma professora meio cruel: Primeiro cobra o preço e depois ensina…

1.A VIDA ACONTECE SEMPRE ENQUANTO ESTIVERMOS VIVOS
Não procure desesperadamente por significado onde não há nenhum. A maioria dos relacionamentos não termina porque um dos parceiros fez algo “errado”. Com mais frequência, suas trajetórias de vida se dividem em direções opostas. Além da possibilidade de idealização do outro. Nos apaixonamos por uma característica ou duas do/a parceiro/a, mas temos que levar todo o resto como brinde. Depois de algum tempo descobrimos que gosto mais de uma balada e ela prefere uma vida mais pacata, ou vice-versa. Ser compatível inicialmente não garante que permaneça assim. A vida anda em círculos e ciclos, que tem início meio e fim. Muitos não se dão conta e continuam insistindo em manter “para sempre” o que um dia deu certo. Saiba quando seguir em frente.

2. ASSUMA SUAS “PARTICULARIDADES”. AS DIFERENÇAS
Não se sinta preocupado com suas manchas, uma careca aparecendo ou rugas nos olhos. Essas coisas fazem você único. Há apenas uma resposta apropriada a um elogio: “Obrigado”. E se sua parceira lhe disser que você sorri muito bem (ou ela disser que a sua barba está bonita) cem vezes, ela provavelmente está sendo genuína. Não precisa se aborrecer e começar uma cena. Sorria e diga obrigado. E não tente parecer o Brad Pitt (quando era jovem) o tempo inteiro. Você é quem ela escolheu.

3. NEM TUDO É SOBRE VOCÊ
Não assuma que o mundo do seu parceiro gira em torno de você. O que parece uma falta de interesse pode ser nada mais do que um cansaço, monotonia ou nada! As energias são drenadas por coisas estressantes fora dos nossos relacionamentos. No trabalho, no trânsito, torcer pro time errado, etc. Se a sua parceira não quiser sair, não imagine logo de que tem algo a ver com você. Ela provavelmente está apenas com sono.

4. SUA PARCEIRA NÃO LÊ MENTE (Eu acho)
Não aja como se nada estivesse errado quando você está chateado. Para começar, você não está enganando ninguém porque elas percebem, e é tolice guardar ou despertar rancor por algo que você não está disposto a enfrentar. Se a sua mente estiver criando um problema maior do que realmente existe, esqueça. Mas se algo está errado, diga. As coisas tem que serem ditas… aproveitando, lembre-se que voz tem som e tom… cuidado com o TOM de voz, principalmente quando estiver chateado ou aborrecido!

5. OS TEXTOS PODEM E SERÃO MAL INTERPRETADOS
Não tenha um ataque cardíaco por causa de um erro honesto. As pessoas se enganam. Tenho vergonha (ou não tenho mais) de admitir quantos argumentos com minha ex foram resultado direto de falta de comunicação. Digamos que agora eu saiba que o sarcasmo ou ironia nem sempre é bem interpretado em um formato de texto. Se você estiver digitando num ataque de raiva, dê um tempo e segure a conversa para quando estiver pessoalmente.

Leia Mais: Como recuperar a paixão do começo do relacionamento?

6. NINGUÉM É 100% “CERTO” OU “ERRADO”
Não tenha medo de discordar. É uma parte natural de qualquer relacionamento não concordar com tudo. Isso chama-se submissão. Esteja disposto a entender o ponto de vista do outro. Pensar que você está “certo” não significa que você vai atropelar os sentimentos do seu parceiro. Se você quer que seu relacionamento seja bem sucedido, trate-o como uma democracia e não uma ditadura. Afinal você quer ter razão ou ser feliz? Como dizia o poeta “O Amor é uma relação entre dois perdoadores”… uma vez uma leitora entendeu “perdedores” e foi uma confusão!!!

7. O AMOR É LINDO. A OBSESSÃO É DOENÇA
Não se amarre a um navio afundando. É bom ser intensamente atraído por uma pessoa, mas se você se sentir apaixonado (depois vira amor?) por uma pessoa que não retribui, é melhor seguir em frente. E se você se encontrar em um relacionamento onde há um claro desequilíbrio no nível de comprometimento (freqüentemente refletido em coisas como um parceiro que deseja mais contato físico ou tempo juntos do que o outro), então você pode estar dentro de um problema. Abra o olho (ou melhor, os olhos!).

8. DEIXE AS GRANDES DISCUSSÕES PARA UMA OCASIÃO APROPRIADA
Não confronte sua parceira com um assunto que irá aborrecê-la em um momento ruim. Eu sei que isso pode soar estranho desde que eu recomendei para falar sobre coisas que estão incomodando lá no nº 4, mas não seja impulsivo sobre isso. Se a sua parceira teve um dia muito difícil no trabalho, ou em casa, com as crianças, vizinho, cachorro, sogra, TPM, seja cortês o suficiente para deixá-la relaxar um pouco antes de começar a falar sobre um problema. Um exemplo que aconteceu com uma amiga minha: Ela uma vez estava no consultório do dentista, já sentada na cadeira com a boca aberta, quando recebeu um texto do namorado, finalizando a relação. Nessa hora entrou o dentista e ela disse que foi uma das horas mais difíceis da vida dela. Hoje ela dá boas risadas quando conta, mas imagino na hora…

9. O TÉDIO É UMA AMEAÇA
(QUE VOCÊ PODE EVITAR FACILMENTE).
Não caia na armadilha da monotonia. A vida pode ficar sem graça se você fizer as mesmas coisas todos os dias. Se a sua parceira está insinuando sobre como seria bom fazer uma viagem, isso pode ser um sinal de que ela está ficando entediada. E se as suas atividades são cópias exatas do/s dia/s anterior/es, acenda o pisca-pisca e dobre à direita, só pra ver onde vai parar… aventure-se!

10. BUSCAR VINGANÇA SÓ VAI PIORAR UMA SITUAÇÃO RUIM
Não deixe que sentimentos feridos inspirem comportamento vingativo. O que passou não pode ser revivido em cada discussão. Fala-se sobre o assunto, resolve e parte para problemas novos. Reviver antigos dá cheiro de mofo e há que se deixar os fantasmas irem embora. Se continuar insistindo em “zerar o placar” provavelmente você vai se arrepender depois. Mesmo que você acredite que te trataram mal, atacar com raiva não fará com que se sinta melhor. Encontre um amigo para conversar. Distancie-se da questão para se acalmar antes de responder. Perdoe-os se puder. Vá embora se você não puder.

“O fraco não pode perdoar. O perdão é o atributo dos fortes.”– Mahatma Gandhi

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Genaldo Vargas
Psicanalista, Palestrante, Professor Universitário, Viajante do mundo, curioso e eterno aprendiz..... É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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