Porque a maioria de nós passa quase 47% das nossas horas diárias pensando em alguma outra coisa além do que estamos fazendo no momento.

Existem muitas técnicas de saborear o agora que podem ser usadas a qualquer momento, em particular ou em público, sozinho ou com outros. Mas, em geral, todas elas têm um requisito: concentrar nossa atenção na experiência presente. Isso pode parecer assustador, mas há coisas específicas que podemos fazer para conseguir isso; ações cotidianas que são surpreendentemente simples, rápidas e elegantes, mas podem fazer uma grande diferença na forma como vivenciamos o mundo.

Focar no momento presente, ajuda a evitar certos hábitos, como fazer coisas demais ao mesmo tempo, preocupar-se, agarrar-se ao que é errado ou negativo e ruminar sobre o passado ou o futuro.

A maioria de nós passa quase 47% de nossas horas diárias pensando em algo diferente do que estamos fazendo, segundo pesquisa de Matthew A. Killingsworth, acadêmico da Fundação Robert Wood Johnson sobre Saúde e Sociedade, e do psicólogo de Harvard Daniel T. Gilbert. Isso é importante, dizem os pesquisadores, porque um dos preditores mais fortes da felicidade é se a sua atenção está concentrada onde você está no presente.

“As pessoas são menos felizes quando estão com a mente vagando do que quando não estão”, disse Killingsworth a uma multidão em uma conferência do TEDxCambridge. Isso é verdade, ele disse, mesmo quando nossas mentes vagam para coisas que nos trazem prazer, como sexo.

Felizmente, até mesmo nós, distraídos, agitados e ruminadores, podemos encontrar maneiras de saborear o momento. Um método, particularmente útil para os viajantes, envolve o que Bryant chama de “consciência temporal”: lembrar-nos de que o momento não vai durar, que logo a refeição vai acabar ou a viagem terminará.

Pode parecer contra intuitivo, mas a consciência de que algo é efêmero tende a aumentar nossa satisfação com isso, pois, como Bryant explicou, quando o tempo é limitado, isso aumenta a motivação. É a verdade por trás da máxima sobre valorizar o que se tem apenas quando se perde. E um truque para impedir que isso aconteça, disse Bryant, é viver o momento em que estamos como se fosse o último de nossa vida.

Para fazer isso, ele sugere identificar as fontes de alegria no momento, fazendo a nós mesmos perguntas como: “O que é que logo vai desaparecer? Qual é a alegria nisso? Quais são minhas fontes de sentimento positivo agora?”

(Fonte: thriveglobal)

Trecho de “Alone Time: Four Seasons, Four Cities, and the Pleasures of Solitude”, de Stephanie Rosenbloom.

*Traduzido e adaptado pela equipe Fãs da Psicanálise

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