“Ninguém pode fazê-lo se sentir inferior sem o seu consentimento”. (Eleanor Roosevelt)

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Precisamos estabelecer os limites até onde o outro possa chegar, para que não tenhamos nossa vida adentrada pela tirania, pela covardia, pela agressividade de quem merece nada mais do que nosso desprezo. É necessário que não permitamos que ninguém nos diminua ou nos subtraia de nossa dignidade, da essência de nossas verdades, pois quem ficar por perto deverá estar ali com sinceridade e respeito.

Não permita que zombem de suas crenças, de sua fé, da forma como você se conecta com a eternidade da vida. Você tem o direito de construir a sua esperança e de orar – ou não – de acordo com aquilo em que acredita, para suportar com resignação e coragem os tombos que a vida dá. Nossa fé é um dos bens mais preciosos que guardamos dentro de nossos corações e não deve se abalar por nada nem ninguém.

Não se permita ser humilhado, em casa, na rua, no trabalho, na escola. Todos temos o direito de errar, de não saber, de ser, enfim, aquilo que somos por inteiro. Nosso chefe, nosso amigo, um conhecido que seja, nenhum deles pode elevar a voz, impondo os próprios pensamentos de forma agressiva e aviltante. Devemos ser corrigidos, sim, mas jamais humilhados de forma depreciativa.

Não permita que as verdades alheias anulem as suas, por medo de perder alguém, de não ser amado, de ser ridicularizado. Afogar-se em palavras não ditas é lento e doloroso. O outro até pode estar com a razão, mas é preciso expor e viver o que temos aqui dentro, para que não vivamos à sombra dos outros, como seres invisíveis e solitários, amargando o não ter feito o que deveria, o não ter dito o que queria.

Não se permita ser dizimado emocionalmente sob as atitudes de quem ama, temendo que ele vá embora. Não se prenda à falsa ideia de que não conseguirá ser feliz sem aquela pessoa, ou estará fadado a endeusar o outro, em detrimento de si mesmo. Dessa forma, você acabará se tornando alguém nulo, alguém desaparecido, e perderá o outro de qualquer forma, porque ninguém quer passar a vida ao lado de quem nem parece existir de verdade.

É preciso esquecer o medo de perder as coisas e as pessoas, parar de se agarrar ao que se tem cegamente, sofrendo e vivendo uma vida que não nos pertence. O preço a pagar pela anulação do que se é em favor do outro é muito caro e implica nada menos do que a infelicidade diária e o esquecimento dos próprios sonhos.

Acredite, você não merece deixar de lado tudo de especial que possui dentro de si, pois é isso que o tornará feliz e realizado como alguém que vive de verdade e respire o amor tranquilo que alimenta os próprios sonhos.

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Prof. Marcel Camargo
Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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