Não aceite nenhum tipo de relacionamento que não seja VERDADEIRO. Se houver desconforto, desconfiança ou desassossego, desconfie, porque é qualquer coisa, menos comunhão.

Urge trazer isso à tona se quiser se libertar. Primeiro, atente-se para o manipulador. É o que acha que controlar o parceiro espionando no celular alheio aonde vai, com quem fala, é prova de amor. Ele mente para o outro e pra si mesmo e nem se dá conta que o que quer controlar mesmo é o seu próprio medo da solidão.

Já o outro, o que se esconde, o que não conta aonde vai ou com quem fala, deletando as mensagens suspeitas, não fica para trás, pois é igualmente parceiro ativo nesse jogo. Ambos são carcereiro e prisioneiro acorrentados na mesma cela.

“Quem pode ser libertado enquanto estiver aprisionando alguém? O carcereiro não é livre, pois está preso junto com o seu prisioneiro. Ele precisa garantir que o outro não escape e assim passa o seu tempo vigiando-o” (Um Curso em Milagres).

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Ambos juram que sua insanidade é manifestação de fidelidade e cumplicidade e não agir assim seria descuidar da relação. São dois tolos que ainda não descobriram o AMOR. Esquecem-se de que no cativeiro o amor empalidece. Há que deixá-lo sem correntes, a porta aberta e o estacionamento livre, pois não pertencemos a ninguém e o mundo não oferece segurança.

Descansa na paz, aprende a soltar e tenha confiança. Sentir medo faz parte da jornada. Portanto, quando a solidão bater novamente, lembra que enfiar alguém no buraco do seu vazio nunca resolveu coisa alguma. O preenchimento é apenas uma ilusão.

O vácuo existencial tem que ser seu amigo, caso contrário vai fazer com que você continue perdendo o rico tempo da sua vida arrumando desculpas e enganando pessoas prá tapar um furo que só tem lugar para uma coisa: o amor. Mas não é amor de amorzinho. É o SEU amor, aquele escondidinho que você esqueceu lá no fundinho de você, mas quando fica em silêncio relembra.

Quando você se permite AMAR de verdade, você SE ama, você AMA seu parceiro, seu amigo, seus pais e seus filhos, assim como transborda o que sente por seu cachorro ou gatinho. Amor mesmo é um só. E quando ele se manifesta enfim, qualquer relacionamento passa então a ser VERDADEIRO.

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Márcia Nyland
Servidora Pública Federal, rastreadora incansável do desenvolvimento pessoal, e colunista do site Fãs da Psicanálise.

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