Parece até ridículo dizer, mas existe um truque mental absurdamente bizarro, além disso muito simples e que pode reduzir o apetite e ainda ajudar a emagrecer. Não há mágica e sim um truque, basicamente, se imaginar comendo um alimento. Isso aí, você não leu errado.

A ideia é que ao imaginar que se está fazendo uma coisa dará ainda mais vontade de fazer essa tal coisa, entretanto no caso de comer um alimento isso pode ter o efeito oposto, de acordo com o estudo de Morewedge et al. (2010).

O Dr. Carey Morewedge, que liderou o estudo, explicou:

“Essas descobertas sugerem que tentar suprimir os pensamentos de alimentos desejados a fim de conter os desejos por esses alimentos é uma estratégia fundamentalmente falha.

Nossos estudos descobriram que, em vez disso, as pessoas que repetidamente imaginavam o consumo de um alimento – como M & M ou cubo de queijo – consumiam menos alimentos do que as pessoas que imaginavam consumir a comida algumas vezes ou faziam uma tarefa diferente, mas similarmente envolvente.

Acreditamos que essas descobertas ajudarão a desenvolver intervenções futuras para reduzir os desejos por coisas como alimentos não saudáveis, drogas e cigarros, e esperamos que elas nos ajudem a aprender como ajudar as pessoas a fazer escolhas alimentares mais saudáveis ​​”.

Em uma série de cinco experimentos, os participantes imaginavam comer M & M’s (aqueles chocolatinhos bons pra caramba… até deu vontade de comer agora, mas vou só imaginar…) ou imaginavam fazer uma atividade em uma lavanderia. De acordo com os resultados publicados na revista Science, imaginar comer M & M’s reduziu a quantidade de M & M’s que as pessoas comeram depois, em comparação com o grupo controle da lavanderia.

Leia Mais: Compulsão por comida

A chave é imaginar comer um alimento específico, e não só pensar sobre esse alimento ou qualquer alimento em geral. A técnica funciona reduzindo a motivação para comer aquele alimento. Parece que o próprio processo de imaginar comer uma comida também inicia o processo de ficar entediado ou cansado disso.

O Dr. Joachim Vosgerau, co-autor do estudo, explicou:

“A habituação é um dos processos fundamentais que determinam o quanto consumimos de um alimento ou produto, quando parar de consumi-lo e quando mudar para consumir outro alimento ou produto.

Nossas descobertas mostram que a habituação não é governada apenas pelos estímulos sensoriais da visão, olfato, som e tato, mas também pela forma como a experiência de consumo é representada mentalmente.

Até certo ponto, apenas imaginar uma experiência é um substituto da experiência real. A diferença entre imaginar e experimentar pode ser menor do que se supunha anteriormente.”

*Eu me imaginei comendo uma barra de chocolate mas não consegui acabar com a vontade, talvez seja falta de treino. E você, conseguiu algum bom resultado? Fale sobre a sua experiência nos comentários.

(Fonte: https://www.spring.org.uk)

*Texto traduzido e adaptado pela equipe Fãs da Psicanálise.

Imagem: kyle smith

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