Você está brigando por copos quebrados? Você está fazendo um escarcéu porque viu uma mancha na sua calça favorita? Você está a ponto de quebrar a casa inteira por que o dinheiro esperado não caiu na sua conta?

Você está ofendendo todos a sua volta porque algo de manhã não saiu da forma que você queria e os seus planos precisam ser cancelados?

Ou você chegou em casa e não tem na mesa o que você exigiu que queria ter e a culpa é da sua mãe, da sua esposa, dos seus filhos ou do seu marido?

Então você fala o que não precisa, ofende quem não tem nada a ver com o que lhe aconteceu, briga com quem está tentando fazer o possível e acaba com o seu dia e com o dia do outro que não teve culpa de estar no seu caminho.

Em muitos momentos nós somos nossos próprios sabotadores! A gente mesmo consegue acabar com o nosso dia e com o dia de um monte de pessoas.

A culpa não é do que nos aconteceu de errado e que fugiu do nosso controle.

A culpa é nossa de achar que tudo tem que funcionar perfeitamente ao nosso dispor.

“O sol deve nascer com a temperatura que eu desejo.”

“Vou acabar com tudo por causa desses copos quebrados!”

E daí se eles se quebraram?

E daí se tudo deu errado?

Isso acontece todos os segundos com todas as pessoas.

É claro que ficamos chateados e frustrados com algo que esperávamos e não temos mais, ou algo que por algum motivo se perdeu.

Mas o que vamos fazer? Transformar a nossa vida e a dos outros num inferno sem fim, nos tornando amargurados e ressentidos porque a vida não correspondeu as nossas expectativas?

Você pode se enraivecer pelos seus copos quebrados, mas não passe a viver achando que o mundo tem que pagar por isso, ou que eles nunca deveriam ter sido quebrados…

Vivemos num mundo de possibilidades e probabilidades, onde hoje eu posso amanhecer com a chance de realizar a maioria das coisas que eu desejo ou posso receber uma notícia ao final do dia que pode me arrasar e mudar a minha vida para sempre… ou pode terminar com ela…

Observe muito bem quais as tempestades que você tem criado por coisas que não valem a pena, simplesmente porque não sabe se acalmar e contar até dez (sim isso funciona!).

Observe o dia que você chega em casa com o saco cheio do trabalho e prefere não olhar na cara de ninguém, pois não está com saco, e está perdendo a oportunidade de passar um tempo com pessoas que um dia não estarão mais ali.

Observe quantas pessoas você espantou do seu lado, e que eram excelentes, só porque elas não correspondiam às suas vontades…

Seja realista, as coisas terão um fim, e se não tiverem vão se transformar e mudar muito.

No entanto a questão é que tudo passa muito rápido para que você fique o tempo todo brigando apenas por copos quebrados.

Se eles se quebraram, aprenda a viver, ou sobreviver sem eles. Isso faz parte do viver, isso faz parte do crescer e de aprender a ter qualidade de vida mental. Talvez vendo as coisas de uma maneira diferente, percebendo que isso não é o fim do mundo, você vai estar finalmente encontrando umas das formas de felicidade que nós tanto buscamos em todos os dias da nossa curta e divertidíssima vida.

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Lucas Sousa Ferreira

Psicólogo. Colunista do site Fãs da Psicanálise.



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