São tantos os pensamentos, sensações e emoções que dominam a nossa cabeça que, muitas vezes, nos sentimos perdidos neles todos e não sabemos ou nem mesmo podemos controlá-los.

O que a nossa cabeça raciocina, deseja, manifesta e expõe por meio de nosso corpo é parte guiada por nós e parte não. Ou seja, podemos sentir raiva de algo sem na verdade querer estar sentindo.

Podemos nos alegrar com algo que na verdade não era para nos alegrar. Nessas e em muitas outras situações podemos entender o quanto de nós ainda desconhecemos e a impotência diante de algumas reações, digamos, “involuntárias”.

A inveja

O sentimento que mais se encaixa neste tipo de situação é a inveja. Quantas vezes você já sentiu vontade de ser como outra pessoa ou ter o que ela tem mas depois de tudo pensou: “não preciso disso, sou mais eu”?

É realmente difícil tomar conta de nossos pensamentos e sentimentos e a inveja se mostra bem independente neste sentido. Muitas vezes inesperada e até mesmo nem identificada como deve ser.

De forma mais esclarecida: ter inveja faz parte do comportamento humano, a maneira com que você a manifesta pode ou não ser proposital, isso tudo depende das circunstâncias em que se encontra e principalmente de como você está consigo mesmo, seguro ou inseguro, autoconfiante ou não.

Ensinamentos da inveja

Qualquer sentimento, seja ele bom ou ruim, deve nos trazer um aprendizado e é aí que devemos pegar a inveja e torná-la uma chance de nos descobrir e encontrar meio de satisfazer o que está nos faltando.

Quando desejamos ter o que o outro tem ou ser o que ele é, claramente estamos insatisfeitos com algo em nós mesmos, pois não nos achamos suficientemente bons para parar por ali. Queremos mais.

Esta “dorzinha de cotovelo” causa mal a si mesmo, por reforçar suas falhas e defeitos com os quais se incomoda, e causa mal também ao outro, afinal estamos falando de um “olho gordo” mesmo que não intencional.

Leia Mais: “A ideia de uma vida boa foi substituída pela de uma vida a ser invejada”

Fala-se ainda em inveja branca, aquela que não conseguimos controlar e que não fere à ninguém, é a simples reação de: “putz, queria ter também”. Até aí tudo bem, é normal sentirmos vontade de adquirir outras coisas ou nos encontrar na mesma situação que um outro alguém. Mas quando isso passa dos limites e contém negatividade, precisamos tornar esse caminho contrário.

Inverter os papeis neste caso significa não olhar para a outro mas olhar para si e identificar o que há de errado que não lhe permite ser feliz o suficiente com aquilo que já tens. Sabendo o que te incomoda é possível criar planos para se amar mais, investir mais em si e ser mais feliz.

Quando estamos plenamente satisfeitos com a nossa vida, a felicidade e sucesso alheio se mostram como mais um motivo para compartilhar alegria com aqueles que o cercam, e não como um motivo de vontades e sentimentos vazios.

Quando sentir inveja e perceber que está passando do ponto, olhe para si, melhore o que tem dentro de você e viva em paz interna e externamente, fazendo bem para o seu ser e para aqueles que convivem contigo.

(Autora: Júlia Zayas)

(Fonte: eusemfronteiras)

*Texto publicado com a autorização da administração do site.

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