E ele se foi… Não pôde conter as lágrimas. A dor era dilacerante. Isso era tão utópico, tão distante do que eles sonharam… Não, do que ela sonhou!

Olhando toda a relação chegou a triste verdade. Sonhara sozinha, queria sozinha e vou até ariscar, amou sozinha! Diante de tantas incertezas, isso era certo.

Uma relação de solidão a dois não era saudável, não havia como ter outro fim. Sabia que o pior de tudo era haver se acostumado com as pequenas migalhas que recebia da relação. Como pôde?

Ele se foi e não olhou para trás. Não sentiu a dor dela, não viu seu sofrimento. E simplesmente, seguiu! Era para ela fazer o mesmo. E porque estagnou diante disso? Qual a razão de parar no tempo?

Ela sabia a resposta… Aquele relacionamento, por mais nocivo que fosse, era sua muleta. Aprendeu a precisar dele para andar. E agora vendo sua vida vazia e sem graça porque por muito tempo ela viveu a vida dele e esqueceu a dela…

Ele se foi e estava feliz e ela ali se sentindo vazia, incompleta e mergulhada numa auto piedade sem fim.

Uma grande caminhada começa com pequenos passos, disso ela sabia. Não se sentia pronta, mas estava diferente. Queria muito sair daquele círculo em que havia colocado sua própria vida. Entendia que quem quer, faz.

O tempo passou e ela aprendeu a caminhar novamente, dessa vez sem suporte. E começou a perceber que era bom ter controle sobre aonde ia e o que fazia. Estava gostando disso. Começou a investir nela, a cuidar dela. E foi reaprendendo a se amar. Coisa que ela havia deixado de fazer a muito tempo…

Não demorou muito para sua mudança interna, externar. Ela estava linda, plena e cheia de si. Era realmente uma nova mulher. Livre, leve, solta. Seu riso era fácil e seus desafios ficaram menores. Não porque eles mudaram, mas ela mudou.

E agora anda por aí, com um novo amor vivendo realmente a vida que sempre mereceu viver. Entendeu que a vida sorri para aqueles que não desistem do que querem. Sem essa de metades a procura de outra, mas uma mulher inteira, plena e consciente de sua inteireza.

E nesse exato momento, está a reescrever a sua história. Deleta daqui, arquiva dali e assim segue. E quer saber mais? Isso é uma nova história…

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Layde Lopes

Assistente Social por formação, psicanalista por vocação, coach por opção, practitioner em PNL por missão e escritora por paixão. É colunista do site Fãs da Psicanálise.



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