O que te faz mal? O emprego sufocante? O estágio humilhante? O namorado obsessor? Ou, então, a ausência de uma posição social ou de um marido que te conceda a honra de um sobrenome?

Liberta-te!

Não podes passar a vida aguardando a tua vez de ser feliz.

A vida é agora e, ainda que não seja a única, é, certamente, a que mais te aproxima do Criador.

O mal, às vezes, é tão avassalador que não sabemos mais o que dói, por que dói…

Busca em ti e encontrarás.

Encontrando a dor, o próximo passo será o de encontrar a sua causa.

Encontrando a causa, modifica a tua realidade. Tem a coragem necessária para dizer “não” àquilo que te faz mal.

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Tem também a coragem necessária para aceitar aquilo que te trará felicidade, ainda que estejas na contramão de uma sociedade que acelera sem freios.

Confia em teu potencial, pois certamente Deus colocou um talento em cada um dos homens e mulheres.

Encontra o teu! Escuta os sinais. Sem dúvida, eles te foram mostrados ao longo dos anos, mas a visão entorpecida pela realidade virtual (leia-se mundo material) não te deixou intuir aquilo que precisavas deixar fluir.

Se te sacrificas por alguém por Amor e dever, reconhece em tua abnegação a fortaleza do poder divino em ação.

Regozija-te por isso. Poucos são aqueles que conseguem sacrificar os próprios talentos em prol do bem-estar de outros. Continua o trabalho, certo da vitória.

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Se por outro lado, podes realizar o trabalho de maneira mais suave sem que com isso estejas prejudicando quem quer que seja, muda a tua rota.

Retira peso. Vive leve e sem culpas, confiando em teu potencial.

Certa vez, dois irmãos pobres jogaram “cara ou coroa” para decidir qual deles estudaria artes e qual trabalharia em uma mina de carvão para pagar os estudos do outro.

Anos após a decisão, surgiu uma das mais belas obras de arte que o mundo conheceu, o quadro “Mãos que Oram”.

Nessa tela, o pintor renascentista Albrecht Dürer ilustrou as mãos calejadas de seu irmão, aquele que permaneceu trabalhando no subsolo de uma mina de carvão.

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Dürer se tornou um dos maiores pintores de todos os tempos, graças, também, ao esforço e abnegação de seu irmão trabalhador.

Há, por outra via, a história real de José, de João, de Maria e de Carla, que não viram os filhos crescer, que não perceberam o tempo passar e que permaneceram sentados nas mesas de seus escritórios, com a boca cheia de dentes, esperando a morte chegar (como já o disse de uma forma um pouco diferente o sempre saudoso Raul Seixas).

Que tu tenhas sabedoria para distinguir a situação na qual te encontras, libertando-te, em definitivo, daquilo que te faz mal.

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Regiane Reis
Mestre em Direito Constitucional. Autora do livro "O empregado portador do vírus HIV/Aids". Criadora do site pausa virtual. "Buscando o autoconhecimento, entendi que precisava escrever sobre temas universais como a vida, o amor e a fé". É colunista do site Fãs da Psicanálise.



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