Nada é mais arriscado que viver.

A existência humana acontece como risco o tempo todo; acontece como “vertigem da queda”. Mas, mesmo assim, protegidos pelo inconsciente, vivemos como se o fim não existisse e traçamos metas e objetivos; tentamos lidar com cada coisa como se elas tivessem valor eterno e absoluto.

Particularmente, não acredito que aquilo o que quero vai acontecer simplesmente porque planejei, mas certamente aquilo o que almejo tem maior chance de se tornar realidade se houver planificação.

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Aqui faço coro com o romancista Lewis Carroll, em seu melhor estilo nonsense: “se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve”.

Planejamento exige disciplina e evoca a consciência de que, dele, participamos eu e o resto do mundo — muitos “eus pessoais” e tantas outras variáveis estão envolvidos no projeto de uma única pessoa. A despeito dessa realidade, essa é a melhor forma de tornar reto um caminho sinuoso.

Antever a sequência dos passos permite-nos intervir na rota.

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Fato! Porém, não se deixe escravizar, porque ninguém e nada tem a obrigação de seguir um script. Das coisas que aprendi — mais na prática que na teoria — é que tão importante quanto planejar é replanejar.

Sejam quais forem suas aspirações pessoais ou profissionais, você sempre precisará traçar objetivos de curto, médio e longo prazo, ainda que minimamente.

Especialistas em Administração consideram objetivos de longo prazo aqueles que podem ser atingidos em cinco anos ou mais; os de médio, aqueles que podem ser alcançados em um ano; e os de curto, aqueles que se apresentam no imediato.

Certamente os de curto estão inseridos nos de médio, que estão inseridos nos de longo; mas não conseguiremos atingir os de longo, se os de curto não forem planejados.

O planejamento é a busca da perfeição subjetiva, devendo ser aquilo o que nos impulsiona em direção às respostas desejadas com maior rapidez e eficácia. Deste modo, é preciso saber aonde se quer chegar, avaliando a exequibilidade do que se pretende, tendo a flexibilidade necessária para replanejar quando imprevistos acontecerem.

Meu desafio hoje é fazer você pensar sobre seus objetivos: estão bem definidos? Você tem seguido o caminho adequado — ainda que mais longo — ou está sendo tentado a tomar atalhos arriscados? Tem corrigido seu curso quando a vida impõe? Pense nisso…

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Jane Castelo Branco
Pedagoga; psicanalista; coordenadora educacional. É colunista do site Fãs da Psicanálise.




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