Para algumas pessoas essa de amar, ser amado e amor é coisa banal, talvez um pouco leve demais ou natural e fácil demais. Para outras, é uma tentativa constante de fazer dar certo, de fazer com que algo aconteça, que seja real e mude suas vidas de uma vez por todas.

Para alguns de nós, amor é difícil, muito mais difícil do que simplesmente conhecer uma pessoa no colegial, se apaixonar por ela, casar, ter filhos e continuar uma vida de… sei lá, 20, 30, 40 anos de compromisso e amor. Galera de sorte… (será?)

Como eu disse anteriormente, para muitos de nós amar é mais difícil que homem depilar a virilha, mais difícil do que eu, com meus quilinhos a mais, subir o Everest e chegar lá em cima viva! Mais difícil do que prova do Enem na TPM, mais difícil que atravessar os oceanos a nado! É muito difícil para alguns de nós. Sabe por que?

Porque o amor simples e descomplicado não pode vir pra pessoas complicadas, pode? Como é possível que criaturas naturalmente perturbadas, exigentes, livres e estranhas possam enxergar a simplicidade que é o amor?

Sendo assim, é fato que fracassaremos tantas e mais tantas outras vezes, até termos a ilusória certeza de que o amor chegou um pouco mais perto e, que por azar (azar sim! Não é fácil pra gente admitir que anda errando, é?) … e que por azar, você novamente o perdeu. Então, chega em mim, em você a terrível e doentia sensação de que de novo fracassamos.

Segundo Paulo Coelho: “Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o amor. Quem não desistir da busca, vencerá!

Taí então a questão que fica, que nos consome: por que fracassamos tanto no amor? Seria um carma ou algo do tipo, ou mesmo uma praga dos Deuses ou uma indireta punição dos nossos doentios erros de vidas passadas?

Seja qual for o motivo, ele com certeza não está ligado ao externo e, é sério, os Deuses não têm nada com isso, eles não teriam nem tempo, não é mesmo? Então, é bem provável que o fato de você ser uma geringonça no amor é porque com certeza você está errando em algum lugar que não sabe! Não estaria, quem sabe, escolhendo demais?

É, porque às vezes criamos um ideal de pessoa e amor que nem percebemos os “normais” de tanto que buscamos aquele galã de Hollywood! Outra coisa, não estaria você se fechando demais para as oportunidades e fica aí reclamando que o amor não dá certo quando, na verdade, você não o deixa se aproximar? Outro caso: não estaria você “amando demais” ao ponto de sufocar qualquer ser vivo que se aproxima de você?

Bom, sei que deve existir mais uma dúzia de motivos para você ser um triste fracasso amoroso. E, com toda certeza, esta sensação é terrível de mais uma vez ter fracassado no relacionamento, tão terrível que chega a ser dolorosa.

Mas cá vai um bálsamo pra seu coração sofriiiido e tristinho que fica aí se punindo 24 horas por dia por achar que não tem competência pra amar! Calma. Por mais que seu vizinho, seu colega de quarto, de infância tenha encontrado o amor na primeira trombada, você não é igual a ele! As pessoas são diferentes e a forma como cada qual lida com esse sentimento também é diferente! Você é mais chato, difícil, complicado como eu mencionei lá em cima?

Talvez sim ou talvez nem seja, vamos! Taí uma coisa que não dá ao certo pra se saber. O que sei é que, com certeza, você é bem mais forte do que os outros corações que encontraram o amor tão depressa. Você já amou um trilhão de vezes, tentou e se apaixonou outros trilhões, sofreu e levantou e continua aí, minha criança!

Você é um guerreiro ou uma guerreira, não importa! Só importa que quando o amor finalmente chegar você saberá usufruí-lo em sua total essência e ficará tão agradecido e emocionado que lágrimas rolarão de seus olhos e definitivamente, jamais permitirá que ele se afaste novamente!

Confia e não desista. Uma hora tem que dar certo! É lei. Lei do Universo, de Odim! O amor vem pra todo mundo e ninguém fracassa a vida inteira, a menos que desista no meio do caminho.

(Imagem: mari lezhava)

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Cris Souza Fontês
Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor do amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.

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